Santos e Santas Franciscanas do Dia
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13 jun: Santos e Santas Franciscanas - Santo Antônio de Pádua, erudito, cristocêntrico e a serviço dos pobres
Nascido em 1195 na cidade de Lisboa, em Portugal, Santo Antônio de Pádua (ou de Lisboa) é um dos santos mais conhecidos da Igreja. Filho de Martinho de Bulhões e Teresa Taveira, ambos de famílias ricas e muito religiosas, Antônio recebeu, ainda na pia batismal, o nome de Fernando. Aos 15 anos, se dirigiu ao Convento dos cônegos de Santo Agostinho, nas proximidades de Lisboa. Ficou por lá dois anos e alguns meses e, como recebia muitas visitas de parentes, resolveu então pedir a transferência para o mosteiro de Santa Cruz, de Coimbra. Com isso entrou em contato com frades franciscanos, hóspedes neste convento. Estes frades acabaram sendo martirizados em Marrocos e seus restos mortais vieram para Coimbra, onde então morava o Rei de Portugal. Fernando pôde assim contemplar os corpos daqueles mártires e isto o tocou de tal forma, que decidiu se tornar franciscano. Foi para o Convento de Olivais e lá adotou o nome de Antônio. Seu desejo era pregar o Evangelho em terra de missões. Após o curto noviciado, foi para Marrocos, onde acabou adoecendo e, resignado, teve que voltar para Portugal. Em 1221, se daria o Capítulo da Ordem Franciscana. Na assembleia, compareceram cerca de três mil frades e foi lá que Antônio esteve pela primeira vez com São Francisco, em Assis. Ainda mal conhecido dos franciscanos foi trabalhar num pequeno eremitério em Portugal. Nele permaneceu numa vida de oração por nove meses. Houve, na cidade de Forli, ordenações sacerdotais e pediram a Antônio para fazer o sermão de improviso. Todos ficaram deslumbrados. Era o início de sua missão de pregador no sul da França e na Itália. Até hoje seus sermões são lidos e estudados. Foi em Montpellier que se deu o fato que fez de Santo Antônio ser invocado como o protetor das causas perdidas: um noviço que resolvera sair da Ordem Franciscana levou consigo o livro de salmos com comentários escritos por Antônio. Este noviço acabou sendo roubado e passou então a orar para que o ladrão lhe devolvesse o livro. Arrependido, o ladrão voltou e devolveu o livro. A partir daí, Antônio começou a ter na França a fama de taumaturgo, martelo dos hereges, terror dos demônios, trombeta do Evangelho. Só uma alma que reza pode realizar progressos na vida espiritual: este foi o objeto privilegiado da pregação de Santo Antônio. Ele conhecia bem os defeitos da natureza humana, a tendência a cair no pecado; por isso, exortava continuamente a combater a inclinação à cobiça, ao orgulho, à impureza e incentivava a praticar as virtudes da pobreza e da generosidade, da humildade e da obediência, da castidade e da pureza. No começo do século XIII, no contexto do renascimento das cidades e do florescimento do comércio, crescia o número de pessoas insensíveis às necessidades dos pobres. Por este motivo, Antônio convidou os fiéis muitas vezes a pensar na verdadeira riqueza, a do coração, que, tornando-os bons e misericordiosos, leva-os a acumular tesouros para o céu. “Ó ricos – exorta – tornai-vos amigos (…); os pobres, acolhei-os em vossas casas: serão depois eles que os acolherão nos eternos tabernáculos, onde está a beleza da paz, a confiança da segurança e a opulenta quietude da saciedade eterna” (Ibid.). Veio trabalhar na Itália, pregando por toda a parte. Em 1227, se deteve pela primeira vez em Pádua, cidade à qual ficaria indelevelmente ligado e onde, após mais quatro anos de incansáveis pregações em terras italianas, viria a ser enterrado, tendo morrido a 13 de junho. Tão grande era a fama de seus prodígios que, onze meses depois de sua morte, foi canonizado pelo papa Gregório IX. Em 1263, quando seu corpo foi exumado, sua língua estava intacta e, até hoje, numa redoma é venerada por paduenses e milhares de outros peregrinos vindo de diferentes lugares do mundo. A fama de casamenteiro veio após uma jovem, à sua intercessão, ter conseguido um ótimo casamento. Em 1946, o papa Pio XII proclamou Santo Antônio, Confessor e Doutor da Igreja. Os devotos deste santo devem imitar sua fé, sua piedade, sua humildade, sua dileção aos pobres e seu imenso amor à evangelização. Grande a devoção de Santo Antônio a Jesus Infante e cumpre repetir sempre: Menino Jesus por nós encarnado, livrai-nos da mancha de todo pecado. Como Santo Antônio foi sepultado numa terça-feira este dia da semana lhe é consagrado. Uma senhora de Toulon na França, por ter alcançado uma grande graça por intercessão de Santo Antônio, resolveu distribuir pães aos pobres em sua homenagem, daí surgiu a benção do pão de Santo Antônio, lembrando a caridade que se deve ter para com os mais necessitados. Este pão tem restituído a saúde a muitos doentes. Santo, realmente, extraordinário que merece todos os louvores. Que ele leve sempre seus devotos a um grande amor a Jesus, nosso único Salvador! Santo Antônio e o Franciscanismo Santo Antônio contribuiu de maneira significativa para o desenvolvimento da espiritualidade franciscana, com seus fortes traços de inteligência, equilíbrio, zelo apostólico e, principalmente, fervor místico. Antônio, na escola de Francisco, sempre coloca Cristo no centro da vida e do pensamento, da ação e da pregação. Este é outro traço típico da teologia franciscana: o cristocentrismo. Alegremente, ela contempla e convida a contemplar os mistérios da humanidade do Senhor, particularmente o do Natal, que suscitam sentimentos de amor e gratidão pela bondade divina. -
13 jun: Santos e Santas Franciscanas - Santo Antônio de Pádua, erudito, cristocêntrico e a serviço dos pobres
Nascido em 1195 na cidade de Lisboa, em Portugal, Santo Antônio de Pádua (ou de Lisboa) é um dos santos mais conhecidos da Igreja. Filho de Martinho de Bulhões e Teresa Taveira, ambos de famílias ricas e muito religiosas, Antônio recebeu, ainda na pia batismal, o nome de Fernando. Aos 15 anos, se dirigiu ao Convento dos cônegos de Santo Agostinho, nas proximidades de Lisboa. Ficou por lá dois anos e alguns meses e, como recebia muitas visitas de parentes, resolveu então pedir a transferência para o mosteiro de Santa Cruz, de Coimbra. Com isso entrou em contato com frades franciscanos, hóspedes neste convento. Estes frades acabaram sendo martirizados em Marrocos e seus restos mortais vieram para Coimbra, onde então morava o Rei de Portugal. Fernando pôde assim contemplar os corpos daqueles mártires e isto o tocou de tal forma, que decidiu se tornar franciscano. Foi para o Convento de Olivais e lá adotou o nome de Antônio. Seu desejo era pregar o Evangelho em terra de missões. Após o curto noviciado, foi para Marrocos, onde acabou adoecendo e, resignado, teve que voltar para Portugal. Em 1221, se daria o Capítulo da Ordem Franciscana. Na assembleia, compareceram cerca de três mil frades e foi lá que Antônio esteve pela primeira vez com São Francisco, em Assis. Ainda mal conhecido dos franciscanos foi trabalhar num pequeno eremitério em Portugal. Nele permaneceu numa vida de oração por nove meses. Houve, na cidade de Forli, ordenações sacerdotais e pediram a Antônio para fazer o sermão de improviso. Todos ficaram deslumbrados. Era o início de sua missão de pregador no sul da França e na Itália. Até hoje seus sermões são lidos e estudados. Foi em Montpellier que se deu o fato que fez de Santo Antônio ser invocado como o protetor das causas perdidas: um noviço que resolvera sair da Ordem Franciscana levou consigo o livro de salmos com comentários escritos por Antônio. Este noviço acabou sendo roubado e passou então a orar para que o ladrão lhe devolvesse o livro. Arrependido, o ladrão voltou e devolveu o livro. A partir daí, Antônio começou a ter na França a fama de taumaturgo, martelo dos hereges, terror dos demônios, trombeta do Evangelho. Só uma alma que reza pode realizar progressos na vida espiritual: este foi o objeto privilegiado da pregação de Santo Antônio. Ele conhecia bem os defeitos da natureza humana, a tendência a cair no pecado; por isso, exortava continuamente a combater a inclinação à cobiça, ao orgulho, à impureza e incentivava a praticar as virtudes da pobreza e da generosidade, da humildade e da obediência, da castidade e da pureza. No começo do século XIII, no contexto do renascimento das cidades e do florescimento do comércio, crescia o número de pessoas insensíveis às necessidades dos pobres. Por este motivo, Antônio convidou os fiéis muitas vezes a pensar na verdadeira riqueza, a do coração, que, tornando-os bons e misericordiosos, leva-os a acumular tesouros para o céu. “Ó ricos – exorta – tornai-vos amigos (…); os pobres, acolhei-os em vossas casas: serão depois eles que os acolherão nos eternos tabernáculos, onde está a beleza da paz, a confiança da segurança e a opulenta quietude da saciedade eterna” (Ibid.). Veio trabalhar na Itália, pregando por toda a parte. Em 1227, se deteve pela primeira vez em Pádua, cidade à qual ficaria indelevelmente ligado e onde, após mais quatro anos de incansáveis pregações em terras italianas, viria a ser enterrado, tendo morrido a 13 de junho. Tão grande era a fama de seus prodígios que, onze meses depois de sua morte, foi canonizado pelo papa Gregório IX. Em 1263, quando seu corpo foi exumado, sua língua estava intacta e, até hoje, numa redoma é venerada por paduenses e milhares de outros peregrinos vindo de diferentes lugares do mundo. A fama de casamenteiro veio após uma jovem, à sua intercessão, ter conseguido um ótimo casamento. Em 1946, o papa Pio XII proclamou Santo Antônio, Confessor e Doutor da Igreja. Os devotos deste santo devem imitar sua fé, sua piedade, sua humildade, sua dileção aos pobres e seu imenso amor à evangelização. Grande a devoção de Santo Antônio a Jesus Infante e cumpre repetir sempre: Menino Jesus por nós encarnado, livrai-nos da mancha de todo pecado. Como Santo Antônio foi sepultado numa terça-feira este dia da semana lhe é consagrado. Uma senhora de Toulon na França, por ter alcançado uma grande graça por intercessão de Santo Antônio, resolveu distribuir pães aos pobres em sua homenagem, daí surgiu a benção do pão de Santo Antônio, lembrando a caridade que se deve ter para com os mais necessitados. Este pão tem restituído a saúde a muitos doentes. Santo, realmente, extraordinário que merece todos os louvores. Que ele leve sempre seus devotos a um grande amor a Jesus, nosso único Salvador! Santo Antônio e o Franciscanismo Santo Antônio contribuiu de maneira significativa para o desenvolvimento da espiritualidade franciscana, com seus fortes traços de inteligência, equilíbrio, zelo apostólico e, principalmente, fervor místico. Antônio, na escola de Francisco, sempre coloca Cristo no centro da vida e do pensamento, da ação e da pregação. Este é outro traço típico da teologia franciscana: o cristocentrismo. Alegremente, ela contempla e convida a contemplar os mistérios da humanidade do Senhor, particularmente o do Natal, que suscitam sentimentos de amor e gratidão pela bondade divina. Trezenas de Santo Antônio As devotas e os devotos de Santo Antônio que desejam honrar o santo ou alcançar alguma graça, costumam realizar ou participar da Trezena de Santo Antônio: um conjunto de orações e solenidades que acontecem durante 13 dias ou 13 terças-feiras (dia dedicado a ele). A tradição costuma acontecer entre 30 de maio a 13 de junho, o dia de sua celebração litúrgica. A origem desta devoção remonta a cidade de Bolonha, na Itália, no ano de 1617. Muitos Santuários e Paróquias de nossa província estão realizando a Trezena. Clique aqui acompanhe a programação, fotos e informações das Trezenas de Santo Antônio. (Fontes: Canção Nova e Franciscanos) -
14 de janeiro: Bem-aventurado Odorico de Pordenone - Santos e Santas Franciscanas do dia
Bem-aventurado Odorico de Pordenone nasceu em 1265, em Villanova di Pordenone. Tornou-se conhecido por suas viagens marítimas, nas quais buscava salvar muitas almas. O Marco Polo de hábito, que pediu permissão para viajar ao Oriente como missionário, já vivia há muito como eremita. Humilde e penitente, foi rigoroso e silencioso. Vestia uma túnica marrom, caminhava descalço e se alimentava de pão e água, preparado para a sua missão. Sua viagem foi difícil e longa, durando 33 anos. Chegou na Armênia, atravessando a Pérsia e em Ormuz embarcou novamente para chegar na Índia. Ali conheceu as relíquias de quatro franciscanos martirizados. Finalmente chegou a Zaiton, no sul da China. Nesse lugar, Frei Odorico sentiu-se em casa. Fazia quase um século que os Irmãos Menores não tinham ido ao Oriente. Odorico realizou mais de vinte mil batizados, porém, o velho arcebispo quis que o frade regressasse à Itália para contar ao Papa a situação do Oriente e para pedir novos missionários para a extensa diocese. Odorico se pôs a caminho por terra e em dois anos estava de regresso a Veneza, indo de imediato ao Papa am Avignon, mas em Pisa ficou doente gravemente. No Convento de Pádua, falou ao seu confrade a respeito da sua viagem e as atividades dos missionários franciscanos no Extremo Oriente, que deveria ser dito ao Papa. Odorico veio a falecer no Convento de Udine, em 14 de janeiro de 1331, com 66 anos de idade. Outros franciscanos missionários partiram para Kambalik para prosseguir a obra apostólica iniciada e desenvolvida pelos invictos pioneiros do Evangelho. Seu culto foi aprovado por Bento XIV em 2 de julho de 1775. Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”, Ed. Porziuncola. Original: Franciscanos. -
14 de novembro: São Nicolau de Tavelic e seus Companheiros - Santos e Santas Franciscanas do Dia
Os frades foram sacerdotes e mártires da Primeira Ordem. Canonizados por Paulo VI no dia 21 de junho de 1970. Por se recusarem a negar a sua fé, foram, de imediato, condenados à morte e, no dia 14 de novembro de 1391, foram assassinados, despedaçados e queimados. Nicolau É o primeiro croata canonizado, uma figura extraordinária no ambiente do seu tempo. Nasceu por volta de 1340 em uma cidade da Dalmácia, e quando era ainda adolescente ingressou na ordem dos frades menores. Depois de ordenado sacerdote foi enviado como missionário para a Bósnia, onde durante 12 anos se dedicou totalmente à conversão dos bogomilos, juntamente com Deodato de Rodez. Em 1384, dirigiram-se ambos à Palestina, onde se associaram a outros dois confrades, Pedro de Narbona e Estevão de Cúneo, todos eles futuros mártires de Cristo. Entretanto fixaram-se em Jerusalém, no convento de São Salvador, em oração e estudo. Depois de muito meditar sobre o assunto, Nicolau p, Nicolau projetou uma missão muito ousada. Missão com que já sonhada anteriormente por São Francisco, movido pelo Espírito Santo, pelo zelo da fé e pelo desejo de martírio. Tratava-se de anunciar publicamente em Jerusalém, aos chefes dos mulçumanos, a pessoa e a doutrina de Cristo. Deodato Nasceu em uma cidade francesa que nos textos originais latinos é designada por Ruticinium, identificada com a cidade atualmente chamada Rodez, sede episcopal, a uns 600 quilômetros a sul de Paris. Fez-se frade menor quando ainda era moço, e foi ordenado sacerdote na província franciscana da Aquitânia. Por volta de 1373 o vigário geral P. Bartolomeu do Alverne fizera um apelo com o fim de recrutar religiosos para uma particular expedição missionária à Bósnia. Uma bula de Gregório XI publicada nessa altura apresentava boas perspectivas para o progresso da fé nessas zonas infestadas pela heresia dos bogomilos, seita herética de fortes tendências maniqueístas, cujos principais representantes uniam aos erros dogmáticos uma rígida austeridade de vida. Deodato de Rodez foi parar a esse campo de atividade para secundar o desejo do vigário geral da ordem e do Papa Gregório XI, e pelos mesmos motivos e nas mesmas circunstâncias foi também Nicolau Talevic. Do encontro entre os dois santos, nasceu uma profunda amizade, que os amparou durante quase 12 anos no meio de enormes dificuldades e canseiras, comparáveis às dos grandes missionários da Igreja. Há um relato pormenorizado dessa heroica expedição apostólica da Bósnia, bem como do martírio ocorrido posteriormente. Em 1384 foram ambos para a Palestina, onde se encontraram com outros dois confrades já mencionados, com quem viriam a compartilhar as atividades apostólicas e a palma do martírio. Pedro de Narbona Da província franciscana da Provença, durante vários anos aderiu à reforma iniciada em 1368 na Úmbria e tendente a uma mais perfeita observância da regra de São Francisco. Em pouco tempo essa onda reformista se espalhou por toda a Úmbria e pelas Marcas, a ponto de em 1373 já contar com uma dezena de eremitérios. Tratava-se de um movimento de fervor que procurava renovar o elã inicial da vida franciscana, em especial no ideal da pobreza e na prática da piedade. O fato de Pedro de Narbona ter vindo do sul da França para os eremitérios da Úmbria mostra bem o seu fervor religioso e esclarece bem tanto a sua vida anterior como a sua permanência em Jerusalém. Estevão Natural de Cúneo, no Piemonte, fez-se frade menor em Génova, na província franciscana da Ligúria. Durante 8 anos trabalhou ativamente na Córsega, como membro do vigariato franciscano dessa ilha. Pode-se dizer que terá feito aí um bom noviciado apostólico. Depois passou como missionário para a Terra Santa, onde a 14 de novembro de 1391 selou com o martírio a pregação do evangelho, demonstrando que o islamismo não é a religião verdadeira, e que Cristo, e não Maomé, é o enviado de Deus para salvar a humanidade. No dia 11 de novembro de 1391, após intensa preparação, os quatro missionários puseram em prática o projeto delineado. Saíram juntos do convento, levando cada um deles um papel dobrado ao meio, com uma página interior escrita em latim e outra em árabe. Dirigiam-se à mesquita, mas os árabes não os deixaram entrar, e perguntaram-lhe o que queriam. Eles responderam que queriam falar com o Cadi, pois tinham a dizer-lhe coisas muito úteis para a salvação. Responderam os mulçumanos que o Cadi não estava na mesquita, mas lhe indicariam onde era a casa dele. Quando chegaram na presença dele, abriram os papéis e leram os escritos, explicando-os e apresentando as suas razões, mais ou menos nesses termos: “Senhor Cadi, e senhores todos aqui presentes, pedimos-vos que escuteis as nossas palavras e lhes presteis a máxima atenção, porque tudo quanto vamos dizer é muito importante para vós; é justo e verdadeiro, isento de qualquer embuste, e útil para aqueles que o queiram pôr em prática”. E começaram a fazer uma exposição da mensagem do evangelho de Cristo, o único Salvador, demonstrando ao mesmo tempo a falsidade da lei de Maomé. Reuniu-se grande multidão de mulçumanos, que numa primeira reação se mostraram espantados, depois irritados, e finalmente furiosos. Nunca tinham ouvido semelhantes afirmações contra o Corão nem contra o Islã. Ao ouvir este discurso inflamado, o Cadi dirigiu-se aos quatro religiosos perguntando-lhes: “Isso que estais por aí a dizer, dizei-lo com pleno conhecimento e liberdade, ou resulta de um momento de exaltação fanática, sem controlo da razão? Foi por ventura o papa ou algum rei da cristandade que vos mandou cometer semelhante loucura?”. Os religiosos responderam imediatamente: “Viemos aqui simplesmente enviados por Deus. E vós, se vos recusais a acreditar em Cristo e a receber o batismo, não tereis a vida eterna”. Fonte: Paróquia Senhor Bom Jesus. -
16 de maio: Santos e Santas Franciscanas do Dia – Santa Margarida de Cortona
Margarida nasceu na cidade de Laviano, diocese de Chiusi, na Toscana, em meados o século XIII. De sua primeira infância, nada se sabe a não ser que perdeu a mãe quando tinha sete ou oito anos de idade. Sua madrasta a tratava mal, encontrando defeito em tudo o que ela fazia, mesmo que Margarida tivesse um bom coração. Tornou-se uma formosa adolescente, cheia de graças e encantos. Isso constituiu sua desgraça. Quando contava 15 anos, o filho do senhor de Montepulciano dela se enamorou e convenceu-a a ir viver com ele pecaminosamente, prometendo-lhe que futuramente haveriam de se casar. Em meio ao luxo, às festas, aos passeios, Margarida reprimia sua consciência, que de tempos em tempos, como um aguilhão, a torturava. Mais tarde ela dirá: “Em Montepulciano perdi a honra, a dignidade, a paz; perdi tudo, menos a fé”. Assim, Margarida viveu nove anos nessa união ilícita, contrária à Lei de Deus, quando sobreveio um acontecimento dramático que deveria mudar sua vida. Um dia, porém, o homem foi vistoriar alguns terrenos dos quais era proprietário e acabou sendo assassinado. Margarida só descobriu o corpo alguns dias depois, quando foi levada misteriosamente até ele pela cachorrinha de estimação que acompanhara o nobre na viagem. Naquele momento, a moça teve o lampejo do arrependimento. Percebeu a inutilidade da vida que levava e voltou para a casa paterna, onde pretendia passar o resto da vida na penitência. Para mostrar publicamente sua mudança de vida, compareceu à missa com uma corda amarrada ao pescoço e pediu desculpas a todos pelos excessos da sua vida passada. Só que essa atitude encheu sua madrasta de inveja, que fez com que ela fosse expulsa da paróquia. Margarida sofreu muito com isso e chegou a pensar em retomar sua vida de luxuria e riqueza. No entanto, com firmeza conseguiu manter-se dentro da decisão religiosa, procurando os franciscanos de Cortona e conseguindo ser aceita na Ordem Terceira. Para ser definitivamente incorporada à Ordem teria que passar por três anos de provação. Foi nesta época que ela se infligiu as mais severas penitências, que foram vistas como extravagantes, relatadas nos antigos escritos, onde se lê também que a atitude foi tomada para evitar as tentações do demônio. Seus superiores passaram a orientá-la e isso a impediu de cometer excessos nas penitências. Aos vinte e três anos Margarida de Cortona, como passou a ser chamada, foi premiada com várias experiências de religiosidade que foram presenciadas e comprovadas pelos seus orientadores espirituais franciscanos. Recebeu visitas do anjo da guarda, teve visões, revelações e mesmo aparições de Jesus, com quem conversava com frequência durante suas orações contemplativas. Ela percebeu que o momento de sua morte se aproximava e foi ao encontro de Jesus serenamente, no dia 22 de fevereiro de 1297. Margarida de Cortona foi canonizada pelo Papa Bento XIII em 1728 e o dia de sua morte indicado para a sua veneração litúrgica. (Via: Franciscanos e Catolicismo) -
16 jan: São Berardo e companheiros mártires - Santos e Santas Franciscanas do Dia
Em 1219, São Francisco enviou esses missionários para a Espanha, que estava tomada por mouros. Passaram por Portugal a pé, com dificuldades. Dependendo da Divina Providência, chegaram a Sevilha. Ali começaram a pregar, principalmente como testemunho de vida. Eram 3 sacerdotes e 2 irmãos religiosos que incomodaram muitas pessoas ao anunciar o Evangelho. Acompanhado pelo testemunho, teve quem abrisse o coração para Cristo e as conversões começaram a acontecer. Pregaram até para o rei mouro, porque, também ele merecia conhecer a beleza do Santo Evangelho. Porém, anunciar o Evangelho naquele tempo envolvia riscos e eles foram presos por isso. Por influência do rei mouro, eles foram deportados para Marrocos e, ao chegarem lá, continuaram evangelizando; uma pregação sobre o reino de Deus, sobre o único amor que pode converter. Graças a Deus, devido aos sinais, principalmente àquele tão concreto de Deus, que é a conversão e a mudança da mentalidade, as pessoas começaram a seguir Cristo e a querer o batismo. Mas isso incomodou também o rei mouro que, influenciado por fanáticos, prendeu os cinco franciscanos, depois os açoitou e decapitou. Os santos mártires que, em 1220, foram mortos por causa da verdade, hoje, intercedem por nós. São Francisco, ao saber da morte dos seus filhos espirituais, exultou de alegria, pois eles tinham morrido por amor a Jesus Cristo. Fonte: Canção Nova. -
17 de agosto: Santos e Santas Franciscanas – Santa Beatriz da Silva
Acredita-se que Beatriz da Silva tenha nascido em 1437, na vila de Campo Maior, em Portugal. Descendente da linhagem dos reis daquele país e filha de Isabel de Meneses e Rui Gomes da Silva, alcaide-mor de sua vila, Beatriz era de família nobre. Ainda criança, foi levada para a corte régia de Castela, em 1447, como donzela da rainha Isabel, segunda mulher do rei João II de Castela. Na corte, Beatriz começou a chamar a atenção de todos pro sua beleza e carisma. A Rainha gostava de saber que sua dama de honra era elogiada e querida por todos. Entretanto, com o tempo esse sucesso começou a ser visto com maus olhos pela Rainha que, logo viu em Beatriz uma rival. Com ciúmes, decidiu matar Beatriz. Numa noite, a rainha a levou até à parte subterrânea do palácio e enterrou-a viva em um cofre que ficava no local. No pensamento da Rainha, o “problema” estava resolvido. Santa Beatriz sentia muito estar prestes a morrer sem receber os sacramentos, mas aceitou a morte próxima. Mas aquilo que parecia o fim transformou-se no grande chamado de Santa Beatriz. Aconteceu que, de repente, uma grande luz brilhou naquele cofre escuro e Santa Beatriz viu a Virgem Imaculada com o menino Jesus nos braços. Nossa Senhora vestia hábito e escapulário brancos e nos ombros um manto de um azul celeste. Sobre sua cabeça brilhavam doze estrelas. Maria, então, disse, “Minha filha, vês os hábitos que trago? Pois bem. No fim de três dias serás livre desta prisão e fundarás uma Ordem religiosa em louvor a minha Conceição Imaculada”. Após este triste episódio, ela deixa Tordesilhas, onde a corte régia então estava instalada, e vai para Toledo, onde se recolheu no Mosteiro de São Domingos, o Real, de monjas dominicanas. Por devoção, decidiu manter sempre seu rosto coberto com um véu branco, de forma que, enquanto viveu, nenhum homem e nenhuma mulher viu seu rosto. Ficou neste mosteiro por cerca de 30 anos em silêncio e oração. Foi como certas árvores gigantescas que, antes de lançarem um broto acima da terra, aprofundam suas raízes, que ficam escondidas sob o solo. Assim foi com Santa Beatriz. Nossa Senhora aparece uma segunda vez a Santa Beatriz. E ordenou que ela iniciação a construção de sua Ordem religiosa. Providencialmente, Santa Beatriz recebeu ajuda da filha de sua adversária, também chamada D. Isabel, a Católica, que, em 1484, doa-lhe os Palácios de Galiana, onde existia uma Igreja antiga que tinha o nome de Santa Fé. Beatriz, na nova casa, começou a adaptá-la para a forma de mosteiro. Levou consigo Filipa da Silva, sua sobrinha e outras onze mulheres, todas de hábito religioso, embora não pertencessem a uma Ordem. E, uma vez instalada na nova casa, escreveu sua forma de vida e enviou-a a Roma, numa súplica conjunta com a rainha. Foi tudo aprovado e outorgado pelo Papa Inocêncio VIII pela bula “Inter Universa” em 1489. Então assim havia iniciado a Ordem das Concepcionistas: vestiam hábito e escapulário brancos, manto azul e cingiam-se com o cordão seráfico, como na aparição de Nossa Senhora. Mais tarde, todas fizeram os votos perpétuos. O Mosteiro já estava fundado e tudo já fora preparado para entregar o hábito a ela e às monjas por ela instruídas, quando Nosso Senhor quis chamá-la. Morreu no ano de 1492. Na hora de sua morte, foram vistas duas coisas maravilhosas: quando lhe levantaram o véu para administrar-lhe a unção, foi tal o esplendor de seu rosto que todos ficaram admirados; a segunda aconteceu que em sua fronte viram uma estrela, que lá ficou até que ela expirou e que emitia uma grande luz. Faleceu com fama de santidade. Em 1511, o Papa Júlio II atribui à Ordem nascente Regra Própria. Dona Beatriz foi beatificada pelo Papa Pio XI em 26 de julho de 1926 e solenemente canonizada em 3 de outubro de 1976 pelo Papa Paulo VI. Sua Festa é celebrada no dia 17 de agosto. Fonte: Canção Nova, Cruz Terra Santa e Franciscanos. -
17 de maio: Santos e Santas Franciscanas do dia – São Pascoal Bailão
Pascoal nasceu em Torre Hermosa, no reino de Aragão, na Espanha, em 16 de maio de 1540. Seus pais eram muitos religiosos e o batizaram com este nome por seu nascimento ser no domingo de Páscoa. Vindo de uma família numerosa, pobre e humilde, mas também religiosa, graças à mãe que era devota da Eucaristia. Pascoal não pôde freqüentar a escola porque seu pai precisava que ele cuidasse do rebanho. Executando seu trabalho distante do povoado e da igreja, passava horas inteiras em oração, privando-se de alimentos para dominar ou adestrar seu corpo. De trato amável nos relacionamentos, com sua doçura e serenidade, conquistou a amizade de muitos pastores que encontrava nas alturas dos montes e nos vales da Andaluzia e entre os quais começou seu primeiro apostolado com simplicidade e ardor sincero. Procurava pastagens das quais pudesse ver uma igreja em que se conservava a Eucaristia para adorá-la enquanto seus rebanhos pastavam. Quando completou 18 anos, em Monteforte del Cid, veio a conhecer os franciscanos do convento de Santa Maria de Loreto. Pensava em poder realizar seu sonho de se tornar religioso. Como isso ainda não lhe era possível aceitou de realizar o trabalho de pastor junto a um rico proprietário de ovelhas, Martino Garcia, que lhe dava a permissão de freqüentar o Santuário Mariano e residir junto ao convento franciscano. Enquanto pastoreava não muito distante do convento caía em êxtase ao som do sino que anunciava a elevação no momento da consagração . Por fim, a 2 de fevereiro de 1564, já com fama de santidade, pode vestir o hábito franciscano e, no ano seguinte, fazer sua profissão religiosa no convento dos frades alcantarinos de Orito, onde permaneceu até 1573, dedicando-se a tarefas muito humildes, de modo particular ao mister de porteiro. A obediência o obrigou a fazer uma longa e perigosa viagem até Paris. O Ministro Provincial da Espanha, em 1576, necessitava comunicar-se com urgência com o Ministro Geral da Ordem Cristóvão de Cheffontaines. O dito Ministro sabia bem que era difícil uma tal viagem no tempo das perseguições calvinistas. Na verdade, Pascoal foi muito hostilizado e insultado. Em Orleans quase veio a morrer depois de uma discussão a respeito da Eucaristia. Voltando desta viagem escreveu um livro com sentenças (pensamentos), um pequeno tratado ou compêndio sobre a Eucaristia. Falava, é claro, da presença real de Jesus neste sacramento e também dos poderes transmitidos ao Papa. Mereceu ele receber o cognome de “teólogo da eucaristia”, não somente por ter resolvido as questões dos adversários na França, mas também pela coletânea de escritos que deixou a respeito do Sacramento da Eucaristia que foi sempre o centro de sua intensa vida espiritual e a marca mais evidente de sua vida. Os últimos anos de vida de Pascoal se transcorreram no convento de Vila Real, em Valência, exercendo sempre o ofício de porteiro e de esmoler, muito estimado por toda a população, de modo especial pelos mais simples e pelas crianças. Tudo ia sendo assim feito até o dia em que exercendo seu ministério de esmoler perdeu as forças. Compreendendo que estava próxima a sua morte correu ao seu encontro. De fato, veio a falecer no convento do Rosário, a 17 de maio de 1592, solenidade de Pentecostes, com a idade de 53 anos. Foram muitos os que vieram dar o último adeus ao piedoso frade. Os biógrafos contam, que durante a celebração da missa de exéquias, no momento da elevação do cálice e da patena, seu corpo já enrijecido pela morte reabriu os olhos para fixar o pão e o vinho da eucaristia dando assim seu último testemunho de apreço pelo Santíssimo Sacramento. Sua santidade foi confirmada por muitos milagres que espalharam sua fama por todo o mundo católico. 26 anos depois, no dia 29 de outubro de 1618, era proclamado bem-aventurado (beato) por Paulo V e a 16 de outubro de 1690, canonizado por Alexandre VIII. O Papa Leão XIII, no dia 26 de novembro de 1897, proclamou-o patrono das devoções eucarísticas e, pouco depois, também dos congressos eucarísticos internacionais. Os restos mortais de São Pascoal Bailão, venerados em Vila Real, foram profanados e espalhados durante a guerra civil espanhola (1936-39). Parcialmente recuperados foram restituídos à cidade de Vila Real em 1952. Clique aqui e leia mais sobre outro santos e santas franciscanas. -
17 de novembro: Santa Isabel da Hungria - Santos e Santas Franciscanas do Dia
Isabel era filha de André, rei da Hungria, e nasceu num tempo em que os acordos das nações eram selados com o casamento. No caso de Isabel, ela fora prometida a Luís IV (duque hereditário da Turíngia) em matrimônio, um pouco depois de seu nascimento em 1207. Santa Isabel foi morar na corte do futuro esposo e lá começou a sofrer veladas perseguições por parte da sogra que, invejando o amor do filho para com a santa, passou a caluniá-la como esbanjadora, já que tinha grande caridade para com os pobres. Mulher de oração e generosa em meio aos sofrimentos, Isabel sempre era em tudo socorrida por Deus. Quando já casada e com três filhos, perdeu o marido numa guerra e foi expulsa da corte pelo tio de seu falecido esposo, agora encarregado da regência. Aconteceu que Isabel teve que se abrigar num curral de porcos com os filhos, até ser socorrida como pobre pelos franciscanos de Eisenach, uma vez que até mesmo os mendigos e enfermos ajudados por ela insultavam-na, por temerem desagradar o regente. Ajudada por um tio que era Bispo de Bamberga, Isabel logo foi chamada para voltar à corte, e seus direitos, como os de seus filhos, foram reconhecidos, isto porque os companheiros de cruzada do falecido rei tinham voltado com a missão de dar proteção à Isabel, pois nisto consistiu o último pedido de Luís IV. Santa Isabel não quis retornar para Hungria; renunciou aos títulos, além de entrar na Ordem Terceira de São Francisco. Fundou um convento de franciscanas em 1229 e pôs-se a servir os doentes e enfermos até morrer, em 1231, com apenas 24 anos num hospital construído com seus bens. Fonte: Canção Nova. -
18 de novembro: Bem-aventurada Salomé de Cracóvia - Santos e Santas Franciscanas do Dia
Salomé, filha família real do príncipe Lescon V, e irmã de Boleslau, o Casto, esposo de Santa Cunegundes (Kinga). Nasceu em Cracóvia na Polônia em 1211. Com apenas três anos foi dada em casamento a Colomano, rei da Hungria e príncipe da Halícia, com o qual viveu em perfeita virgindade. Era irmã de Santa Isabel da Turíngia, por quem foi enviada à corte do rei André II, para ser educada conforme os princípios de família e da região, em vista do casamento. Quando se casaram ela e seu esposo Colomano de comum acordo fizeram o voto de castidade. O piedoso casal crescia na prática da penitência e piedade. Ela entrou na Ordem Terceira Franciscana e recebeu o hábito da penitência. Muitas de suas amigas quiseram segui-la. O palácio parecia um convento. Quando seu esposo se fez Rei da Halícia, ambos deviam ser coroados reis. Salomé preferiu uma coroa de penitência. O rei Colomano foi morto na batalha contra os tártaros em 1255. Salomé, após a morte do esposo resolveu consagrar-se a Deus e empregou seus numerosos bens em benefício dos pobres e na construção de igrejas. Em 1245 entrou no Mosteiro de Clarissas por ela fundado em Zawichost; aí se distinguiu por sua grande obediência e humildade. Um ano após seu ingresso o Mosteiro foi ferozmente devastado pelos tártaros, que martirizaram todas as irmãs: sessenta monjas clarissas, tendo à sua frente a abadessa, Irmã Inês Yastrzebska. O convento foi depois transferido para Skala, para livrar-se das investidas dos tártaros, passando a denominar-se de Mosteiro de Santa Maria das Estrelas. Finalmente foi transferido para Cracóvia em 1245. Salomé continuou sua vida de Clarissa em Cracóvia por vinte e oito anos, brilhando como espelho de virtudes para suas irmãs. Foi eleita abadessa numa época bastante difícil. Faleceu aos sessenta e sete anos, durante uma Missa como havia predito. Admoestou antes suas Irmãs à prática da caridade e fiel observância da Regra de Santa Clara. Era o dia 17 de novembro de 1268, e havia sido favorecida com uma aparição da Virgem com o Menino Jesus. No momento de sua morte uma estrela brilhante foi vista sair de seus lábios. Sete meses depois seu corpo foi encontrado intacto e perfumado. Foi sepultada junto ao seu esposo na Igreja dos Franciscanos em Cracóvia. Seu culto foi aprovado por Clemente X em 17 de maio de 1672. Salomé, ao lado de Santa Inês de Praga, é a grande propagadora da Ordem de Santa Clara nas Províncias eslavas, tchecas e polonesas. Fonte: Caminhos do Senhor e Heroínas da Cristandade. -
18 de setembro: São José de Copertino - Santos e Santas Franciscanas
São José de Copertino (ou Cupertino, como é conhecido por muitos no Brasil) é o Padroeiro dos Estudantes em Apuros e nasceu em 17 de junho de 1603, no vilarejo de Cupertino, em Nápoles, Itália. Ele era filho de uma família pobre e cheia de dificuldades. Nas vésperas de seu nascimento, sua família foi despejada por causa das dívidas de seu pai. No despejo, a família perdeu até os poucos móveis que tinha. Por isso, José nasceu num estábulo, na pobreza, assemelhando-se a Jesus. Sua vida, porém, seria marcada pela dificuldade e pela superação através da graça de Deus. Já naquela época, a desigualdade social promovia a miséria, insegurança e sofrimento, impedindo que filhos de famílias pobres estudassem e desenvolvessem sua cultura e inteligência. Mas, apesar de iletrado, o menino foi criado no rigor dos ensinamentos de Cristo, pois sua família era muito religiosa. Assim foi a infância de José. Os únicos talentos por ele manifestados foram de ordem espiritual: o da oração e o da caridade para com os mais necessitados, que sofriam as aflições da pobreza, como ele. Quando José completou dezessete anos, estava determinado a tornar-se frade. Mas até os capuchinhos, que o haviam aceitado como irmão leigo, fizeram-no devolver o hábito por causa da sua grande confusão mental. O que o deixou muito triste, mas, mesmo assim, ele não desistiu. Finalmente, foi aceito no Convento de Grotella, pelos Frades Menores, que o acolheram e lhe deram uma tarefa simples: cuidar de uma mula. Mesmo renegado, estava determinado a ser sacerdote. Foi então que as graças divinas começaram a intervir em sua vida. Apesar da dificuldade que tinha em estudar, milagrosamente saía-se muito bem nas provas para tornar-se sacerdote. Desde então, começaram a aparecer sinais de predileção divina e fenômenos que atestavam sua santidade interior, presenciados pela comunidade de fiéis e irmãos da Ordem. Eram manifestações extraordinárias, como, por exemplo, curas totalmente milagrosas de doentes de todos os tipos de enfermidades. Além disso, em êxtases de oração, ele caminhava pela igreja sem colocar os pés no chão e, sem tomar nenhum cuidado com o corpo, exalava um fino e delicado odor. Por tudo isso, já era venerado em vida como santo. Outro fato relevante na vida de José de Copertino é que, apesar de quase não ter nenhum estudo teológico, tinha o dom da ciência e era consultado por teólogos a respeito de questões delicadas. Espantosamente, tinha sempre respostas sábias e claras. Com isso, José conquistou a glória máxima e, mesmo sendo considerado o frade mais ignorante de toda a Ordem franciscana, sua fama de bom cristão, seu comportamento peculiar e seus milagres chegaram a Roma. O papa Urbano VIII convocou-o e o recebeu com as honras de que era merecedor. Talvez esse tenha sido um dos dias mais felizes na vida de José de Copertino. Em 1628, foi ordenado sacerdote. José de Copertino mergulhou tão profundamente nas coisas de Deus que acabou se tornando um conselheiro de padres, bispos, cardeais, chefes de Estado e religiosos em geral. Todos o procuravam. E ele os atendia com paciência, humildade e sabedoria, indicando-lhes a luz de que necessitavam. José de Copertino morreu aos sessenta anos de idade, no dia 18 de setembro de 1663, no Convento de Osímo, Itália. O local, que se tornara um ponto de peregrinação com ele ainda vivo, tornou-se, imediatamente, um santuário a ele dedicado. Festejado liturgicamente no dia de sua morte, este singular frade franciscano é considerado pelos estudiosos como “o santo mais simpático da hagiografia católica”. Os frequentes êxtases espirituais, que lhe permitiam “voar” (literalmente) pela igreja, fizeram de são José de Copertino o padroeiro dos aviadores e paraquedistas. Também, devido à sua determinação diante das numerosas dificuldades encontradas nos estudos e exames de seleção, é considerado o santo padroeiro dos estudantes que se encontram nessa condição, anualmente. Fontes: Cruz Terra Santa e Franciscanos. -
18 maio: Santos e Santas Franciscanas do Dia – São Félix de Cantalício
São Félix foi uma das mais populares e mais características figuras da Roma do século XVI. Ele nasceu na aldeia de Cantalício, pequena povoado no sopé dos Apeninos, em 1515. Aos 12 anos, por ser de uma pobre família que mal tinha condições de se sustentar, Félix foi mandado para trabalhar em Cità Ducale, na fazenda de um homem temente a Deus. A infância e juventude de Félix podem ser resumidas nestas palavras: poucas letras, muito trabalho e muita oração. Pastoreando o gado do patrão, Félix gravava uma cruz no tronco de alguma árvore e, de joelhos, rezava muitos terços. Aos poucos, guiado pelo Espírito Santo, começou a fazer meditação durante o trabalho, chegando à contemplação de Deus em suas obras. Dizia: "Todas as criaturas podem levar-nos a Deus, contanto que saibamos olhá-las com olhos simples". Seus companheiros de infância, e depois de juventude, tanto o respeitavam que só se referiam a ele como São Félix. Ele participava diariamente da Missa e dedicava seu tempo livre à oração e às boas obras. Nessa vida simples e inocente, viveu 28 anos. Um acidente, que pôs em risco sua vida, levou-o a decidir fazer-se religioso. Estava ele arando o campo com uma junta de bois, quando estes, assustando-se por algum motivo, voltaram-se contra ele, que caiu por terra, e passaram com o arado por cima dele. Quando se levantou sem nenhum arranhão, Félix viu naquilo um aviso de Deus e foi pedir admissão no mosteiro capuchinho da cidade. Entrou como religioso na Ordem dos Frades Menores Capuchinhos e, a partir de 1547 dedicou-se a pedir esmola de porta em porta no Convento de São Nicolau, hoje chamado de Santa Cruz dos Luccesi. Passava pelas ruas de Roma, com o seu áspero e pobre hábito, pedindo esmola, não só para o Convento, mas também para os pobres e para os doentes. A todo aquele que lhe dava qualquer coisa dizia sempre: Deo gratias – Graças a Deus! Aos que não lhe davam nada, dizia também: Deo gratias. Por isso, bem depressa começou a ser conhecido pelo nome de Frei Deo gratias. Félix tinha temperamento místico. Dormia apenas 3 horas por dia. O resto da noite consagrava-o, na igreja, à oração, na contemplação dos mistérios da vida de Jesus. Comungava todos os dias o Corpo do Senhor. Nos dias santos era seu costume fazer a peregrinação às Sete Igrejas de Roma ou, então, visitava os doentes nos diversos hospitais da cidade. Alimentou sempre terna devoção para com Nossa Senhora que lhe apareceu muitas vezes e lhe entregou o Menino Jesus que ele estreitava amorosamente nos braços. Morreu aos 72 anos, no dia 18 de maio de 1587, arrebatado numa visão de Nossa Senhora. A sua sepultura, na igreja da Imaculada Conceição dos Capuchinhos de Roma, converteu-se em lugar de peregrinação. Foi canonizado por Clemente XI, a 22 de maio de 1712. Veja outros Santos e Santas Franciscanas aqui. (Via: Catolicismo e Franciscanos) -
19 de agosto: Santos e Santas Franciscanas do Dia - São Luís de Tolosa
Embora seja de descendência francesa, Luís de Anjou nasceu no ano de 1274 na Itália. De vida atribulada, era o mais velho entre os quatorze irmãos. Sua mãe era Maria, sobrinha de santa Isabel da Hungria e irmã de três príncipes que também chegaram a ser reis e santos: Estêvão, Ladislau e Henrique. Seu pai era Carlos II de Anjou, rei de Nápoles, Sicília, Jerusalém e Hungria, e filho do papa Inocêncio II. Em 1284, começou a crise da Casa Real de Anjou, na Itália meridional. O pai de Luís tornou-se prisioneiro dos reis de Aragão da Espanha após uma batalha naval e sua liberdade foi concedida, depois de três anos, mediante troca de reféns. O rei espanhol Afonso III, exigiu que esses reféns fossem os três sucessores diretos do rei Carlos II: Luís, Roberto e Raimundo. Lá, os garotos passaram sete anos presos em Barcelona e Tarragona, na Catalunha, em presídios dos castelos. As condições eram bastante duras para eles e, provavelmente, foi lá que Luís pegou a tuberculose que acabou matando-o poucos anos mais tarde. Luís, por ser o mais velho, foi o mais maltratado dos irmãos, pagando pelo rancor que o rei de Aragão nutria pela política do papa e do rei de Anjou. Motivo que o levou a quebrar todos os acordos firmados antes da troca dos reféns. Luís aceitou a longa prisão com abnegação e paciência, pois já estava acostumado com a vida de penitência. Desde pequeno, ele não dormia na sua cama real, preferindo o chão duro e frio. Assim, aquele período no cárcere só cristalizou a santidade do jovem príncipe. Era tratado cruelmente e deixado junto com os leprosos, os quais cuidava com zelo e carinho, não temia o contágio. Esse seu período de cativeiro foi acompanhado pelos frades da Ordem de São Francisco, principalmente pelo Frei Jacques Deuze que, posteriormente, foi eleito papa. O Frei Jacques presenciou e registrou as curas prodigiosas feitas por intercessão de Luís. Também acompanhou o jovem príncipe quando ele adoeceu gravemente, testemunhando a sua milagrosa cura e a decisão de tornar-se um simples frade franciscano. Finalmente, a paz voltou entre as famílias reais de Aragão e Anjou. Em janeiro de 1296, os três príncipes foram libertados e assim que chegaram à Nápoles, Luís renunciou ao trono real em favor do seu irmão Roberto. Ingressou na vida religiosa no Convento de Ara Coeli, dos franciscanos, em Roma. Em maio do mesmo ano, voltou para Nápoles, onde recebeu as sagradas ordens. Foi chamado pelo papa Celestino V, que o queria bispo da diocese de Toulouse, na França, que estava vaga. Luís, devendo obediência, aceitou. Porém, sendo um frade franciscano, dispensou a luxuosa residência episcopal, preferindo a pobreza dos conventos da irmandade. Muito enfraquecido, acabou consumido pela tuberculose. Apesar disso, foi à Roma assistir à canonização de Luiz IX, rei da França, seu tio-avô. A fadiga da viagem agravou a doença e ele acabou morrendo, no dia 19 de agosto de 1297, aos vinte e três anos de idade. O bispo Luís de Toulouse foi proclamado santo em 1317 pelo papa João XXII, frei Jacques Douze, que presenciou sua penitência e suas curas milagrosas durante o cativeiro. As famílias da realeza de Anjou e de Aragão, unidas, presenciaram a cerimônia. Via: Franciscanos. -
19 de fevereiro: São Conrado de Placência - Santos e Santas Franciscanas do Dia
Conrado Confalonieri vivia na cidade de Placência, na Itália. Era um homem que possuía muitos bens e muito lhe agradavam as caçadas. Certo dia, em uma de suas aventuras atrás de lebres e faisões, pôs fogo em uma floresta inteira. Os colonos se revoltaram com isto, pois tiveram muitos prejuízos. O governador, Galeazzo Visconti, condenou à morte o primeiro suspeito, que na ocasião estava no bosque. O verdadeiro culpado, Conrado, quando soube que um inocente pagaria por ele, confessou o seu crime e se propôs a pagar tudo. Como consequência de sua promessa, compensou todos os prejuízos e acabou ficando muito pobre. Nesta época, ouviu o chamado do Senhor e ingressou na Ordem Terceira de São Francisco. Anos depois, em 1315, sua esposa o deixou. Movida pela atitude do marido, ela também se dedicou à vida religiosa, enclausurando-se no Convento Francisco de Santa Clara de Placência. Como frade, ele costumava mudar muito de convento e destacavam-se nele a bondade e a piedade. No decorrer de suas mudanças, ele passou para além do estreito de Messina e, em 1343, chegou à Siracusa e estabeleceu-se na cidade de Noto. Escolheu como habitação uma cela ao lado da igreja do Crucifixo. A fama de sua santidade seguia-o como a sombra e comprometia a paz e o silêncio de que tanto gostava. Quando percebeu que as muitas visitas perturbavam sua vida de oração, Frei Conrado levantou acampamento e foi humildemente para uma solitária gruta dos Pizzoni que, posteriormente viria a ser chamada de Gruta de São Conrado. Ali morreu em 19 de fevereiro de 1351. Os notoenses muito veneravam o eremita que, mesmo vindo de outra terra, decidiu morar no meio deles. Assim, Frei Conrado foi sepultado na mais bela entre as esplêndidas igrejas de Noto: a igreja de São Nicolau (atual Catedral de São Nicolau). Fontes: Canção Nova e Paulus. -
19 de outubro: São Pedro de Alcântara – Santos e Santas Franciscanas do dia
Frei Pedro nasceu no ano de 1499, na cidade em Alcântara, que fica na região de Cáceres, Espanha. Era filho de Alonso Garabito e de Maria Vilela, recebeu no batismo o nome de Juan de Sanabria. Depois de três anos de estudos em Salamanca, entre 1511 e 1515, entrou na Ordem Franciscana, na Custódia do Santo Evangelho no ano de 1516, que mais tarde, em 1520, se converteria em Província de São Gabriel. Em Majarretes, lugar de seu noviciado, nasceu um novo homem: Juan de Sanabria se transformou em Pedro de Alcântara. Pouco depois, em 1519, antes de ser ordenado sacerdote, foi enviado como superior para fundar o Convento de Badajoz. Completados os estudos de filosofia, teologia, direito canônico, moral e homilética, conforme as determinações da época, foi ordenado sacerdote em 1524. Tornou-se superior em Robledillo, depois em Placencia e novamente em Badajoz, até que em 1532 obteve permissão para recolher-se a uma vida mais contemplativa no convento de Santo Onofre da Lapa. Em 1538, foi eleito Ministro Provincial da Província de São Gabriel. Durante o período em que foi ministro provincial redigiu para seus religiosos estatutos muito severos, aprovados no Capítulo de Placência, em 1540. Mas o começo de sua reforma teve lugar em 1544 quando, com o consentimento de Julio III, retirou-se para a pequena igreja de Santa Cruz de Cebollas, próximo de Coira. Em 1555 construiu o célebre convento de Pedroso, seguido de outros. A partir deste momento, a reforma prosperou amplamente e, em 8 de maio de 1559, obteve a aprovação de Paulo IV, que permitiu sua difusão também no exterior. Pedro de Alcântara, com sua reforma, queria trazer de volta a Ordem Franciscana à genuína observância da Regra. Mediante a suma pobreza, a rígida penitência e um sublime espírito de oração alcançou os mais altos graus de contemplação e pode atrair numerosos franciscanos por aquele caminho de reforma que se propunha fazer reviver em seu século o franciscanismo dos primeiros tempos. Foi confessor e diretor espiritual de Santa Teresa de Ávila e ajudou na reforma da Ordem Carmelita. Santa Teresa escreveu sobre ele, “Modelo de virtudes era Frei Pedro de Alcântara! O mundo de hoje já não é capaz de uma tal perfeição. Este homem santo é de nosso tempo, mas seu fervor é forte como de outros tempos. Tem o mundo a seus pés. Que valor deu o Senhor a este santo para fazer durante 47 anos tão rígida penitência!”. Depois de uma grande atividade eremítica e apostólica, morreu em Arenas de San Pedro (Ávila), no dia 18 de outubro de 1562, aos 63 anos. Em 1622 foi beatificado por Gregório XV e, em 1669, foi canonizado por Clemente IX. Durante sua vida, sendo um notável pregador, foi o confessor do Rei Dom João III, de Portugal. Tornou-se, mais tarde, o santo de devoção da Família Real. Seu nome, Pedro de Alcântara, foi escolhido como nome de batismo dos dois imperadores do Brasil – Dom Pedro I e Dom Pedro II. Dom Pedro I solicitou ao Papa que proclamasse São Pedro de Alcântara como padroeiro do Brasil. E, assim foi feito, em 1826, pelo Papa Leão XII. Fonte: ACIDigital e CFFB. -
21 de julho: Santos e Santas Franciscanas do dia – São Lourenço de Bríndisi
Júlio César Russo nasceu na comuna italiana de Bríndisi, em 22 de julho de 1559, de Guilherme Russo e Elizabete. Com apenas seis anos, memorizava várias páginas de textos. E assim, ele cresceu saindo-se brilhante em todos os estudos. Aos 14 anos, ficou órfão. Então, um tio seu que era sacerdote, o acolheu e o levou para viver em Veneza, onde aprofundou a sua formação cultural e espiritual. Convivendo com os capuchinhos que moravam num convento humilde junto à igrejinha de Santa Maria dos Anjos, na ilha de Giudecca, Júlio sentiu-se atraído pela vida pobre e austera que os frades levavam. Logo, foi aceito na Ordem. Tendo vestido o hábito capuchinho em Verona, recebeu a ordenação sacerdotal em 1582 e assumiu o nome religioso de Lourenço. Depois de morto, passou a ser chamado de São Lourenço de Brindisi, por causa de sua cidade natal, para diferenciá-lo de São Lourenço mártir. São Lourenço deu importância particular à Sagrada Escritura, que aprendeu toda de memória, aperfeiçoando-se também nas línguas bíblicas. Depois da ordenação sacerdotal, recebida das mãos do patriarca de Veneza João Trevisan a 18 de dezembro de 1582, a principal atividade de Lourenço foi o ministério da pregação. Percorreu toda a Itália anunciando a Palavra de Deus. De 1594 a 1597 foi provincial de Veneza e para o mesmo cargo foi chamado para a Suíça em 1598. Dois anos antes, em 1596, foi eleito definidor geral. Fundamental foi a ação de Lourenço na difusão da Ordem Capuchinha na Europa. Fundou conventos em Insbruck, em 1593, Salzburg, três anos depois. Em 1597 fundou o convento de Trento, e em seguida, 1599, em Boêmia. Em Praga, em 1599, com população na maioria com tendências reformistas e anticatólicas, conseguiu, com intensa atividade apostólica, centrada no ministério da pregação e no diálogo aberto e familiar, fundar um convento e o retorno à fé católica de muita gente. Em 1600 fundou mais dois conventos em Viena e em Graz. No Capítulo Geral de 24 de maio de 1602, frei Lourenço foi eleito o Ministro Geral dos Capuchinhos e, em primeiro lugar, fez a visita a todos os frades. A Ordem estava com 30 províncias e cerca de 9000 religiosos, distribuídos em toda Europa. Em 1610 a 1613, residiu em Mônaco como representante da Santa Sé. No Capítulo Geral de 1613, eleito pela terceira vez Definidor Geral, foi enviado como visitador à Província de Gênova, onde foi aclamado como Provincial e, por isso, só em 1616 pode retornar à sua Província de Veneza e dedicar-se a um período mais intenso de retiro e oração. Características particulares da sua espiritualidade, tipicamente franciscana e cristocêntrica, foram o culto a Eucaristia e a devoção a Maria. A santa missa, por ele celebrada com muito fervor, se prolongava normalmente por uma, duas ou três horas e depois, por um indulto de Paulo V, oito, dez ou doze horas. À Virgem Maria ele atribuía cada dom e cada graça, e nada poupava para difundir a sua devoção. Mesmo aspirando à vida retirada teve, a pedido do Papa, de interrompê-la em missões diplomáticas até ao ponto de adoecer gravemente. Morreu a 22 de julho de 1619, com 60 anos. O seu corpo foi levado para Vilafranca de Bierzo (Galizia), onde foi sepultado na igreja do mosteiro das franciscanas descalças. Apesar dos muitos trabalhos, Lourenço escreveu diversas obras editadas de 1928 a 1956 na Edição da “Opera Omnia”. Quatro anos depois da morte de Lourenço de Brindisi, foi introduzido, pelo Geral da Ordem Clemente de Noto, o processo de canonização. A beatificação foi em 23 de maio de 1783 por Pio VI e, 100 anos depois, a santificação pelo Papa Leão XIII em oito de dezembro de 1881. Após o exame das suas obras, definidas como “verdadeiros tesouros de sabedoria”, João XXIII, em 17 de março de 1959, declarou São Lourenço de Bríndisi doutor Apostólico da Igreja. Fontes: Cruz Terra Santa e Franciscanos. -
22 de setembro: São Francisco Maria de Camporosso - Santos e Santas Franciscanas do Dia
Francisco nasceu na comuna de Camporosso, na Itália, em 1804. Seus pais eram trabalhadores e profundamente religiosos e ele, caçula de quatro filhos. Aos doze anos de idade, foi encarregado de tomar conta do pequeno rebanho da família, pois o ar livre faria bem à sua frágil saúde. Daí nasce a forte amizade com os outros pastores, que costumavam se reunir para rezar e explicar-lhes um pouco de catecismo. Seus colegas tinham por ele uma grande admiração e o chamavam de eremita. Um pouco mais velho, começou a ajudar os pais e irmãos nos trabalhos pesados do campo. Mas, fazia-se ouvir cada vez mais clara e forte uma voz que o chamava a doar-se totalmente a Deus, na vida religiosa. A primeira tentativa que fez como postulante não satisfez seus desejos e aspirações, mas depois, em 1825, começa o noviciado em Gênova. Frei Francisco Maria expressou seu lema, “Quero ser o jumento do convento”. E viveu este lema a cada dia com empenho e amor redobrados. Terminando o noviciado, a obediência o destinou ao convento da Imaculada Conceição, em Gênova, onde passou toda a vida. Nos primeiros dois anos, se dedicou ao serviço dos irmãos mais velhos e doentes, depois ao ofício de esmoleiro da cidade de Gênova. Como esmoleiro, todos os dias passava em casas ricas e pobres pedindo esmolas e repartindo com os mais necessitados o que recebia. Procurou imitar nisso São Félix de Cantalício e São Crispim de Viterbo. Vestido com uma túnica velha e toda remendada, debaixo de sol ou chuva, pés descalços, uma sacola nos braços e o terço mãos: assim se apresentava ao povo. Tornou-se uma figura característica das ruas da cidade. Para todos tinha uma palavra de conforto e esperança, parecia conhecer os segredos mais íntimos do coração. E o povo passou a chamá-lo de “padre santo”. A figura de frei Francisco era popular, inclusive no porto de Gênova entre os trabalhadores, estivadores, marinheiros e tripulantes. À noite, quando chegava em casa cansado, um numeroso grupo de pessoas o aguardava na praça do convento para recomendar-se às suas orações, para pedir conselhos e contar os próprios problemas. Ele ouvia a todos e sempre tinha uma palavra de conforto. Dedicava parte da noite à oração e à penitencia em preparação ao trabalho do novo dia. Por quase quarenta anos, frei Francisco Maria exerceu a função de esmoleiro. A cada dia sua figura alta encurvava-se mais, os cabelos e a barba embranqueciam, mas se mantinha fiel ao seu dever. Em 1866, a cidade foi atingida por uma grande epidemia: as ruas começaram a ficar desertas e a cada dia aumentava o número de mortos. Frei Francisco Maria se oferece em sacrifício, como vítima de expiação para a saúde da cidade, diante de altar da Imaculada Conceição. Tem a certeza de que será atendido. No dia 17 de setembro falece, vítima da epidemia. Deste dia em diante a doença começou a diminuir e, em pouco tempo, acaba de vez. Todos tiveram a certeza de que foram salvos pelo padre santo. Frei Francisco Maria nos deixou um grande exemplo da caridade: quis ser o jumento do convento no serviço aos irmãos e por fim oferecendo-se em holocausto em prol do povo que tanto amava. Foi canonizado por João XXIII no dia 9 de dezembro de 1962. Fonte: Franciscanos. Informações: “Santos Franciscanos para cada dia”, Ed. Porziuncola. -
22 de setembro: São Francisco Maria de Camporosso - Santos e Santas Franciscanas do Dia
O Santo nasceu em, em 27 de Dezembro de 1804, em Camporosso, uma pequena aldeia da Ligúria, noroeste italiano. Francisco morava no campo e trabalhava como pastor. Um dia ouviu o convite de um capuchinho e entrou no Convento de Sestro Ponente, onde vestiu o hábito de irmão terceiro. Porém, uma voz interior não o deixou em paz até que teve a alegria de vestir o hábito capuchinho. Fez o noviciado no Convento de São Bernardo de Génova. Após a profissão, foi destinado ao Convento da Santíssima Conceição, em Génova, onde permaneceu até morrer. Destinado ao serviço humilde de cozinheiro e enfermeiro, tornou-se notável por uma particular fidelidade ao seu dever e por uma generosidade ímpar. Os Superiores destinaram-no, depois, ao ofício de esmoleiro que o levava a percorrer, todos os dias, as ruas da cidade que transformaria em lugar de incessante colóquio com Deus. Realizou este trabalho durante 40 anos. Francisco Maria, entretanto, não esqueceu o seu antigo trabalho de pastor. Todavia, a partir daquele momento, o rebanho por ele cuidado e conduzido era o dos mais miseráveis e abandonados da população de Génova, e os pastos eram as ruas, as estradas e o porto da cidade velha. Aqui, o Capuchinho de Camporosso, esmoleiro do Convento, converteu-se no Padre Santo, como era geralmente chamado e conhecido pelos seus insólitos e frequentemente pouco recomendáveis interlocutores, habitantes das barracas e de ambientes bastante suspeitos. Sereno em toda a parte, tanto na igreja como nas tabernas cheias de fumo e vinho, era sempre afetuoso com os irmãos, os jovens, os descarregadores do porto ou os criminosos. Ele buscava aproximar de Deus as almas de todos aqueles que encontrava pelo seu caminho. Pouco importava que os encontros fossem agressivos. Estas dificuldades não faziam desaparecer a bondade e transparência deste irmão capuchinho a quem todos, mais cedo ou mais tarde, acabavam por se ligar com muito amor. Em 1866, durante uma epidemia na cidade, ofereceu-se a Deus como vítima para que fossem salvos os outros. Pouco depois, o mal vitimou-o em poucos dias e logo a seguir a epidemia acabou. Morreu com 62 anos, no dia 17 de Setembro de 1866. Foi canonizado pelo Papa João XXIII, no dia 9 de Dezembro de 1962. Fonte: Capuchinhos. -
23 de julho: Bem-aventurada Cunegundes - Santos e Santas Franciscanas do Dia
Bem-aventurada Cunegundes nasceu na Hungria no ano de 1.224. Ela era filha do Rei Bela IV e, em 1.239, foi posta em um casamento arranjando com o príncipe da Cracóvia, Boleslau. Em seu matrimônio, ela disse ter vivido em perfeita castidade. Quando o seu marido morreu, ela decidiu ingressar em um Mosteiro das Irmãs Clarissas, sendo eleita abadessa no ano de 1.279. Durante sua vida, ficou conhecida por ajudar os pobres e doentes e, por muito tempo, dedicou-se à penitência e à oração. Foi abraçada pela Irmã Morte no ano de 1.292. Oração: “Oh, Deus, que fizestes a Bem-aventurada Cunegundes distinguir-se pela pureza de vida e grande caridade para com os pobres, concedei-nos, por sua intercessão e exemplo, progredir, de ânimo alegre, no caminho da caridade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo, Amém! Informações: Paróquia São Francisco. Leia mais sobre outros Santos e Santas Franciscanas clicando aqui. -
23 de setembro: Encontro do Corpo de Santa Clara de Assis
Em 11 de agosto de 1253, Santa Clara entra na glória eterna; já no dia seguinte seu corpo é levado para a Igreja de São Jorge onde também repousa Francisco. No dia 3 de outubro de 1260, o corpo é exumado e colocado na Basílica de Santa Clara; ali permanece perto do altar com uma simples inscrição: “Aqui jaz o corpo da Virgem Santa Clara”, protegido pelo brilho de uma lâmpada e as preces silenciosas de suas filhas que guardaram este fato no segredo de seus corações. Em 1849, a República Italiana escolhe Assis como sede do governo e não tem boa relação com as instituições religiosas. No meio de conflitos e inventários, perseguições e desordem civil, a Abadessa Clara Columba Angeli, resolve procurar o corpo da venerável Mãe Clara, para que a grande dama de Assis seja um verdadeiro sinal de paz e unidade para um momento sofrido da história italiana. Neste mesmo ano, o cardeal Marini, prefeito da Congregação dos Ritos, visita Assis para a festa dos Estigmas, e, junto às Clarissas, conversam sobre o encontro dos restos de São Francisco em 1813. A Abadessa aproveita a ocasião e diz, “Eminência, já que o Sol deixou-se encontrar, não é necessário que a Lua tenha também o seu lugar?” No dia 6 de agosto de 1850 recebem autorização do governo civil para a exumação. No dia 23 do mesmo mês, em silêncio e sempre à noite, os trabalhos começam acompanhados pelo vigário episcopal Luigi Alexandri, do Delegado para os Religiosos Pe. Giuseppe Morichelli, e o especialista em escavações Marco Rondini. Oito dias depois encontravam o túmulo onde o corpo da santa fora depositado há 6 séculos. No dia 23 de setembro, com a presença do Bispo de Perugia, Giocecchino Pecci (futuro Papa Leão XIII), o químico Purgotti, o arqueólogo Antonini e o diretor do arquivo municipal de Assis, Paolo Cesini abriram o sarcófago. Não havia nenhuma inscrição junto aos restos mortais. O corpo de Clara tinha o fino semblante intacto, a pele estava sombria e bem colada aos ossos. Uma coroa de honra feita no século XIII estava perfeita. Os ramos de tomilho que enfeitavam o corpo permaneciam conservados. O corpo todo estava em estado de esqueleto na disposição normal dos ossos. A cabeça inclinada sobre o ombro esquerdo, o braço esquerdo sobre o peito e o direito estendido ao longo do corpo. Um fio de pó branco recobria o esqueleto. O corpo foi erguido e colocado num relicário. Uma grande relíquia foi mandada à Roma. “Um Tríduo foi celebrado em ação de graças nos dias 26, 27 e 28 de setembro, depois que a urna foi aberta outra vez para recobrir os ossos da Santa e lhes dar a aparência de um corpo. Tinham sido envoltos anteriormente por uma camada de algodão. A túnica parda, a cobertura da cabeça branca e o véu preto foram confeccionados por algumas senhoras desconhecidas de Assis. Colocou-se sobre a cabeça uma coroa de flores. A urna foi então fechada e ornamentada para a procissão solene que teve lugar na tarde de 29 de setembro. Numa recordação comovente das horas históricas, o corpo de Santa Clara foi conduzido por quatro sacerdotes sob os aplausos da população, em primeiro lugar a São Rufino e, em seguida, para uma visita ao túmulo de São Francisco. Ao crepúsculo, as Irmãs acolheram sua Mãe no claustro e colocaram a urna aos pés do crucifixo que ela tanto amara em São Damião. Bem ao lado, se encontrava ainda uma outra preciosa relíquia: a grade atrás da qual Clara tinha recebido a Santa Comunhão. A bênção do Santíssimo Sacramento encerrou este dia memorável.” O corpo de Clara que está hoje na basílica foi mais uma vez restaurado. De 17 de novembro de 1986 até 12 de abril de 1987. Um paciente trabalho foi feito para tirar do corpo da Santa um estado de viscosa humildade, devido ao clima e aos longos anos que criaram a decomposição das partes extremas, em particular as falanges e os dedos dos pés. Quando examinaram o corpo, ele mantinha a mesma posição deixada em 1850. Todo ele foi recomposto e restaurado com tela, gesso, esmalte e silicone. Recompuseram o corpo e o rosto segundo os documentos da época, mantendo a personalidade de mulher fascinante, ardente, terna, sensível, segura e muito equilibrada. Ao chegarmos a Assis e rezarmos diante de Clara devemos lembrar que uma vida como a dela é sempre fecunda, nunca se decompõe. Num coração aberto para o Absoluto, Deus sempre deposita a sua Beleza. Diante de seu corpo temos que ter o desejo de rezar. É preciso sempre desejar o espírito! Diante do corpo de Clara, é preciso redescobrir a espiritualidade da ternura, da pequenez, da pobreza. Clara, mulher e santa, não é um aprendizado intelectual, mas um conhecimento afetivo. Por que Clara é bela? Porque o Espírito imprime sempre no corpo a sua forma. O Amor pelo Esposo tomou forma em seu corpo! Após 750 anos, cuidou-se muito dos restos mortais de Clara para não se deixar de lembrar a sua forma de Vida, modo como ela eternizou-se no tempo. Fonte: Franciscanos. Autor original: Frei Vitório Mazzuco (OFM)