Santos e Santas Franciscanas do Dia

  • 24 de julho: Santos e Santas Franciscanas do Dia - Bem-Aventurada Luísa de Sabóia e Bem-Aventurado Antônio Lucci
    Bem-Aventurada Luísa de Sabóia       Luísa nasceu em 1462, em Gênova, na Itália. Era filha do Bem-aventurado Amadeu II, Terceiro Franciscano, duque de Sabóia e de Iolanda. Casada com Hugo de Chalon, viveu no ducado de Sabóia ate que, em meio a uma guerra com os suíços, foi raptada e levada à prisão do castelo de Rouvres. No cárcere, encontrou-se com o Padre João Perrine, o qual tornou-se seu diretor espiritual. Ficando viúva em 1490, ingressou no Mosteiro de Clarissas Coletinas de Orbe, na Suíça, dois anos depois e doando à Igreja do mosteiro todos os seus bens. No claustro atingiu rapidamente o vértice das virtudes cristãs, decorrendo a sua vida na prática do exercício da oração, do silêncio e da pobreza mais austera, conforme a regra de Santa Clara. Este mosteiro transferiu-se mais tarde para Annecy, na França. Em Orbe viveu santamente, edificando suas irmãs pela piedade, humildade e abnegação de si mesma. Morreu a 24 de julho de 1503 e foi beatificada pelo Papa Gregório XVI. Recordamos esta beata porque a sua família veio a reinar no Piemonte e Sardenha e foi exatamente com a sua família que se deu a unificação da Itália em 1870. Aliás, a família da casa de Sabóia sempre foi muito dedicada à Igreja, e entre as mulheres sempre houve grandes santas, algumas a caminho dos altares. O famoso sudário de Turim também pertenceu à casa de Sabóia que governou a Itália até o final da segunda guerra mundial, quando foi proclamada a república. O último rei da Itália, ao morrer, deixou o sudário de Turim para a Santa Sé. Fontes: Bem-Aventuradas Clarissas e Franciscanos.   Bem-Aventurado Antônio Lucci Bem-Aventurado Antônio Lucci. Arte: Alexandre Britto.   Ângelo Nicolau Lucci nasceu em 2 de Agosto de 1682 na comuna de Agnone, na Itália. Entrou na Ordem dos Frades Menores Conventuais em 1698, distinguindo-se pelo estudo e pelo ensino da Teologia que inspirou sempre a generosa busca da sua perfeição, o exercício cheio de zelo do seu ministério apostólico e a colaboração humildemente oferecida à Sé Apostólica. Foi eleito Bispo de Bovino, nas Apúlias. Demonstrou ser, no decurso de 24 anos, autêntico pai e pastor dos fiéis da diocese, não medindo esforços para confirmar seu povo na fé e na vida cristã e para socorrer os numerosos pobres do seu povo que amava com evangélica opção preferencial. Morreu em Bovino, a 25 de Julho de 1752. Tinha 70 anos. Foi inscrito no Álbum dos Bem-aventurados pelo Papa João Paulo II, a 18 de Junho de 1989. Fonte: Franciscanos. 
  • 25 de agosto: Santos e Santas Franciscanas - São Luís (Rei da França)
    Luís IX, rei da França e Padroeiro da Ordem Franciscana Secular, nascem eu 25 de agosto em 1215. Foi educado de maneira rígida por sua mãe, Branca de Castela, de quem herdou o amor a Deus e à Santíssima Virgem, o apreço pela virtude e a aversão ao mal. Foi casado com Margarida de Provença. Luís realizava todos os dias o exercício diário de piedade e penitência em meio à uma corte elegante e pomposa e lá viveu como o mais rígido monastério. Muitos falavam que ele era liberal demais para com os pobres. Estes, recebiam como resposta de Luís, “prefiro que meus gastos excessivos estejam constituídos por luminoso amor de Deus e não por luxos para a glória do mundo”. Sensível e justo, concedia audiência a todos debaixo do célebre bosque de Vincennes. Admirava-lhes seu posicionamento durante o seu reinado. Toda sua vida sonhou em poder liberar a Terra Santa das mãos dos turcos. A primeira cruzada por ele promovida acabou fracassando. O exército cristão foi derrotado e dizimado pela peste. O rei caiu prisioneiro e a sua precisão foi o único resultado da expedição. As virtudes do rei impressionaram profundamente os muçulmanos, que o apontaram “o sultão justo”. Em uma segunda expedição ao Oriente, em 1270, o Rei morreu aos 55 anos, vítima do tifo, mas não antes sem dizer ao Sultão de Túnez, “Estou resoluto a passar toda minha vida de prisioneiro dos sarracenos sem voltar a ver a luz, contanto que tu e teu povo possais fazer-se cristãos”. Os cruzados voltaram para a França trazendo o corpo do rei Luís IX, que já tinha fama e odor de santidade. O seu túmulo tornou-se um local de intensa peregrinação, onde vários milagres foram observados. Assim, em 1297, o papa Bonifácio VIII declarou santo Luís IX, rei da França, mantendo o culto já existente no dia de sua morte.   Confira a biografia de outros Santos e Santas Franciscanas clicando aqui.  Fontes: Franciscanos e Revista Católica.
  • 25 de fevereiro: Beato Sebastião de Aparício - Santos e Santas Franciscanas do Dia
      Sebastião de Aparício nasceu em Gudinha Galícia, na Espanha, em 20 de janeiro de 1502. Na infância, foi infectado por uma epidemia local e os doentes eram retirados do convívio social para evitar o contágio do restante da população. Assim sendo, sua mãe o levou a uma cabana, separado dos demais. Naquele local ermo e sozinho, ele foi atacado por uma loba. A mordida do animal causou uma hemorragia que o curou da enfermidade. Desde então, Sebastião de Aprício passou a ter uma conexão e amor especial com os animais.   Ele gostava de viver no campo, pois era uma vida pacífica e de contato íntimo com Deus. Embora não fosse alfabetizado, tão pouco erudito, ele adquiriu ao longo de sua vida habilidades manuais que lhe foram úteis, tais quais:  construção civil, fabricação de carros, cultivo e colheita, vários tipos de trabalhos rurais, entre outros. Por muito tempo ele cuidou das ovelhas de seu pai, até os 20 anos, quando saiu de casa para fazer trabalhos externos como mordomo. Ao longo de seu caminho, muitas moças das casas em que trabalhou enamoraram-se por ele e várias vezes ele precisou se mudar para não cair em tentação. Na última vez que foi tentado pela filha de seu patrão, resolveu se mudar para a América, onde viveu o restante de sua vida.   Desembarcou em Puebla, no México e ali colocou em prática seus talentos com carros, já que os meios de transporte eram escassos naquela área. Em 1542, mudou-se para a Cidade do México, para fundar sua própria empresa de carros e, por volta dos 50 anos de idade, retira-se do comércio das estradas e adquire uma fazenda para o cultivo de gado de corte.   Em 1562 casa-se com a filha de um amigo vizinho, na igreja dos franciscanos de Tacuba. Ele vive com sua esposa uma vida virginal por cerca de um ano, até que ela morre. No mesmo lugar, Aparício contrai seu segundo matrimônio, vivendo com esta também um matrimônio virginal. Ela também morre antes de completar um ano de casados, em decorrência da queda de uma árvore, enquanto recolhia frutas.   Seu confessor pede que ele ajude as irmãs clarissas, pois estas estavam vivendo uma vida muito difícil. No ano de 1573, ele doa às irmãs todos os seus bens, que ultrapassavam 20 mil pesos, ficando com apenas mil pesos pra si.   Em 09 de junho de 1574, aos 72 anos, recebe o hábito franciscano no convento do México. O frade deu, durante toda a vida, grande exemplo de humildade, estando pronto para qualquer serviço. Sentiu certa rejeição por parte dos jovens do noviciado e por seus superiores que, ao vê-lo tão velho, não decidem se ele está apto ou não a professar os votos solenes. Por fim, aos 73 anos de idade, em 13 de junho de 1575 recita a solene fórmula:   “Eu, frei Sebastião de Aparício, faço voto e prometo a Deus viver em obediência, sem coisa alguma própria e castidade, viver o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, guardando a Regra dos Frades Menores.”   Aos 98 anos, muito debilitado por uma hérnia, Sebastião de Aparício sentiu que seu fim estava próximo. Dirigiu-se ao convento e caiu prostrado no solo, ao modo de São Francisco. Pediu aos frades, ali residentes, que rezassem a oração do Creio em Deus Pai. No momento em que mencionaram “Creio na ressureição da carne e na vida eterna”, ele morreu.
  • 25 de outubro: Santo Antônio de Sant'Anna Galvão (Frei Galvão) - Santos e Santas franciscanas do dia
    Antônio de Sant’Anna Galvão nasceu em 10 de maio de 1739, em Guaratinguetá (SP). Seus pai era o português Antônio Galvão e sua mão, Isabel Leite de Barros, era natural da cidade de Pindamonhangaba. Antônio viveu numa casa tão religiosa quanto grande e rica, já que seus pais tinham prestígio social e influência política. Aos 13 anos, ele foi enviado à Bahia para estudar no seminário dos padres jesuítas. Em 1755, recebeu a notícia da morte prematura de sua mãe. Este fato fez com ele assumisse Santa Ana (Santana), de quem era devoto, como mãe espiritual. Tanto que seu futuro nome de religioso será “Frei Antônio de Santana Galvão”. Ele queria ser jesuíta, mas as perseguições contra os jesuítas instaurada pelo Marquês de Pombal,  obrigaram-no a seguir o conselho do pai e se tornar franciscano. Em 1760, ingressou no noviciado da Província Franciscana da Imaculada Conceição, no Convento de São Boaventura do Macacu, na Capitania do Rio de Janeiro. Foi ordenado sacerdote no dia 11 de julho de 1762, sendo transferido para o Convento de São Francisco, em São Paulo. Em 1768, foi nomeado confessor, pregador e porteiro do convento. Era um cargo importante na época. Frei Galvão se destacou nesse cargo de tal forma que a Câmara Municipal lhe deu o título de o "novo esplendor do Convento". Em 1770, foi convidado para ser membro da Academia Paulistana de Letras. Isso porque ele compunha peças poéticas em latim, odes, ritmos e epigramas. Suas composições foram sempre bem metrificadas e cheias de profundo sentimento religioso e patriótico. Entre 1769 e 1770, Frei Galvão recebeu a missão de ser confessor no Recolhimento de Santa Teresa, um tipo de convento que abrigava devotas de Santa Teresa de Ávila, em São Paulo. Lá, ele conheceu a Irmã Helena Maria do Espírito Santo, uma freira penitente que dizia receber um pedido de Jesus: a fundação de um novo Recolhimento. Galvão estudou essas mensagens, consultou outros teólogos que as reconheceram como verdadeiras e sobrenaturais. Num tempo em que construções de conventos de ordens religiosas e até de igrejas estavam proibidas em todo o império pelo marquês de Pombal, Frei Galvão assumiu as consequências e, em 1774, fundou o Recolhimento de Nossa Senhora da Conceição da Divina Providência, hoje Mosteiro da Imaculada Conceição da Luz, das Irmãs Concepcionistas da Imaculada Conceição. Cheio do espírito da caridade, não media sacrifícios para aliviar os sofrimentos alheios. Por isso o povo a ele recorria em suas necessidades. A caridade de Frei Galvão brilhou, sobretudo, como fundador do mosteiro da Luz, pelo carinho com que formou as religiosas e pelo que deixou nos estatutos do então recolhimento da Luz. São páginas que tratam da espiritualidade, mas em particular, da caridade de como devem ser vivida a vida religiosa e tratadas as pessoas de dentro e de fora do “recolhimento”. Irmã Helena e mais duas jovens vocacionadas foram morar no recolhimento. O Recolhimento, porém, nada mais era do que um casebre afastado da cidade, no meio do mato. Mas, em 23 de fevereiro de 1775, Irmã Helena faleceu repentinamente e, por isso, Frei Galvão teve de se tornar o novo diretor do instituto e líder espiritual das irmãs. Nisso, um grande número de moças vocacionadas começaram a vir para o Recolhimento. Aos poucos, não havia mais lugar para acomodá-las com dignidade no casebre. Frei Galvão, usando das habilidades que aprendera com os Jesuítas, projetou e começou a construir o Mosteiro da Luz. Um governador novo, porém, chegou a São Paulo e por ordem do Marquês de Pombal em prática mandando fechar o recolhimento. Frei Galvão obedeceu, mas as irmãs se recusaram a sair do Recolhimento. O governador, então, começou a agir com violência enviando tropas e ameaçando destruir tudo. Mas o povo se revoltou e o governador teve que ceder. Ali, por causa da construção, iniciou-se o Bairro da Luz na cidade de São Paulo. Óleo de Alex Tavares - Construção do Mosteiro da Luz. Acervo Museu Frei Galvão. Frei Galvão, junto das irmãs do Recolhimento de Santa Teresa, se dedicou por 28 anos a Construir o Mosteiro da Luz, desafiando o governo vigente.    Às 10 horas do dia 23 de dezembro de 1822, no Mosteiro da Luz de São Paulo, havendo recebido todos os sacramentos, adormeceu santamente no Senhor, contando com seus quase 84 anos de idade. Foi sepultado na Capela-Mor da Igreja do Mosteiro da Luz, e sua sepultura ainda hoje continua sendo visitada pelos fiéis. Sobre a lápide do sepulcro de Frei Galvão está escrito para eterna memória, “Aqui jaz Frei Antônio de Sant’Anna Galvão, ínclito fundador e reitor desta casa religiosa, que tendo sua alma sempre em suas mãos, placidamente faleceu no Senhor no dia 23 de dezembro do ano de 1822”. Sob o olhar de sua Rainha, a Virgem Imaculada, sob a luz que ilumina o tabernáculo, repousa o corpo do escravo de Maria e do Sacerdote de Cristo, a continuar, ainda depois da morte, a residir na casa de sua Senhora ao lado de seu Senhor Sacramentado. Frei Galvão é o religioso cujo coração é de Deus, mas as mãos e os pés são dos irmãos. Toda a sua pessoa era caridade, delicadeza e bondade: testemunhou a doçura de Deus entre os homens. Era o homem da paz, e como encontramos no Registro dos Religiosos Brasileiros: “O seu nome é em São Paulo, mais que em qualquer outro lugar, ouvido com grande confiança e não uma só vez, de lugares remotos, muitas pessoas o vinham procurar nas suas necessidades”. O dia 25 de outubro, dia oficial do santo, foi estabelecido, na Liturgia, pelo saudoso Papa João Paulo II, na ocasião da beatificação de Frei Galvão em 1998 em Roma. Com a canonização do primeiro santo que nasceu, viveu e morreu no Brasil, a 11 de maio de 2007, o Papa Bento XVI manteve a data de 25 de outubro.   Fontes: Canção Nova e Cruz Terra Santa.
  • 26 de novembro: São Leonardo de Porto Maurício - Santos e Santas Franciscanas do Dia
    São Leonardo, nasceu em 20 de dezembro de 1676, próximo à região de Gênova, na Itália. O grande missionário do século XVIII, como lhe chamaria Santo Afonso Maria de Ligório, perdeu a mãe muito cedo. Assim, foi educado por seu tio. Encontrou cedo sua vocação ao Sacerdócio, por isso, ao renunciar a si mesmo, foi para Roma formar-se no Colégio da Companhia de Jesus. Por causa da sua inocência e sólida virtude, conquistou a simpatia e a alta consideração de seus superiores, que nele viam outro angélico Luís Gonzaga. Entrou para a Ordem Franciscana, no Convento de São Boaventura e, com 26 anos, já havia sido ordenado Padre. Começou a vivenciar toda a riqueza do Evangelho e a radicalidade típica dos imitadores de Francisco, por isso ocupou posições cada vez maiores no serviço à Ordem, à Igreja e para com todos. Devoto da Virgem Maria, que lhe salvou a vida num tempo em que padeceu da tuberculose (praticamente incurável na época), São Leonardo de Porto Maurício era devotíssimo do Sagrado Coração de Jesus na forma da adoração ao Jesus Eucarístico. Foi, no século XVIII, o grande apóstolo do santo exercício da Via-Sacra. Era um grande amante da pobreza radical e franciscana. Toda a vida, penitências e orações de São Leonardo convergiam para a salvação das almas. Era tal a unção, a caridade e o entusiasmo que repassava em suas pregações, que o célebre orador Bapherini, encanecido já no exercício da palavra, sendo enviado por Clemente XII a ouvir os sermões de Leonardo para depois o informar a este respeito, desempenhou-se da sua missão dizendo “que nunca ouvira pregador mais arrebatador, que o efeito de seus discursos era irresistível, que ele próprio não pudera reter as lágrimas”. São Leonardo era digno sucessor de Santo Antônio de Lisboa, de São Bernardino de Sena e de São João Capistrano. São Leonardo de Porto Maurício é conhecido também como “O Salvador do Coliseu” e não é à toa. Num tempo em que o antigo edifício estava abandonado, depredado e suas pedras eram retiradas para serem usadas em outras construções, ele realizou ali, pela primeira vez, uma Via Sacra. Na celebração ele definiu aquele lugar como sagrado, santificado, por causa do sangue dos mártires derramado ali. A medida foi tão impactante que tornou-se tradição. Depois disso, o Coliseu passou a ser conservado. Tal Tradição permanece até hoje. Em toda Sexta-Feira da Paixão, o Papa celebra a Via-Sacra no Coliseu de Roma. O próprio Pontífice Bento XIV quis ouvir o famoso missionário, e para isso chamou-o a Roma, em 1749, a fim de preparar os fiéis para o Ano Santo. São Leonardo foi também um grande devoto de Nossa Senhora. Desejava ardentemente que a Igreja proclamasse o dogma da Imaculada Conceição de Maria. Chegou a convencer Papa Bento XIV sobre a necessidade de convocar um concílio com o fim de discutir tal tema e, em seguida, proclamar o dogma. Ele não viveu para ver a proclamação, mas escreveu uma carta profecia na qual previu que o dogma seria proclamado um dia, como, de fato, o foi, no ano 1854. Depois de derramar-se por Deus e pelos outros, Frei Leonardo não se tornou mártir, como tão desejava, mas deu toda sua vida no dia-a-dia até adoecer e entrar no Céu a 26 de novembro de 1751, quando estava no Retiro de São Boaventura de Palatino, em Roma. Sua fama de santidade era tão grande que até mesmo o Papa Bento XIV ajoelhou-se em frente ao seu corpo. São Leonardo recebeu vários títulos como o “Santo da Via Sacra”, “Santo da Imaculada Conceição”, “Salvador do Coliseu” e “Pregador da Paixão de Cristo”. Mais tarde, o Papa Pio XI conferiu a ele o título de “Padroeiro de todos os sacerdotes que se entregam às missões no mundo.” São Leonardo de Porto Maurício é ainda festejado como padroeiro da cidade de Impéria, antiga Porto Maurício. Deixou também vasta coleção de escritos, publicados, a princípio, isoladamente, mas que depois foram reunidos numa grande edição, que prolonga no futuro a sua prodigiosa ação missionária, não apenas dentro das fronteiras da Itália, mas cujo âmbito é todo o mundo civilizado, pelas traduções feitas em quase todas as línguas cultas. Estes escritos constituem, em geral, um rico tesouro de verdades ascéticas e ensinamentos morais e homiléticos.   Fontes: Canção Nova e Cruz Terra Santa.
  • 26 de outubro: Bem-Aventurado Boaventura de Potenza – Santos e Santas Franciscanas do Dia
    Boaventura nasceu no dia 04 de janeiro de 1651, na comuna de Potenza, na Itália. Seus pais, Lelio Lavagna e Catalina Pica, eram bastante religiosos e ao seu filho passaram estes valores. Em 04 de outubro de 1666, tomou o hábito religioso dos Frades Menores Conventuais em Nocera dei Pagani. Por 8 anos teve como diretor espiritual o venerável Domingo Giurardelli de Muro Lucano. Em junho de 1707, enquanto estava no convento do Santo Espírito de Nápoles, por razões de saúde, ele se prodigalizou na assistência aos enfermos de cólera, epidemia que assolou Vomero. Fiel imitador de São Francisco, Boaventura guardava com zeloso cuidado o precioso tesouro da pobreza que brilhava em seu hábito, cheio de remendos, em sua cela e em toda a sua vida. Por natureza tinha um temperamento intempestivo, propenso à ira, mas com a força de seu caráter e com a ajuda de Deus, soube adquirir uma paciência e uma doçura inalteráveis. Frente às censuras, às injustiças e às injúrias, ainda que sentisse o sangue ferver em suas veias e o coração palpitar violentamente, conseguia conservar um absoluto domínio de si mesmo. Sua austeridade era inaudita, chegando mesmo a se flagelar até derramar sangue, às sextas-feiras, em recordação à Paixão de Cristo. Para com os pobres, os enfermos e os aflitos era compassivo e lhes prestava assistência. Como autêntico sacerdote de Cristo seu magistério era evangélico. Normalmente, com uma só pregação chegava a converter os pecadores e, às vezes, como o bom pastor, ia às suas casas para buscá-los como “ovelhas perdidas”. Seu confessionário se mantinha assediado de penitentes, onde, por vezes, passava dias inteiros. Era fervoroso e zeloso devoto da Virgem. Nas pregações convidava os fiéis à confiança e ao amor para com a divina Mãe. Não empreendia nenhuma iniciativa sem se colocar sob sua proteção maternal. A Imaculada Conceição de Maria, que ainda não era dogma definido, para ele era uma verdade da qual não se podia duvidar. Sua vida foi marcada por carismas singulares e prodígios. Depois de oito dias de enfermidade, aos 60 anos, em 26 de outubro de 1711, com o nome de Maria em seus lábios, expirou serenamente em Ravello. Foi beatificado pelo Papa Pio VI em 26 de novembro de 1775.   Fonte: Franciscanos.
  • 26 setembro: São Elzeário de Sabran e Bem-aventurada Delfina de Glandèves - Santos e Santas Franciscanas do Dia
    Elzeário nasceu no ano de 1285, nasceu na pequena aldeia Provence, na França. Filho de Ermangao de Sabran, conde de Ariano, no reino de Nápoles e de Lauduna d’Albe de Roquemartine, mulher de grande piedade e caridade para com os pobres. Ainda em seu batismo, sua mãe o ofereceu ao Senhor, disse que estava disposta a entregá-lo antes que sua alma fosse manchada em vida pelo pecado mortal. O voto heroico da mãe foi ouvido. Ele teve ótima educação ao lado de seu tio Guilherme de Sabran, abade de renome do mosteiro beneditino de São Vítor.   Todavia, ainda muito jovem, por vontade de Carlos de Anjou, casou-se em 1299 com Delfina de Signe. Elzeário, muito inclinado à piedade, e Delfina, que não queria o casamento, de comum acordo resolveram conservar sua castidade, mesmo após as núpcias, e cumpriram o seu acordo. Após a morte de seu pai, Elzeário herdou, com outros títulos de nobreza, também o de conde de Ariano, indo à Itália para tomar posse do condado, sob a imediata autoridade do rei.   Naquela ocasião brilharam suas virtudes. Por sua caridade e o senso de moderação dos contratempos, conquistou o amor do povo, sendo querido pelo Rei de Nápoles. Em 1312, quando Roma foi sitiada pelo exército do Imperador Henrique VII de Luxemburgo, Roberto de Anjou encomendou ao Conde de Ariano o mando de seus soldados que pediam ajuda do Papa. Elzeário aceitou a pesada tarefa com tanta persistência que forçou os imperiais a abandonar Roma.   Depois de quatro anos na Itália, retornou a Provence. Este retorno foi motivo de grande alegria para Delfina, e para todos os povos da região. Neste momento, o casal recebeu o hábito da Ordem Terceira de São Francisco das mãos do Padre João Julião da Riez. Se antes fizeram o juramento de perseverarem na virgindade, agora fizeram o voto de perpétua castidade. Todos os dias, eles rezavam o ofício dos terciários e multiplicavam as obras de caridade e de penitência. O hábito franciscano consistia em uma túnica de pano cinza até os joelhos, apertada com o cordão. Ele se preocupou que, em seus territórios, florescessem a vida cristã, se mantivessem bons costumes, se administrasse a justiça e se defendessem os pobres da opressão dos ricos.   Morreu em 27 de setembro de 1323. Quis ter ao seu lado, o famoso padre e teólogo Francisco Mairone, com quem fez a confissão geral e de quem recebeu o Viático. Foi canonizado por Urbano V em 15 de abril 1369. Em sua canonização, estava presente sua esposa Delfina. Em Ariano Irpino (Avellino) é venerado como um co-padroeiro da cidade.     Bem-aventurada Delfina de Glandèves Delfina de Signe, nasceu em 1284, nas colinas do Luberon, na França. Sendo da nobre família dos Glandèves, era uma encantadora figura de mulher, que passou por todos os lugares do mundo, levando a luz da sua graça, o perfume da virtude, o calor do seu afeto. Se dedicou a alimentar aqueles que estavam ao seu redor. Desde cedo, sua presença era luz e conforto para sua família. Aos 12 anos, já estava noiva de um jovem não inferior a ela por sua gentileza, nobreza de sangue e beleza da alma, Elzeário.     O casamento aconteceu quatro anos depois. Foi um casamento “branco”, porque o jovem casal escolheu a castidade, um meio de perfeição espiritual mais alto e árduo. No Castelo de Ansouis, os dois cônjuges nobres viveram não como castelhanos, mas como penitentes. No castelo de Puy-Michel, entraram na Ordem Terceira Franciscana. Sua vida interior foi enriquecida por uma nova dimensão, a da caridade, mediante a qual eles, ricos por sua condição, se fizeram humildes e pobres para socorrer aos pobres. Delfina e seu marido, além das penitências, orações e mortificações, dedicaram-se a todas as obras de misericórdia, destacando-se em todas.   Quando Elzeário foi enviado para seu ducado de Ariano como embaixador para o Reino de Nápoles, o trabalho de caridade do casal continuou em um ambiente ainda mais difícil. Em meio a tumultos e rebeliões, ela foi embaixadora de concórdia, caridade e oração em suas boas ações, multiplicando seus próprios esforços e sacrifícios até conquistar a admiração das pessoas.   Elzeário morreu pouco depois em Paris. Delfina, porém, sobreviveu longo tempo e continuou as obras que haviam iniciado juntos. Ela teve a alegria de ver seu marido colocado pela Igreja entre os santos. Ela, aos 74 anos, pôde colocar sua cabeça calma e feliz para o descanso eterno. Morreu em Calfières no dia 26 de novembro de 1358.       Fontes: Franciscanos e Ordem Franciscana Secular.
  • 27 de julho: Bem-Aventurada Maria Madalena Martinengo - Santos e Santas Franciscanas
    Filha do Conde de Martinengo de Barco e Margarida, da família dos condes Secchi de Aragão, ficou órfã de mãe com um ano de idade e foi educada por sua madrinha e por uma humilde empregada que teve grande influência sobre ela, em especial, sobre sua vocação religiosa. Com apenas 10 anos de idade recitava o breviário, pois era muito inclinada à devoção e à mortificação, mostrando um grande desejo de “imitar tudo o que haviam feito os santos”.   Completou seus estudos nos melhores colégios de Bréscia e, com 13 anos de idade, fez os votos de virgindade. Após estes votos, ela padeceu a terríveis tentações que somente superou aos 22 anos de idade, já que o seu pai queria casá-la com outros nobres da região. Aos 18 anos, ingressou na convento capuchinho de Santa Maria das Neves, sua cidade natal. Em 1706, fez sua profissão. Mudando o nome de batismo que era Margarida para Maria Madalena.   Três vezes foi mestra de noviças e, durante alguns períodos desempenhou o humilde cargo de porteira. Em 1732 e em 1736, foi escolhida como superiora. Deus premiou seu desinteressado amor com experiências místicas extraordinárias e com o dom de milagres. Viveu 32 anos em clausura. Sofreu fortes perseguições de outras freiras pelos fenômenos que a assistiam, como estigmas, êxtases, aparições, ciência infusa, telepatia, profecia, milagres, etc. A beata professava particular devoção à coroação de espinhos e, após sua morte, descobriu-se que levava sob o véu, ao redor da cabeça, uma coroa de pontas espinhosas.   Maria Madalena soube unir as mortificações ao cumprimento de seus deveres de mestra e superiora, no amor ao silêncio e em uma grande mansidão em seus diálogos. Deixou uma autobiografia que é uma obra-prima de espiritualidade e de vida mística. Assim que faleceu, foi tida como santa pelas freiras e pela população da cidade. Foi beatificada por Leão XIII, em 1900.      Fonte: Católicos. 
  • 27 de novembro: São Francisco Antônio Fasani – Santos e Santas Franciscanas do Dia
    São Francisco nasceu em 06 de agosto de 1681, na cidade de Lucera, na Itália. Fez os estudos no convento dos Frades Menores Conventuais. Sentindo o chamamento divino, ingressou no noviciado da mesma Ordem. Professou os votos solenes em 1696 e, em 19 de setembro de 1705, recebeu a Ordenação Sacerdotal. Doutorou-se em Teologia e tornou-se exímio pregador e diretor de almas. Exerceu os cargos de Superior do convento de Lucera e de Ministro Provincial. São Fasani apresenta-se a nós, de modo especial, como modelo perfeito de Sacerdote e Pastor de almas. Por mais de 35 anos, no início do século XVIII, São Francisco Fasani dedicou-se, em Lucera e nas regiões próximas, às mais diversificadas formas de ministério e do apostolado sacerdotal. Verdadeiro amigo do seu povo, ele foi para todos irmão e pai, eminente mestre de vida, por todos procurado como conselheiro iluminado e prudente, guia sábio e seguro nos caminhos do Espírito, defensor dos humildes e dos pobres. Disto é testemunho o reverente e afetuoso título com que o saudaram os seus contemporâneos e que ainda hoje é familiar ao povo de Lucera: ele, outrora como hoje, é sempre para eles o “Pai Mestre”. Como Religioso, foi um verdadeiro “ministro” no sentido franciscano, ou seja, o servo de todos os frades: caridoso e compreensivo, mas santamente exigente quanto à observância da Regra, e de modo particular em relação à prática da pobreza, dando ele mesmo incensurável exemplo de regular observância e de austeridade de vida. Morreu em sua cidade natal em 29 de novembro de 1742. Foi beatificado no dia 15 de abril de 1951 e canonizado a 13 de abril de 1986 pelo Papa João Paulo II, que sobre o santo afirmou “Ele fez do amor, que nos foi ensinado por Cristo, o parâmetro fundamental da sua existência. O critério basilar do seu pensamento e da sua ação. O vértice supremo das suas aspirações”.   Fonte: Canção Nova.
  • 28 de novembro: São Tiago das Marcas – Santos e Santas Franciscanas do Dia
    São Tiago nasceu no ano de 1391 numa aldeia da região da Marca de Ancona, na Itália Itália. No batismo recebeu o nome de Domingos. Quando seus pais morreram, ele ficou sob os cuidados de um homem rico que logo o encaminhou para trabalhos administrativos. Desta forma, São Tiago conheceu a iniquidade do mundo, tomando a decisão de se retirar em um convento. Assim que compreendeu a sua vocação à vida Consagrada, São Tiago pensou em entrar para os Cartuxos, mas ao viajar para Babiena, na Toscana, ficou tão edificado com os diálogos que travou com os franciscanos, que resolveu entrar para a Família de São Francisco de Assis. Recebeu o hábito, tomando o nome de Tiago, no Convento de Nossa Senhora dos Anjos, perto de Assis, onde, pouco tempo depois, professou os votos perpétuos. Dormia apenas três horas por noite; e passava o restante da noite na meditação das coisas celestes. Nunca comia carne, jejuava inviolavelmente as sete quaresmas de São Francisco. Todos os dias se disciplinava com rigor. A única pena que sentia era não poder dedicar-se à pregação, único emprego que desejava na sua Ordem. Para conseguir o que tanto ansiava, foi à Nossa Senhora do Loreto, celebrou a Santa Missa e, depois da Consagração, a Santíssima Virgem apareceu-lhe a dizer que a sua oração tinha sido ouvida. Começou a pregar com tanto fervor que nunca subia ao púlpito sem tocar os corações mais endurecidos, fazendo muitas conversões malagrosas. Foi associado a São João Capistrano para pregar a Cruzada contra os turcos que, tendo-se apoderado de Constantinopla, enchiam de terror toda a cristandade. Foi tal o seu zelo por esta ocasião que a ele pode se atribuir em grande parte o sucesso desta gloriosa empreitada. Como sacerdote, dedicou-se nas pregações populares onde, de modo simples, vivo e eficaz, evangelizava e espalhava a Sã Doutrina Católica em diversas regiões da Europa. São Tiago anunciava, mas também denunciava toda opressão social, pois os negociantes e mercadores tiranizavam o povo com empréstimos de juros sem fim, por causa disso o santo fundou os bancos populares que emprestavam com juros mínimos. Por fim, São Tiago se instalou na cidade de Nápoles onde teve a revelação que ali terminaria seus dias, como de fato aconteceu a 28 de novembro de 1476, isto depois de ser atingido por uma doença mortal. Foi canonizado em 1726 pelo Papa Bento XIII. O santo morreu dizendo “Jesus, Maria, bendita Paixão de Jesus”, isto porque sua vida toda foi dedicada para a causa do Evangelho.   Fonte: Canção Nova.
  • 29 de novembro: todos os Santos e Santas da Ordem Seráfica
    Hoje, 29 de novembro, celebrados todos os Santos e Santas da Ordem Seráfica. Nos referimos aos 110 santos canonizados da Primeira Ordem; às 9 santas canonizadas da Segunda Ordem; aos 53 santos e santas canonizadas da Terceira Ordem Regular e Secular; aos 161 religiosos beatificados da Primeira Ordem, 34 religiosas beatificadas da Segunda Ordem; e aos 95 beatificados e beatificadas da Terceira Ordem Regular e Secular. A Festa de Todos os Santos da Ordem Franciscana é comemorado neste dia porque em 29 de novembro de 1223, o papa Honório III confirmou solenemente a Regra de são Francisco, já verbalmente aprovada em 1209 pelo Papa Inocêncio III. A regra original é preservada entre as relíquias, na Basílica de São Francisco de Assis. A Ordem Seráfica foi em todos os tempos lugar de santidade: esta é a razão de sua vitalidade espiritual que faz com que ela floresça. Seus filhos Santos, quer na primeira, segunda e terceira Ordem, pertencem a todas as classes sociais e de todos os povos. Entre estes há mártires, médicos, padres, irmãos religiosos, leigos, virgens, santas mulheres. Enfim, uma multidão que se reuniu em torno do Poverello de Assis. No aniversário da aprovação da regra, a Ordem Franciscana recolhe-se em oração festiva para contemplar a grandiosa árvore de santidade nascida daquele livrinho que Francisco dizia ter recebido do próprio Jesus e constituía a “medula do Evangelho”. Era esse, precisamente, o projeto de vida e o carisma do Pobrezinho: ser sal da terra e luz do mundo, fazer reviver na Igreja o Evangelho em sua pureza, ou seja, apresentar perante os homens a vida de Cristo em todas as suas dimensões: desde a pobreza ao zelo pela salvação de todos, do anúncio da Boa Nova ao sacrifício da cruz. Quem poderia contar a imensa multidão de Santos, Beatos, Veneráveis e Servos de Deus (se quisermos utilizar esta terminologia canônica) ou melhor ainda, de todos os irmãos e irmãs, sem nome e sem rosto, que nos limites da sua fragilidade viveram a perfeição evangélica, fazendo da regra franciscana a norma da sua vida? É um imenso capital de santidade e de amor esquecido, quando não mesmo desprezado pelo mundo! O bem dá menos nas vistas do que o mal; no entanto, a história do bem, tantas vezes anônima e despercebida, tem escrito o nome e rosto de Cristo. É essa história que impede o mundo cair no desespero e fecunda as atividades da Igreja. São Francisco disse um dia aos irmãos, numa explosão de alegria, “Caríssimos, consolai-vos e alegrai-vos no Senhor! Não vos deixeis entristecer pelo fato de serdes poucos, nem vos assusteis da minha simplicidade nem da vossa, pois o Senhor me revelou que há de fazer de nós uma inumerável multidão e nos propagará até os confins do mundo. Ele me mostrou um grande número de pessoas a virem ter conosco, com desejo de viverem segundo a nossa regra. Ainda me parece ouvir o ruído dos seus passos! Enchiam diversos caminhos, vindos de todas as nações: eram franceses, espanhóis, alemães, ingleses, uma turba imensa de várias outras línguas e nações”. Ao ouvirem estas palavras, uma santa alegria se apoderou dos irmãos, pela graça que Deus concedia ao seu Santo. A prodigiosa árvore da santidade franciscana testemunha a vitalidade e autenticidade evangélica da mensagem de São Francisco. A festa que hoje os franciscanos celebram é um convite e um estímulo a devolver a Deus o amor que Ele nos deu em Cristo, vivendo na pobreza e na humildade uma vida verdadeiramente fraterna, para que o mundo acredite, mediante este amor realizado, que o Pai ama e quer todos os homens salvos em sua casa.   Fontes: Irmãos Pobres e Roma Sempre Eterna.
  • 30 de junho: Santos e Santas Franciscanas do Dia – Bem-Aventurado Raimundo Lulio
    Ramom Lúlio nasceu em Palla de Maiorca, entre os anos de 1232 e 1233. Também conhecido como Raimundo Lulio, em espanhol, foi o mais importante escritor, filósofo, poeta, missionário e teólogo da língua catalã, sendo um prolífico autor também em árabe e latim, bem como em Langue d’Oc (ocitano). Raimundo era um leigo muito próximo aos franciscanos, talvez tenha pertencido à Ordem Terceira dos Frades Menores. É conhecido como “Doctor Illuminatus”, embora não seja um dos 33 doutores da igreja. Ele era filho de uma família com boa situação financeira, eram seus pais Ramon Amat Llull e Isabel d’Erill. Dedicou-se ao apostolado entre os muçulmanos. Casou-se com 22 anos com Blanca Picany, da qual teve dois filhos: Domingos e Madalena. Mais tarde, após converter-se em 1262 tornou-se terciário franciscano. Em 1275, depois de uma experiência mística, passou a ter o duplo propósito de preparar-se para o Magistério e dedicar-se à conversão dos infiéis e, em vista das insistentes queixas de sua esposa, abandonou definitivamente a família. De acordo com Umberto Eco, o lugar do nascimento foi determinante para Llull, pois Maiorca era uma encruzilhada, ná época, de três culturas: cristã, islâmica e judia, até o ponto de que a maior parte de suas 280 obras conhecidas terem sido escritas inicialmente em árabe e catalão. Além de ser o primeiro autor que utilizou uma língua neolatina para expressar conhecimentos filosóficos, científicos e técnicos e de se destacar por uma aguda percepção que o permitiu antecipar muitos conceitos e descobrimentos, foi o criador do catalão literário, com um elevado domínio da língua e seu primeiro novelista. De família cristã, Lúlio conviveu com muçulmanos e judeus em sua ilha de origem. Lúlio converteu-se definitivamente ao cristianismo em 1263, no ano da famosa Disputa de Barcelona, entre um teólogo judeu, o mestre Mosé ben Nahman de Girona, e um judeu convertido, Pau Crestià. Nessa Disputa, foi utilizado o procedimento de partir das argumentações do livro revelado do opositor. A partir dessa época, os apologetas cristãos passaram a estudar em profundidade os textos islâmicos e judeus. Mas Lúlio seguiu outra vertente. Em seu diálogo interreligioso, motivado pela tentativa missionária de conversão do “infiel”, preferia partir do que chamava de “razões necessárias”. É o que desenvolve, por exemplo, em O Livro do Gentio e dos Três Sábios (1274-1276). Futuramente, criará uma forma de argumentação baseada na automatização do pensamento, na chamada Grande Arte, utilizando um procedimento baseado na Zairja. Conhecido em seu tempo pelos apelidos de Arabicus Christianus (árabe cristiano), Doctor Inspiratus (Doutor Inspirado) ou Doctor Illuminatus (Doutor Iluminado), Llull é uma das figuras mais fascinantes e avançadas dos campos espiritual, teológico, literário da Idade Média. Em alguns de seus trabalhos propôs métodos de escolha, que foram redescobertos séculos mais tarde por Condorcet (século XVIII). Morreu em 29 de junho de 1315.   (Via: Franciscanos).
  • Dia 22 de Março - Santos e Santas Franciscanas: São Benvindo de Osimo
    Benvindo Scotívoli nasceu em Ancona, Itália, em 1188, tornou-se conhecido por ser um firme reformador da Igreja que buscou a Deus acima de tudo, desprezando os bens terrenos. Antes de ingressar na vida religiosa, estudou Direito em Bolonha, sob a orientação de São Silvestre, que mais tarde fundaria os monges Silvestrinos. Benvindo foi nomeado capelão papal em sua cidade natal, sendo nomeado novamente, em 1263, como administrador da Diocese de Ancona. Em 1267, encontrando-se ordenado como sacerdote em São Nicolau de Tolentino, Benvindo acolheu em sua diocese os Frades Menores e, sendo muito devoto de São Francisco, pediu para ingressar na Primeira Ordem. Vestiu com o fervor o hábito e insistiu em viver o espírito seráfico. Como um grande reformador que foi, em 1270, proibiu no Mosteiro de São Florencio Pescivalle, onde era administrador, que fosse realizada a venda de bens. Três anos depois, em um sínodo, vetou a venda das propriedades da Igreja. Uma de suas principais características era o desprezo pelas riquezas e bens materiais. Benvindo visava zelar por sua alma e pelas almas que estavam sob sua responsabilidade, promovendo sempre a glória de Deus. Agiu como um bom pastor, guiando seu rebanho e olhando sempre pela disciplina eclesiástica, promovendo a cultura e a formação de novos diáconos.  São Benvindo morreu em 02 de março de 1282, aos 94 anos de idade. Foi enterrado na Catedral de Osimo, por ordem do Clero e do povo. 
  • Padroeiro da Província: 14 de agosto – São Maximiliano Maria Kolbe
    Filho de Júlio Kolbe e Maria Dabrowska, Raymond Kolbe nasceu em 8 de janeiro de 1894 na cidade de Zdunska Wola, na Polônia. Maximiliano veio de uma família de pobres operários, mas que eram muito religiosos e isso o fez ingressar ainda novo, aos treze anos de idade, no Seminário Franciscano da Ordem dos Frades Menores Conventuais. Rapidamente demonstrou forte vocação à vida religiosa, sendo um estudante que deixou marcas pela mente brilhante e por ser muito atuante, apesar da pouca idade. Ao ser enviado para terminar sua formação em Roma manifestou sua profunda devoção à Virgem Maria quando fundou um apostolado mariano ao qual deu o nome de "Milícia da Imaculada". Demonstrava então o seu desejo de conquistar o mundo inteiro a Cristo por meio de Maria Imaculada. Terminou seus estudos na cidade de Roma. Lá, recebeu o sacramento da ordem em 1918. Nessa ocasião, assumiu o nome religioso de Maximiliano Maria, em homenagem a São Maximiliano e a Nossa Senhora. Depois de ordenado, empenhou-se no apostolado através da imprensa e pôde, assim, evangelizar em muitos países, isto sempre na obediência às autoridades, tanto assim que deixou o fecundo trabalho no Japão para assumir a direção de um grande convento franciscano na Polônia. Com o início da Segunda Grande Guerra Mundial, a Polônia foi tomada por nazistas e, com isto, Frei Maximiliano foi preso duas vezes, sendo que a prisão definitiva, ocorrida em 1941, levou-o para Varsóvia, e posteriormente, para o campo de concentração em Auschwitz, onde no campo de extermínio heroicamente evangelizou com a vida e morte. Aconteceu que, diante da fuga de um prisioneiro, dez pagariam com a morte. Um dos dez sorteados era Francisco Gajowniczek que, ao ter conhecimento disto, desesperadamente, caiu em prantos, “Minha mulher, meus filhinhos! Não os tornarei a ver!”. Movido pelo amor que vence a morte, São Maximiliano Maria Kolbe dirigiu-se ao Oficial e decidiu que deveria morrer no lugar daquele pai de família e assim se identificou, “Sou um Padre Católico”. O comandante concordou. Os soldados alemães despiram, então, São Maximiliano e os outros nove. Depois, prenderam eles numa cela escura, húmida e pequena. Ali, os dez prisioneiros ficaram sem água e sem alimentos para morrerem aos poucos. Duas semanas depois, Kolbe, acostumado aos jejuns e pela força da oração, ainda sobrevivia e, com ele, ainda restavam outros dois. Os soldados, querendo que desocupassem logo a cela, aplicaram neles injeções letais e, desta maneira, São Maximiliano morreu em 14 de agosto de 1941. Em 1971, o Papa João Paulo II celebrou a beatificação de São Maximiliano Maria Kolbe e, em 1982, o mesmo Papa celebrou a sua canonização. Nessa ocasião, o pontífice deu a ele o título de "Padroeiro do nosso difícil século XX" e mártir da caridade. Na cerimônia em que Padre Kolbe foi canonizado, Francisco Gajowniczek estava presente e testemunhou a coragem e o amor daquele Padre Franciscano que se ofereceu para sofrer e morrer em seu lugar. Por seu intenso apostolado, é considerado o patrono da imprensa.     Fontes: Canção Nova, Cruz Terra Santa e Franciscanos
  • Santa Clara de Assis: fundadora da 2ª Ordem e amiga pessoal de Francisco
    Santa Clara foi a fundadora da Ordem das Clarissas e amiga pessoal de São Francisco de Assis.    Contemporânea de São Francisco e fundadora da Ordem das Clarissas, Santa Clara nasceu em 1193. Vinda de uma família rica, ela decidiu abdicar de seus bens e sua nobreza para viver na humildade. Seus pais planejavam casá-la com algum nobre, no entanto, Clara, ainda com 18 anos de idade, em um gesto de muita coragem e inspirada no profundo desejo de seguir a Cristo, deixou a casa paterna e, na companhia de uma amiga, Bona di Guelfuccio, uniu-se, secretamente, aos franciscanos na Porciúncula. O pai de Santa Clara, revoltado com a fuga da filha, envia um tio chamado Monaldo para resgatar a filha viva ou morta. Monaldo consegue alcançar Santa Inês, que sofre agressões e é arrastada pelo tio montanha abaixo. Nesse momento, ela chama pela irmã Clara, que começa a rezar impiedosamente pela irmã e um milagre se instaura: Santa Inês fica tão pesada que torna impossível o ato de arrastá-la no chão e mesmo assim, Monaldo não se dá por vencido e tenta agredi-la com um golpe, mas imediatamente sente a mão se contrair. Sem saber mais como agir, ele desiste de levar Santa Inês e foge. Era a tarde do Domingo de Ramos do ano de 1211, quando, em um gesto tão significativo quanto histórico, Francisco cortou os cabelos de Clara e vestiu o hábito penitencial. A partir de então, tornou-se humilde e pobre, uma virgem esposa de Cristo e a Ele totalmente consagrada. Sobretudo no início de sua experiência religiosa, Clara teve em Francisco de Assis não só um mestre a quem seguir os ensinamentos, mas também um amigo fraterno. A amizade entre estes dois santos constitui um aspecto muito belo e importante. Efetivamente, quando duas almas puras e inflamadas do mesmo amor por Deus se encontram, há na amizade recíproca um forte estímulo para percorrer o caminho da perfeição. A amizade é um dos sentimentos humanos mais nobres e elevados que a Graça divina purifica e transfigura (leia aqui um artigo sobre a amizade entre os santos).    Após ter transcorrido um período de alguns meses em outras comunidades monásticas, resistindo às pressões de seus familiares que no início não aprovavam sua escolha, Clara se estabeleceu com suas primeiras companheiras na igreja de São Damião, onde os frades menores tinham preparado um pequeno convento para elas. Lá, Clara, juntamente com outras mulheres, deu início à Ordem, contemplativa e feminina, da Família Franciscana, as Clarissas, da qual se tornou mãe e modelo, principalmente no longo tempo de enfermidade, período em que permaneceu em paz e totalmente resignada à vontade divina. Em uma das quatro cartas que Clara enviou a Santa Inês de Praga, filha do rei da Bohemia e que queria seguir seus passos, ela fala de Cristo, seu amado esposo, com expressões nupciais, que podem surpreender, mas que comovem: “Amando-o, és casta, tocando-o, serás mais pura, deixando-se possuir por ele, és virgem. Seu poder é mais forte, sua generosidade, mais elevada, seu aspecto, mais belo, o amor mais suave e toda graça. Agora tu estás acolhida em seu abraço, que ornou teu peito com pedras preciosas… e te coroou com uma coroa de ouro gravada com o selo da santidade” (Lettera prima: FF, 2862). Um bispo flamengo, Santiago de Vitry, que estava em visita à Itália, que afirma ter encontrado um grande número de homens e mulheres, de toda classe social e descreve como estes viviam nos primeiros anos do franciscanismo, “deixando tudo por Cristo, escapavam ao mundo. Chamavam-se frades menores e irmãs menores e são tidos em grande consideração pelo senhor Papa e pelos cardeais. As mulheres moram juntas em diferentes abrigos não distantes das cidades. Não recebem nada e vivem do trabalho de suas mãos. E lhes dói e preocupa profundamente que sejam honradas mais do que gostariam, por clérigos e leigos” (Carta de outubro de 1216: FF, 2205.2207). Santiago de Vitry tinha captado com perspicácia um traço característico da espiritualidade franciscana, a que Clara foi muito sensível: a radicalidade da pobreza associada à confiança total na Providência divina. Por este motivo, ela atuou com grande determinação, obtendo do Papa Gregório IX ou, provavelmente, já do Papa Inocêncio III, o chamado Privilegium Paupertatis (cfr FF, 3279). Em base a este, Clara e suas companheiras de São Damião não podiam possuir nenhuma propriedade material. Tratava-se de uma exceção verdadeiramente extraordinária em relação ao direito canônico vigente. As autoridades eclesiásticas daquele tempo o concederam apreciando os frutos de santidade evangélica que reconheciam na forma de viver de Clara e de suas irmãs. Isso demonstra também que nos séculos medievais, o papel das mulheres não era secundário, mas extremamente relevante. A propósito disso, é oportuno recordar que Clara foi a primeira mulher da história da Igreja que compôs uma Regra escrita, submetida à aprovação do Papa, para que o carisma de Francisco de Assis se conservasse em todas as comunidades femininas que iam se estabelecendo em grande número já em seus tempos, e que desejavam se inspirar no exemplo de Francisco e Clara. Em 1198, ocorreu uma invasão moura à Assis e em meio a muita pobreza e necessidade aconteceu um fato que consagrou Santa Clara para sempre na história. Eles tentaram invadir o convento e Santa Clara, mesmo acamada e doente, fez questão de ir até o portão de entrada. Ali, em lágrimas, ela conseguiu pegar o ostensório com o Santíssimo Sacramento e proferir as seguintes palavras, “Senhor, guardai Vós estas vossas servas, porque eu não as posso guardar”. Ouviu-se então uma voz suave dizendo, “Eu te defenderei para sempre”. Imediatamente os mouros são tomadas por um medo descomunal e fogem, deixando o convento intacto e a salvo. Nesse mosteiro, viveu durante mais de quarenta anos, até sua morte, ocorrida em 1253. Foi canonizada por Alexandre IV no dia 15 de agosto de 1265.   Confira logo abaixo um vídeo da Irmã Elka Santos (Irmãs Franciscanas da Sagrada Família) falando sobre o importância do carisma clareano para todas as ordens franciscanas! Fontes: Canção Nova, Franciscanos e Nossa Sagrada Família.  Leia mais sobre outros Santos e Santas Franciscanas clicando aqui.

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