Orientação Vocacional

Província

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Segunda, 26 Julho 2021 18:03

Encontro de Guardiões Centro-Oeste 2021

No dia 07 de julho, aconteceu em Brasília, no Centro Franciscano de Evangelização e Cultura (CFEC), o Encontro dos Guardiões do Centro-Oeste. Os guardiões são os frades responsáveis pelos conventos franciscanos. A oportunidade foi utilizada para partilha de um momento fraterno e também foram discutidos os problemas e dificuldades encontrados dentro da vida comunitária.

Segunda, 26 Julho 2021 17:56

Visita do Assistente Geral da FALC

Nos dias 14 e 15 de julho, o Frei Rogerio Xavier (OFMConv), Assistente da Federação Latino Americana dos Frades Menores Conventuais (FALC), visitou a comunidade do Convento São José em Niquelândia, juntamente com o Ministro Provincial, Frei Gilberto de Jesus (OFMConv). Durante sua passagem, reuniram-se com outros confrades e visitaram a obra social Meninos de Ouro.

Segunda, 26 Julho 2021 15:10

Curso de Inverno 2021

Aconteceu entre os dias 12 à 23 deste mês,  na casa de formação São Francisco, em Brasília, o trigésimo terceiro curso de inverno. No curso, estavam presentes cerca de 30 frades professos, de nossas presenças no Brasil. O intuito deste curso é, primeiramente, estreitar os laços de fraternidade e pertencimento à Ordem. Também visa o crescimento no amor na identidade de frades menores conventuais. A realização do curso não aconteceu no ano passado, devido a pandemia. Diante deste tempo difícil, tendo em vista todos os cuidados necessários, a realização deste encontro foi um sinal e testemunho de esperança para nós frades e nossas comunidades.


Fraternalmente, Paz e Bem!

Segunda, 19 Julho 2021 12:28

Prospectus 2021

Em anexo, o Prospectus Online com as principais notícias da Província São Maximiliano Kolbe do primeiro semestre de 2021. 

 

 

      A Província São Maximiliano M. Kolbe do Brasil se faz presente no estado do Amazonas desde o ano de 2005. Por iniciativa do então Bispo Emérito de Luziânia, Dom Frei Agostinho Stefan, OFMConv, foi estabelecido e sediado em Juruá (AM) o primeiro ponto da nossa Missão Amazonas. Mais tarde, em 2009, o Capítulo Extraordinário decidiu assumir a missão também na Prelazia de Tefé (AM). Tefé e Juruá são as duas cidades amazônicas em que a presença dos Frades Franciscanos Conventuais, por meio da Província São Maximiliano Kolbe está fixada.

      Nos dias 25 de maio e 12 de junho, os frades da Casa de Missão Nossa Senhora de Fátima, em Juruá (AM) promoveram uma entrega de cestas básicas aos moradores da cidade. Dentre os contemplados com a assistência, estão dezenas de ribeirinhos e indígenas. A comunidade local é bastante humilde e vive em situação muitas vezes precária. 

      Em 18 de junho, foi a vez dos frades da Paróquia Santo Antônio de Pádua, em Tefé (AM), fazerem a distribuição de cestas básicas para a comunidade local. Seguem na galeria de fotos a baixo algumas imagens da distribuição das cestas.

            No dia 13 junho, a Igreja Católica celebra o dia de Santo Antônio de Pádua, um dos santos mais populares, venerado não somente em Pádua, onde foi construída uma basílica que acolhe os restos mortais dele, mas no mundo inteiro. São estimadas pelos fiéis as imagens e estátuas que o representam com o lírio, símbolo da sua pureza, ou com o Menino Jesus nos braços, que lembram uma aparição milagrosa mencionada por algumas fontes literárias.

            Santo Antônio Nasceu em Lisboa, em uma família nobre, por volta de 1195, e foi batizado com o nome de Fernando. Começou a fazer parte dos cônegos que seguiam a regra monástica de Santo Agostinho, primeiramente no mosteiro de São Vicente, em Lisboa, e depois no da Santa Cruz, em Coimbra, renomado centro cultural de Portugal. Dedicou-se com interesse e solicitude ao estudo da Bíblia e dos Padres da Igreja, adquirindo aquela ciência teológica que o fez frutificar nas atividades de ensino e na pregação.

            Em Coimbra, aconteceu um fato que mudou sua vida: em 1220, foram expostas as relíquias dos primeiros cinco missionários franciscanos que haviam se dirigido a Marrocos, onde encontraram o martírio. Esse acontecimento fez nascer no jovem Fernando o desejo de imitá-los e de avançar no caminho da perfeição cristã: então, pediu para deixar os cônegos agostinianos e converter-se em frade menor. A petição foi acolhida e, tomando o nome de Antônio, também ele partiu para Marrocos. Mas a Providência divina dispôs outra coisa.

            Devido a uma doença, Santo Antônio se viu obrigado a voltar à Itália e, em 1221, encontrou São Francisco. Depois disso, viveu por algum tempo totalmente escondido em um convento perto de Forlì, no norte da Itália. Convidado, casualmente, a pregar por ocasião de uma ordenação sacerdotal, Antônio mostrou estar dotado de tal ciência e eloquência, que os superiores o destinaram à pregação. Começou, assim, na Itália e na França, uma atividade apostólica que levou muitas pessoas que haviam se separado da Igreja a retomarem sua participação e engajamento na vida eclesial.

            Nomeado como superior provincial dos Frades Menores da Itália Setentrional, Antônio continuou com o ministério da pregação, alternando-o com as tarefas de governo. Concluído o mandato de provincial, retirou-se para perto de Pádua, local em que já havia estado outras vezes. Depois de apenas um ano, morreu nas portas da cidade, no dia 13 de junho de 1231. Pádua, que o havia acolhido com afeto e veneração em vida, prestou-lhe sempre honra e devoção.

            Nos "Sermões", Santo Antônio discorre sobre a oração como uma relação de amor, que conduz o homem a conversar com o Senhor, criando uma alegria que envolve a alma em oração. Antônio nos recorda que a oração precisa de uma atmosfera de silêncio, que não coincide com o afastamento do barulho externo, mas é experiência interior, que procura evitar as distrações provocadas pelas preocupações da alma. Para Santo Antônio, a oração se compõe de quatro atitudes indispensáveis que, no latim, definem-se como: obsecratio, oratio, postulatio, gratiarum actio. Poderíamos traduzi-las assim: abrir com confiança o próprio coração a Deus, conversar afetuosamente com Ele, apresentar-lhe as próprias necessidades, louvá-lo e agradecer-lhe.

(Extraído e adaptado da Catequese do Papa Bento XVI no dia 10 de fevereiro de 2010)

Santo casamenteiro

            Assim é invocado pelas pessoas que desejam se casar e lembrado pelo nosso folclore. Não se sabe qual a origem dessa devoção. Talvez esteja ligada a algum milagre feito pelo santo em favor das mulheres, por exemplo, quando fez um recém-nascido falar para defender a mãe acusada injustamente de infidelidade pelo pai.

            Mas há outro episódio com explicação mais direta. Certa senhora, no desespero da miséria a que fora reduzida, decidiu valer-se da filha, prostituindo-a, para sair do atoleiro. Mas a jovem, bonita e decidida, não aceitou de forma alguma. Como a mãe não parava de insistir, a moça resolveu recorrer à ajuda de Santo Antônio. Rezava com grande confiança e muitas lágrimas diante da imagem quando, das mãos do Santo, caiu um bilhete que foi parar nas mãos da moça. Estava endereçado a um comerciante da cidade e dizia: "Senhor N..., queira obsequiar esta jovem que lhe entrega este bilhete com tantas moedas de prata quanto o peso do mesmo papel. Deus o guarde! Assinado: Antônio".

            A jovem não duvidou e correu com o bilhete na mão à loja do comerciante. Este achou graça. Mas, vendo a atitude modesta e digna da moça, colocou o bilhete num dos pratos da balança e no outro deixou cair uma moedinha de prata. O bilhete pesava mais! Intrigado e sem entender o que se passava, o comerciante foi colocando mais uma moeda e outras mais, só conseguindo equilibrar os pratos da balança quando as moedas chegaram a somar 400 escudos. O episódio tornou-se logo conhecido e a moça começou a ser procurada por bons rapazes propondo-lhe casamento, o que não tardou a acontecer, e o casamento foi muito feliz. Daí por diante, as moças começaram a recorrer a Santo Antônio sempre que se tratava de casamento.

Santo das coisas perdidas

            Esta tradição é antiquíssima, encontrando-se menção dela no famoso responsório "Si quaeris miracula", extraído do ofício rimado de Juliano de Espira. Popularmente, o "Siquaeris" é mencionado como uma oração para encontrar objetos perdidos. A crença pode estar ligada a episódios da vida de Santo Antônio como este: Quando ensinava teologia aos frades em Montpeilier, na França, um noviço fugiu da Ordem levando consigo o Saltério de Frei Antônio, com preciosas anotações pessoais que utilizava nas suas lições. Antônio rezou pedindo a Deus para dar jeito de reaver o livro e foi atendido deste modo: enquanto o fugitivo ia passando por uma ponte, foi subitamente tomado pelo pavor, parecendo-lhe ver o demônio na sua frente que o intimava: "Ou você devolve o Saltério ao Frei Antônio ou vou jogá-lo da ponte para o rio!" Assustado e arrependido, o jovem voltou ao convento com o saltério e confessou ao santo a culpa.

O "pão dos pobres"

Essa prática consiste em doações para prover de pão os pobres, honrando assim o "protetor dos pobres" que é Santo Antônio. Uma tradição liga essa obra ao episódio de uma mãe cujo filho se afogou dentro de um tanque, mas recuperou a vida graças a Santo Antônio. A mulher prometera que, se o filho recuperasse a vida, daria uma porção de trigo igual ao peso do menino. Por isso, no começo, esta obra foi conhecida como a obra do "pondus pueri" (peso do menino). Outra tradição relaciona a obra do pão dos pobres com uma senhora de Tbulon, chamada Luísa Bouffier. A porta do seu armazém tinha enguiçado de tal modo que não havia outro remédio senão arrombar a porta. Fez, então, uma promessa ao santo: se conseguisse abrir a porta sem arrombá-la, doaria aos pobres uma quantia de pães. E deu certo. Daí por diante, as petições ao santo foram se multiplicando em diferentes necessidades. Toda vez que alguém era atendido, oferecia certa quantia de dinheiro para o pão dos pobres. A pequena mercearia de Luísa Bouffier tornou-se uma espécie de oratório ou centro social. A benéfica obra do "pão dos pobres" teve extraordinário desenvolvimento, com diferentes modalidades, e hoje é conhecida em toda parte.

Trezena

            É uma "novena" de 13 dias, lembrando a data da morte de Santo Antônio. Também se lembra o dia 13 de cada mês, porque "dia 13 não é dia de azar, é dia de Santo Antônio". Outros lembram Santo Antônio nas quartas-feiras, dia em que foi sepultado.

(Extraído e adaptado dos Cadernos Franciscanos, "Santo Antônio e a devoção Popular", de Frei Adelino Pilonetto, Ofmcap).

 

Adaptado de: CNBB

      Conforme a moção nº16 do Capítulo Ordinário de 2019, foi proposto o planejamento e construção do Cemitério Imaculada Conceição, juntamente com a Capela Mortuária nas dependências do Santuário Imaculada Conceição, na Cidade Ocidental-GO. Neste intento o Governo Provincial, mesmo diante da pandemia, não mediu esforços e no ano de 2020 realizou diversas tratativas para decidir sobre a construção do Cemitério no Jardim da Imaculada. Neste ano de 2021, no dia 09 de fevereiro, o Definitório Provincial aprovou a obra. Conjuntamente, houve a aprovação da mesma pela Comissão de Construção da província, com transparência.

       As obras tiveram início no mês de março de 2021 pela empresa de construção. No dia 20 de março, data de falecimento do saudoso Dom Frei Agostinho, aconteceu a bênção da área do terreno do cemitério. Na quarta feira, 09 de junho, foi concluída a primeira etapa do Cemitério com os jardins, palmeiras, túmulos com granitos, muro, cruz e pinturas prontos.  A segunda parte da construção é composta pela capela mortuária. Sua construção se iniciará no início de agosto.

     Estamos celebrando mais um aniversário da Província São Maximiliano M. Kolbe. Sendo, de fato, a grande causa de nosso contentamento enquanto “Frades Conventuais”. Fato que nos motiva e inspira a uma “ação de Graças a Deus”, reconhecendo a importância da intercessão da Virgem Imaculada.

    A Província São Maximiliano M. Kolbe traz em si, um sinal da benevolência de Deus, como grande resposta ao testemunho de São Maximiliano pela vida e martírio que celebramos nesses 80 anos.  É visível o desenvolvimento e maturidade de nossa jurisdição ao completar seu aniversário, nesse 31 de maio, na festa da “Visitação de Nossa Senhora”. Isso representa a vitória de cada frade que disse seu sim à sua vocação, mesmo conscientes do importante protagonismo dos primeiros frades.

     É uma província jovem com seus 18 anos, mas somados aos anos de Missão e Custódia, nossa jurisdição completará em breve seus 50 anos de presença no Brasil. A data natalícia nos impulsiona a reconhecer valores do passado e do presente, tendo em vista um ideal de futuro que nos dá sempre esperança. Ao longo dos 47 anos de presença religiosa no Brasil, somos gratos a Deus e à Virgem Imaculada, que direcionou a origem da Missão pela iniciativa missionária da Província Imaculada Conceição-Polônia. Província esta que em gratidão a Deus, pela beatificação de São Maximiliano M Kolbe em 17 de outubro de 1971, fundou a Missão no Brasil.

     A origem de nossa Província destaca a obra da Imaculada, que fora conduzida pela inspiração missionária de Dom Agostinho Januszewicz. Sendo ele o grande desbravador que, confiante na providência divina e na intercessão da Virgem Santíssima, chegara ao Brasil em 16 de outubro de 1974, iniciando as primeiras tratativas com os diversos bispos e finalmente fixando a presença no Centro Oeste.

     São inegáveis a discrição e a coragem trazida na simples mala de Dom Agostinho Januszewicz na vinda ao Brasil, mas também é inegável a sua fé e a devoção à Imaculada, na qual impregnou nos primórdios dessa Província. A Virgem Imaculada, realizou grandes obras na vida de São Maximiliano M. Kolbe, que culminaram em seu martírio e suas obras pela intercessão da Imaculada.

     Edificou um passado de valores, que se tornaram base na edificação de nossa Província através da herança que bebemos, através dos frades pioneiros. Por outro lado, não devemos esquecer que, cada frade da atualidade, ainda que mais novos, ofereceram suas vidas em uma grande ação de graças a exemplo de nosso Padroeiro “São Maximiliano M. Kolbe”. Aprendendo com São Maximiano M. Kolbe o amor a Deus e a Virgem Imaculada, respondendo sua vocação franciscana com entusiasmo, lembrando a máxima kobiana que é: “Conquistar o mundo inteiro para Cristo pela Imaculada”.

     É incontestável a herança deixada por Dom Agostinho, como grandioso exemplo de misssionaridade, pelas numerosas obras ao longo dos anos, oferecendo sua vida à missão em Juruá (AM) e motivando a nossa Província a viver e a trabalhar na missão.

     A Província, nesses 18 anos de existência e 47 de presença, também traz em si o exemplo de sacrifício de nosso saudoso Frei Francisco Kramek que faleceu no dia 27 de abril de 2021. Um frade simples e pobre, mas rico na vocação religiosa e missionária proposta pela Ordem e pela Igreja.

     Portanto, caros confrades, nesse aniversário somos gratos a Deus e à Imaculada que, realizou grandes obras, não só nas estruturas provinciais, mas nas edificações dos valores humanos, religiosos, intelectuais e fraternos que vivemos. Que a festa da Visitação de Nossa Senhora seja nossa motivação, conforme diz São Lucas 1,48 “Porque olhou para a humildade de sua serva. Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada”. Que nossa vocação religiosa franciscana, no espírito kolbiano, possa testemunhar as bem aventuranças da Virgem Maria.

 

    Felicito a todos, nesse aniversário da Província São Maximiliano M. Kolbe, com ensejos de Paz e Bem!

 

Frei Gilberto de Jesus

Ministro Provincial

Aconteceu hoje, 31 de maio, no Santuário Jardim da imaculada, na Cidade Ocidental (GO), a celebração em ação de graças pelo 18º aniversário da Província São Maximiliano Kolbe do Brasil. A programação iniciou-se às 9h, com café da manhã fraterno servido no refeitório do Jardim da Imaculada, seguido da liturgia das horas, rezada no próprio Santuário.

Após a oração, a palavra foi passada ao Frei Stanislaw Ocetek (OFMConv), presidente da comissão de história da Província. O frade dividiu um pouco da história e trajetória de São Maximiliano Kolbe, a fundação do Niepokalanów – Jardim da Imaculada – polonês e japonês. Falou também sobre o ideal de São Maximiliano de “Conquistar o mundo inteiro para Cristo pela Imaculada”. Segundo Frei Stanislaw, São Maximiliano sonhava em fundar um Jardim da Imaculada em cada continente, difundir a devoção à Santíssima Virgem em todos os cantos do mundo e, a partir dela, conquistar o mundo inteiro para Cristo. Ele partilhou ainda um pouco da trajetória da missão desde 1974, com Dom Frei Agostinho Stefan, até os dias atuais em sua breve fala.

A conferência da história da Província foi seguida da Santa Missa, às 11h no mesmo Santuário Imaculada Conceição, presidida pelo Ministro Provincial, Frei Gilberto de Jesus (OFMConv) e concelebrada pelos demais frades presentes. Em sua homilia, Frei Gilberto ressalta a importância da herança Kolbiana-Mariana que nossa província recebeu de Dom Frei Agostinho que, no dia da Visitação de Nossa Senhora, a liturgia nos mostra os valores de Maria como missionária! O Frei lembrou que São Maximiliano tinha esse mesmo espirito missionário e consequentemente Dom Agostinho, na vinda ao Brasil era marcado por esse espírito!  Ao término da Santa Missa, os frades seguiram em procissão até o Cemitério Imaculada Conceição, onde depositaram duas coroas de flores no túmulo do Frei Francisco Kramek (falecido em 27 de abril de 2021).

Quinta, 13 Mai 2021 17:30

A Santíssima Virgem Maria

Esse assunto é de fundamental importância, não só para a nossa devoção, – nós, católicos, – pela Santíssima Virgem, como também para a fé cristã como um todo: a Imaculada Conceição de Nossa Senhora.

A doutrina da Imaculada Conceição (ou Imaculada Concepção) é um dogma da Igreja, e certamente um dos mais mal compreendidos. Um dogma é uma verdade de fé que deve ser crida por todo cristão (assim como a própria existência de Deus, que é o primeiro dogma: se não cremos em Deus, para começar, não há como nos considerarmos cristãos). Logo, todo cristão deve crer na Imaculada Conceição da Santíssima Virgem Maria. Ideal, porém, é conhecer para crer melhor. Para começar, é preciso entender muito bem o que quer dizer, exatamente, “Imaculada Conceição”.

A expressão "Imaculada Conceição" quer dizer que Nossa Senhora foi concebida sem a mancha do Pecado original, não tendo jamais pecado durante toda a sua vida. Mas como pode ser isto?

Antes de tudo é preciso saber que o Pecado original não consiste na dívida de pena eterna, isto é, no castigo condenatório merecido pelos descendentes de Adão, ele que era a cabeça do gênero humano. Segundo a doutrina católica (cf. Concílio de Trento), o Pecado original, verdadeiro e estrito pecado, é a dívida da culpa (cf. Dz 376, 789, 792). Assim é que S. Paulo Apóstolo decreta: "...Todos temos pecado" (cf. Rm 5,19). 

Deste modo, todos herdamos o pecado original de nossos pais, eles de seus pais e assim sucessivamente até o primeiro homem. – E os efeitos do Pecado original são a tendência para o mal e para a inimizade com Deus. – Assim, a Virgem Maria também precisou ser salva, assim como qualquer um de nós, pelo Sacrifício Redentor de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ela, porém, diferente de nós, já no instante de sua concepção foi preservada do Pecado original; consequentemente, foi poupada dos seus efeitos, já que foi remida não da maneira comum a todos (pelo Batismo), mas de maneira tal que a preservou de cometer pecado ou de sequer desejar cometê-lo.

Quando Pio IX proclamou o dogma, estabeleceu explicitamente que a Imaculada Conceição de Maria ocorreu por causa da Graça única de Deus, em vista dos Méritos de Jesus Cristo. Por isso, o problema da usurpação por parte de Maria do lugar de Cristo não existe. Ao contrário, o privilégio de Maria tem como fundamento a graça salvífica de Deus em Cristo. 

Podemos usar de uma comparação simples para facilitar a compreensão desta diferença: se uma pessoa cai num poço e chafurda na lama ao fundo até que alguém a tire de lá, esta pessoa foi “salva” por quem a tirou. Perfeito. E se outra pessoa está já caindo no poço, em plena queda, sem chance nenhuma de se salvar por suas próprias forças, mas alguém suficientemente forte a segura em pleno ar e a puxa para a segurança, impedindo que mergulhe abaixo, esta também foi “salva” por quem impediu a sua queda. – Assim Nossa Senhora foi salva, como quem é salvo de cair no poço, ao invés de ser salva como quem já caiu dentro dele, sujou-se todo e se machucou (o caso de todos nós). 

E era absolutamente necessário que assim fosse, por uma razão simples: Deus preparou a Virgem especialmente, desde a queda do homem (Gn 3,15), para carregar o Salvador, Deus mesmo, em seu ventre. Seu Filho não era um menino qualquer que depois “virou Deus”. Não. Ele era, ou melhor, é desde sempre e continuará, sem fim, o eterno "Eu Sou": YHWH1; DEUS.

Sim. A partir de sua concepção no seio da Virgem Maria, pelo Espírito Santo (Lc 1,31), Deus tomou nossa natureza humana, sem perder sua Natureza Divina, e fez-se homem. – E como vimos, o Pecado original é transmitido dos pais aos filhos. Segue daí que Jesus, sendo Deus, não poderia jamais vir ao mundo como fruto de um ventre contaminado pelo pecado; não poderia tomar carne e sangue de alguém que, como explica S. Paulo, é escravo do demônio (Hb 2,15), por tender ao pecado em virtude das consequências do pecado original.

É preciso lembrar que o Sangue de Jesus, que nos salva, é o mesmo sangue de Maria; o Corpo de Jesus, único sacrifício que pode nos reconciliar com Deus, é o corpo formado do corpo de Maria, de quem o Senhor tomou sua constituição humana. Você já parou para pensar nisto? Já meditou sobre este mistério tremendo? 

No livro do Êxodo (25,10-22) vemos o extremo cuidado que Deus ordena na preparação e no trato para com a Arca da Antiga Aliança, destinada a portar as tábuas onde Deus escrevera a Lei dada a Moisés (Dt 10,1-2). Para portar a lei, o Senhor manda que se faça a arca com muitíssimos e detalhados cuidados, que tem que ser de ouro e madeira de acácia, – os materiais mais nobres e puros, raros e caros na época.

De tão sagrada, esta Arca não pode sequer ser tocada! Em 2Sm 6,6-7, vemos como Oza, filho de Abinadab, ao perceber que os bois que carregavam o carro com a Arca tropeçam, sem pensar, corre para a aparar com as mãos; e imediatamente cai morto, fulminado pela Santidade de Deus!

Ora, se para com a Arca da Antiga Aliança, – que guardava tábuas de pedra com a lei do Antigo Testamento, – havia tanto rigor e era necessária tamanha pureza, o que não seria necessário para que a uma mulher fosse concedida a graça incomensurável de ser, ela própria, o Tabernáculo da Nova e Eterna Aliança, que abrigaria em si mesma não tábuas de pedra, mas sim corpo e sangue, alma e divindade do Deus vivo e verdadeiro! Não teria que ser ela totalmente pura, imaculada? Mais uma vez, cabem as perguntas feitas acima: você já parou para pensar nisto? Já meditou sobre este mistério tremendo? 

Tente imaginar como foi preparada aquela que levaria o próprio Senhor e Salvador em seu ventre, aquela cujo sangue nutriria o Verbo de Deus feito Carne, cujo leite alimentaria Deus feito homem. Se a Arca que haveria de conter a palavra escrita precisava ser puríssima, poderia o próprio Verbo do Deus vivo e encarnado ser concebido e se desenvolver dentro de um útero minimamente impuro? A carne de Cristo poderia ter sido tomada e formada a partir de uma mulher comum, escrava do pecado como qualquer outra?

Vemos claramente que não se trata de uma doutrina desprovida de fundamento, "inventada". É preciso entender que nem tudo as Sagradas Escrituras dizem explicitamente. Muito está dito implicitamente, e para ser compreendido necessita, – não sem razão, mas pelo próprio Desígnio Divino, – do ensinamento da Santa Igreja, que é, segundo as mesmas Escrituras, Casa do Deus Vivo, coluna e sustentáculo da Verdade (1Tm 3,15).

 

Fonte: O Fiel Católico

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