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19 Março 2021

Bênção do terreno do Cemitério no Santuário Jardim da Imaculada

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Nosso Seráfico Pai São Francisco de Assis ensina que a vida é dom, presente de Deus. São Francisco sabia que tudo que havia recebido era dom gratuito, e por isso não queria tomar posse de nada, das coisas, da natureza, das pessoas, dos bens. Soube viver em profunda gratuidade e, assim, apesar de todos os sofrimentos durante a vida e na enfermidade conseguia olhar com fé e esperança para a vida eterna. A dor da vida presente o fazia desejar sempre a docilidade da vida eterna prometida na fé.  No Cântico das criaturas, São Francisco louvava e agradecia a Deus por todos os benefícios que Ele realizara na criação e incluía nesse louvor a “Irmã Morte Corporal”, quando dizia: “Louvado sejas, meu Senhor, por nossa irmã a morte corporal, da qual homem algum pode escapar”.

São Paulo dizia que a morte era lucro, pois tinha a consciência de que o estado de vida presente estava em paz com Deus “Para mim, a vida é Cristo, e morrer é lucro” (Fl 1,21), para São Paulo a vida presente era condição para alcançar um estado de graça, permitindo participar da vida de Cristo. “Se com Ele morremos, com Ele viveremos” (2Tm 1,11).  O grande marco e valor da morte cristã se encontra no Batismo, pois o cristão já está sacramentalmente “morto com Cristo”, para Viver uma vida nova. Se morre na graça de Cristo, a morte física consuma este “morrer com Cristo” e completa, assim, nossa incorporação a ele em seu ato redentor, possibilitando viver a graça do Cristo Ressuscitado.

Apesar da dor da perda, na morte e da aparente ausência de tudo, dá a entender que a morte é o fim da peregrinação terrestre do homem. Existe a conquista nesta vida do projeto eterno de Deus, como nos afirma a carta aos Hebreus: “os homens devem morrer uma só vez” (Hb 9,27), dando a nós uma certeza que não existe outras vidas após essa, não há outras oportunidades diferentes de nossas vidas como dom, para alcançar a vida eterna.

Nesse contexto São Francisco de Assis chama a morte de “Irmã”, entendendo a morte como um processo natural da vida, com as finitudes que ela possui (doenças, enfermidades, idade, limitações). Nessas condições, é sempre necessário está em comunhão, estarmos preparados para a vida eterna. Compreendendo sua finitude, buscando a comunhão e graça divina, estaremos sempre preparados para vida eterna.

É nesse contexto de consciência do valor da vida presente, do dom grandioso de Deus que permite vivermos na realidade frágil, com suas finitudes, enfermidades, violências, acidentes, riscos constantes, mas num estado de espírito sempre reconciliado e em plena comunhão com Senhor. Esta alegria e certeza possibilita estar sempre diante da graça divina e do Céu, fazendo que algo tão doloroso e trágico, que é a morte, tenha sentido na vida do religioso que, neste mundo, se torna porta-voz da Esperança.

Nossa Província São Maximiliano M. Kolbe neste ano de São José, Guardião Universal da Igreja, faz a memória da vida frutuosa de Dom Frei Agostinho Stefan Januszewicz, celebrando o 10º ano de seu falecimento. Abençoamos neste dia 20 de março de 2021 o Cemitério dedicado a “Imaculada Conceição” - No Santuário Jardim da Imaculada, tendo futuramente a “Capela Mortuária” dedicada a Imaculada. – Reconhecendo que a vida de Dom Agostinho é imenso exemplo do significado da vida quando se compreende a morte. Um homem que viveu sempre reconciliado com o Senhor, que no seu silencio se dispôs a sempre a ouvir a voz da Imaculada e agindo no presente, tendo sempre em vista a vida eterna.

A bênção do terreno onde será erguido o cemitério dedicado à Imaculada Conceição acontecerá amanhã (20 de março de 2021), às 10h no Santuário Jardim da Imaculada, na Cidade Ocidental - GO. Visando os protocolos de segurança e recomendações da Secretaria de Saúde, a cerimônia acontecerá com quantidade reduzida de pessoas.

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