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20 Março 2018

7 anos da morte de Dom Frei Agostinho: missionário da minoridade e despreendimento

Escrito por  OFMConv-Notícias
Dom Frei Agostinho em Juruá (AM). Dom Frei Agostinho em Juruá (AM). Dom Frei Agostinho em Juruá (AM).

No dia 20 de novembro de 2011, em Juruá (AM), morria Dom Frei Agostinho, o incansável Cavaleiro da Imaculada. Conhecido por seu trabalho franciscano, ele foi o primeiro missionário da fundação que hoje é a atual Província São Maximiliano Kolbe do Brasil - dos Franciscanos Conventuais e também foi o 1º Bispo de Luziânia (GO). Morreu se dedicando ao trabalho franciscano, como fez em praticamente toda a sua vida.

Em uma carta divulgada hoje, o Frei Flávio Freitas, que está em missão na cidade de Juruá (AM), demonstrou seus sentimentos por tão grande memória de Frei Agostinho e relembrou alguns momentos desde quando se conheceram, em 1987, na confecção da revista Cavaleiro da Imaculada, “eu tinha 15 anos quando fui convidado por ele a entrar para o aspirantado da ordem (...) Era um homem silencioso. Durante os trabalhos, dava sempre uma passadinha gráfica. Pontualmente estava para as orações na capela”.

O Frei Flávio contou ainda sobre a inspiração que tem no Cavaleiro da Imaculada e ao legado espiritual que ele deixou na cidade amazônica, “sou testemunha mais uma vez do ardor, do amor desse nosso confrade. Seja no testemunho dos mais velhos ou dos mais novos, seja no trabalho silencioso que hoje vemos os resultados”.

Ele continua, “é bonito ver a devoção desse povo e o carinho que eles tem por Dom Frei Agostinho. (...) Fico sentado no fundo da Igreja esperando alguém para a confissão ou rezando e vejo o povo chegar, ir até o túmulo e rezar”.

E finaliza “juntamente com Frei Mário, me uno ao nosso provincial, Frei Marcelo, e a toda a província em oração junto ao túmulo do fundador de nossa Missão (...) que possamos empreender toda a nossa vida ao tesouro que é a Missão”.

Confira a carta na íntegra no fim da matéria. 

Programação especial na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Juruá

Em homenagem a Dom Frei Agostinha, hoje, na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Juruá, tem-se uma programação especial. Às 18h será rezado o terço, às 19h30 se inicia a Santa Missa dos sete anos de falecimento e, logo após haverá a abertura do museu que será transmitida ao vivo pelo Facebook. Clique aqui e acompanhe!

Vida de Dom Frei Agostinho

Ele entrou na vida religiosa aos 16 anos, em 1946, seguindo o exemplo de São Francisco. Dois anos depois, foi acolhido na Ordem dos Frades Menores Conventuais. Sua caminhada pastoral foi marcada pela formação religiosa, sendo mestre de noviços durante sete anos na Província de Varsóvia.

Após a beatificação de São Maximiliano Kolbe, em 1971, impulsionou a Ordem pelo mundo. Assim, depois de estudos preliminares, foi decidido em Varsóvia que Frei Agostinho teria a sua próxima missão no Brasil. Chegou à cidade do Rio de Janeiro em 1974.

No ano seguinte, se viajou com outros quatro freis para Goiás, se instalando na cidade Uruaçu. Desde então, tornou-se presbítero pioneiro na área que vai de Luziânia ao Valparaíso. Após um tempo em missão no entorno de Brasília com as bases já estruturadas do Convento Imaculada Conceição (Jardim da Imaculada), ele foi nomeado, em 1983, o Primeiro Custódio da Custódia de São Maximiliano no Brasil.

No fim da década, em 1989, foi consagrado pela Sé Apostólica como o Bispo da diocese de Luziânia, da qual ele mesmo seria o fundador. Serviu à diocese por incansáveis 15 anos até que, em 2004, teve a sua renúncia aceita pela Sé. Completaram-se aqui, 30 anos de sua missão no Brasil.

Começa então uma nova fase de seu serviço a Deus e aos ensinamentos franciscanos quando parte, no primeiro dia do ano de 2005, para a prelazia de Tefé (AM), integrando a Missão da Amazônia.

Após um ano de serviço em Juruá, Dom Frei Agostinho sofre com uma simples hepatite causada pela contaminação da água. Em 2008, após a chegada de Frei Janusz Daneck na cidade, Dom Frei Agostinho se sente mal e vai à Manaus para a sua primeira cirurgia no intestino.

Em 2008, com uma estável melhora e de volta à região central do Brasil, ele comemora os 50 anos de sua vida presbiteral no Convento Imaculada Conceição de Maria, o qual foi o fundador em 1977.

Depois de alguns exames, no ano seguinte, é internado no Hospital de Base em Brasília para a sua segunda cirurgia. Em 2010, ainda na Capital Federal, são celebrados na Cúria Provincial os seus 80 anos de vida em seu aniversário onosmático.

No mesmo ano, retornou para a cidade de Juruá e ali permaneceu alegre e agradecido de sua caminhada. No dia 20 de março de 2011, às 6h37 do horário da Amazônia, faleceu na Paróquia Nossa Senhora de Fátima. Deixou um legado de árduo trabalho e dedicação ao serviço franciscano que será, por muito tempo, a inspiração de muitos outros frades e fieis que escolhem a caminhada cristã.

Carta do Frei Flávio Freitas

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