Franciscano
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Ignorar as Escrituras é ignorar Cristo
Neste mês que iniciamos, a Igreja no Brasil dedica a sua reflexão à Bíblia e propõe inúmeras iniciativas com a finalidade de instruir melhor os fiéis sobre a Palavra de Deus e de motiva-los a uma maior intimidade com os textos sagrados, reconhecendo nas Escrituras um lugar de encontro com o Senhor. A motivação para a escolha de setembro como o mês da Bíblia se deve ao fato de a Igreja celebrar no dia 30 a memória do grande santo e doutor da Igreja, São Jerônimo. Um Padre, teólogo e tradutor que dedicou sua vida à interpretação e tradução dos textos sagrados para a língua latina. Comentou-a em suas obras e sobretudo empenhou-se em vivê-la concretamente na sua longa existência terrena (cf. Bento XVI, Audiência Geral, 07 nov. 2007). O testemunho de sua vida, certamente nos ensina a amar a Palavra de Deus na Sagrada Escritura. Ao meditarmos sobre o lugar que a Palavra de Deus ocupa em nossas vidas e sobre os desafios do seu anúncio no mundo de hoje, é preciso ter claro que o individualismo é um risco muito presente em nossa sociedade, fruto de uma vida interior fechada nos próprios interesses e sem espaço para o encontro. Assim, o homem contemporâneo fecha o coração para o amor de Deus e para o entusiasmo de fazer o bem aos irmãos (cf. Evangelii Gaudium, 2). Diante de um mundo que apresenta uma imagem de Deus cada vez mais descartável e alheio à vida do homem, se faz urgente redescobrir o valor do encontro pessoal e comunitário com Cristo e sua Palavra: abrirmos o coração ao Deus que fala aos homens como amigos, que convive com eles e lhes comunica o seu amor (cf. Dei Verbum, 2). Somente por meio deste encontro o homem poderá ser resgatado do subjetivismo e da indiferença (cf. Evangelii Gaudium, 8). São palavras de Jerônimo, “Ignorar as Escrituras é ignorar Cristo”. Esta sentença, sem dúvida alguma, reforça o ímpeto vivo que emana dos livros sagrados. Estes contêm a Palavra de Deus, que é sempre atual e eficaz (cf. Hb 4,12). Por outro lado, quando nos relacionamos com a Bíblia apenas como um livro de história, ou pior, um livro de ciência, esvaziamos toda a sua vitalidade, tornando-a um texto estéril. A Igreja, porém, ensina que “a Escritura não pertence ao passado, porque seu sujeito, o Povo de Deus inspirado pelo próprio Deus, é sempre o mesmo e, portanto, a Palavra está sempre viva no sujeito vivo” (Verbum Domini, 86). Auxiliados pelo Espírito Santo e conduzidos pela Tradição e pelo Magistério, tomamos consciência de que, nas páginas das Sagradas Escrituras, está a Palavra de um Deus que se dirige pessoalmente a nós. Importante ainda lembrar que “mesmo sendo sempre uma palavra pessoal, é também uma Palavra que constrói comunidade, que constrói a Igreja. Por isso, devemos lê-la em comunhão com a Igreja viva” (Bento XVI, Audiência Geral, 07 nov. 2017). A Bíblia é, por assim dizer, um lugar de encontro: com Deus que tudo criou e conduziu no seu infinito amor; com o sentido da existência humana; e com todos os homens e mulheres que se reconhecem na dignidade de Filhos e Filhas de Deus. A Palavra Deus nos foi dada para ser vivida! A verdadeira veneração à Palavra se dá no seguimento a Cristo. O fato de carregamos um livro ou colocá-lo em destaque em nossos lares não tem sentido se não é expressão de nossa adesão incondicional a Cristo. Durante este mês dedicado à Bíblia, busquemos firmar uma nova relação com a Palavra de Deus. No dia-a-dia, individualmente ou em família, nos esforcemos por encontrar um pouco de tempo para ler e meditar a Sagrada Escritura, a fim de que seja força para a vida cristã, solidez da fé, alimento da alma e fonte pura e perene de vida espiritual (cf. Catecismo, 131). Saiba mais sobre o Mês da Bíblia clicando aqui. Confira o subsídio divulgado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) ao Mês da Bíblia aqui. Via: CNBB. Autor Original: Dom Edney Gouvêa Mattoso, Bispo de Nova Friburgo (RJ). -
Igreja na América Latina celebra o 50º aniversário da Conferência de Medelim
Membros de toda a Igreja na América Latina se reuniram na capital colombiana para celebrar hoje, 24, o 50º aniversário da II Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano. Também conhecida como Conferência de Medelim, o congresso, convocado pelo Papa Paulo VI, teve como objetivo aplicar os ensinamentos do Concílio Vaticano II às reais necessidades da Igreja Católica na América Latina. O cinquentenário está sendo celebrado desde ontem, 23, com previsão de ser relembrado até o domingo, 26. O arcebispo de Brasília e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Dom Sergio da Rocha, está presente na celebração e afirma, “É muito importante valorizar a Conferência de Medellín. Como evangelizar acolhendo o Vaticano II? Isso trouxe muitos frutos para a Igreja e foi de grande contribuição para evangelização na América Latina”, disse ele. A Conferência Medellín colocou o tema da pobreza na teologia e na pastoral, “chamou a atenção sobre as desigualdades sociais que são frutos da injustiça e evidenciando-as como uma das situações mais explícitas da realidade latino-americana”, afirmou o arcebispo de Medellín, Dom Tobón Restrepo, em entrevista à agência italiana SIR. II Conferência Geral do Episcopado Latino Americano A Conferência do Episcopado havia sido convocada pelo papa Paulo VI para aplicar os ensinamentos do Concílio Vaticano II às necessidades da Igreja presente na América Latina. Com o tema “A Igreja na presente transformação da América Latina à luz do Concílio Vaticano II”, o encontro foi realizado em Medellín de 26 de agosto a 6 de setembro de 1968. Participaram da Conferência de Medellín 86 bispos, 45 arcebispos, 6 cardeais, 70 sacerdotes e religiosos, 6 religiosas, 19 leigos e 9 observadores não católicos, presididos por Antônio Cardeal Samoré, presidente da Pontifícia Comissão para a América Latina, e por dom Avelar Brandão Vilela, arcebispo de Teresina (PI) e presidente do Celam, naquela ocasião. No total, participaram 137 bispos com direito a voto e 112 delegados e observadores. De acordo com o Celam, a Conferência ofereceu como fruto às Igrejas Particulares da América Latina 16 documentos, agrupados nos núcleos de promoção humana, evangelização e crescimento na fé e a Igreja visível e suas estruturas. Fontes: CNBB e Pontifícias Obras Missionárias. -
III Congresso Franciscano Missionário da América Latina e Caribe
Foi aberto na tarde de ontem (22), na cidade de Guadalajara, no México, o III Congresso Franciscano Missionário da América Latina e do Caribe. Os mais de 140 congressistas, entre religiosos e leigos, estão reunidos para voltar os seus olhos para a caminhada da Igreja no mundo e em nossa região, com enfoque no debate das questões propostas: Cuidado da Criação, Mobilidade Humana e Cultura de Paz. Na abertura do evento, houve também a partilha de duas experiências de evangelização: os mártires de El Salvador e um trabalho com moradores de rua do Centro de Bogotá, Capital da Colômbia. Padre Mauro Verzeletti, brasileiro, pertencente à congregação dos Scalabrinianos, apresentou um breve panorama da relação entre missão e migração desde os primórdios da humanidade. Citando como exemplo a história de Abraão e Sara que, segundo o padre, foram “migrantes na construção de uma missão sem fronteiras”. Dentre os pontos de destaque apresentado pelo conferencista estão o de que migrar é um direito universal e alienável das pessoas; o compromisso que a Igreja deve ter com estes que deixam sua terra de origem por conta de diversos motivos. Mencionou ainda diversos pronunciamentos de Papas e Documentos do Magistério da Igreja sobre a migração e a acolhida dos migrantes. Para concluir deixou algumas questões que poderiam iluminar as reflexões do Congresso: 1) Somente construiremos um mundo justo e fraterno com o máximo respeito às diferenças. 2) A tolerância não é suficiente. Fazem-se necessários e urgentes o relacionamento intercultural e o diálogo interreligioso. 3) Nada poderá roubar ou aprisionar a fé, o sonho, a liberdade e a esperança de alguém. 4) Para o migrante, a pátria é a terra que lhe dá pão, acolhida e trabalho (Scalabrini) 5) Trabalho é um direito universal de todos, portanto, o migrante não “rouba” trabalho de ninguém. 6) A política é a melhor forma de fazer caridade, porque trabalha pelo bem comum (Papa Francisco). 7) Quando os Migrantes se movem, movem a História. A visão da realidade nas conferências latino-americanas Frei Alberto Nahuelanca, frade chileno com especialidade no tema da Missão, apresentou alguns pontos relativos às Conferências Episcopais Latino-Americanas de Medellín a Aparecida. Primeiramente, deixou clara a importância destas conferências na caminhada da Igreja no Continente e recordou que elas trazem em si fortes traços da influência do Concílio Ecumênico Vaticano II. O ponto comum em todas elas foi a preocupação em perceber a força dos sinais dos tempos para promover uma Evangelização em Sintonia com a realidade. A questão da justiça social, a opção preferencial pelos pobres, o fomento das Comunidades Eclesiais de Base (CEB’s), a compreensão de Evangelização enquanto promoção integral do ser humano, a conversão pastoral, o cultivo de uma Igreja discípula-missionária está entre os temas que compõem a contribuição destas conferências na História da Igreja Latino-Americana. Experiências evangelizadoras Na partilha das primeiras experiências, Frei Tomás O’Nuanain, Missionário há muitos anos em El Salvador, apresentou o drama de muitos mártires que derramaram seu sangue diante da perseguição da Igreja naquele país nos anos 70. Já o Frei Gabriel Gutierrez, da Colômbia, partilhou o trabalho que realiza junto aos moradores de rua do Centro de Bogotá, na Colômbia. A iniciativa deu origem ao projeto “Callejeros de la Misericordia”, que promove ações para aliviar o sofrimento daqueles que vivem nas ruas, abandonados à própria sorte. Fonte: Franciscanos. -
Impressão das chagas de nosso Pai Seráfico São Francisco
Em 17 de setembro, a família franciscana em todo o mundo celebra a a festa da impressão das Chagas, também chamada de Estigmas de São Francisco de Assis. Em 1224, no Monte Alveme, Francisco recebe os estigmas da paixão do Senhor. Deus o apresenta ao mundo como exemplo de vida cristã, como convite a seguir o Evangelho. Francisco tinha Cristo no coração, nos membros e nos lábios, e Jesus o imprimiu o último selo também em seus membros. A impressão das chagas, em seu corpo, não foi senão a coroação de toda uma vida. Desde o início de sua conversão, ele se deslumbrava ao contemplar o Cristo de São Damião, tão humano, tão despojado, tão pobre e crucificado. Por isso, este Cristo ocupa o lugar central de toda sua vida, “Não quero gloriar-me a não ser na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo” (Gal 6,14). Foi ante este Cristo, que compungido rezou “Iluminai as trevas de meu espírito, concedei-me uma fé íntegra, uma esperança firme e um amor perfeito” (OrCr). E continua “Nele está todo perdão, toda graça e toda glória, de todos os penitentes e justos” (RegNB 30). As chagas São Francisco, dois anos antes de receber a visita da Irmã Morte, iniciou, num lugar elevado e solitário chamado Monte Alverne, um jejum de 40 dias, em honra do arcanjo São Miguel, infundiu-se nele a suavidade de elevada contemplação, e, inflamado em desejo das coisas celestes, começou a perceber dons vindos do alto. Certa manhã, nas proximidades da festa da Exaltação da santa Cruz, rezando na encosta do monte, viu uma espécie de serafim, tendo seis asas brilhantes e flamejantes, do alto dos céus. Com voo célere pelo ar, chegando perto do homem de Deus, apareceu não só alado, mas crucificado. Ao ver isto, admirou-se e, enquanto sentia enorme alegria diante de Cristo que lhe aparecia, atravessava-lhe a alma como uma espada de dor compassiva. A visão desapareceu e inflamou-o interiormente por seráfico ardor, marcou-lhe a carne externamente com uma efígie do Crucifixo, como se à força antecedente de liquefazer do fogo se seguisse a impressão de um sigilo. Logo, nas mãos e nos pés começaram a aparecer-lhe os sinais dos cravos, as cabeças dos quais apareceram na parte inferior das mãos e na superior dos pés e suas pontas estavam em sentido contrário. Também o lado direito, como se fosse transpassado por uma lança, apresentava rubra cicatriz que frequentemente vertia o sangue sagrado. O significado Um erro comum é o de ver São Francisco como uma figura acabada, pronta, sem olhar para a caminhada que ele fez até chegar à semelhança perfeita (configuração) com o Cristo. O que ocorreu no Monte Alverne é o cume de toda uma vida, de uma busca incessante de Francisco em “seguir as pegadas de Jesus Cristo”. Francisco lançou-se numa aventura, sem tréguas, na qual deu tudo de si: a vontade, a inteligência e o amor. As chagas significam que Deus é Senhor de sua vida. Deus encontrou nele a plena abertura e a máxima liberdade para sua presença. O segundo significado das chagas é o de que Deus não é alienação para o ser humano, ao contrário, é sua plena realização e salvação. Colocando-se como centro da própria vida é que o homem se aliena e se destrói; torna-se absurdo para si mesmo no fechamento do seu ‘ego’. O homem só encontra sua verdadeira identidade, sua própria consistência e o sentido de sua existência em Deus. E Francisco fez esta descoberta: Jesus Cristo foi crucificado em razão de seu amor pela humanidade – “amou-os até o fim” –, e ele percorre este mesmo caminho. O terceiro significado: as chagas expressam que a vivência concreta do amor deixa marcas. A exemplo de Cristo, Francisco quis suportar/carregar e amar os irmãos para além do bem e do mal (amor incondicional). Essa atitude o levou a respeitar e acolher o ‘negativo’ dos outros mantendo a fraternidade apesar das divisões. Esse acolher e integrar o negativo da vida é a única forma de vencer o ‘diabólico’, rompendo com o farisaísmo e a autosuficiência, aniquilando o mal na própria carne. Só assim, o homem é, de fato, livre, porque não apenas suporta, mas ama e abraça o negativo que está em si e nos outros. O quarto significado: seguir o Cristo implica em morrer um pouco a cada dia: “Quem quiser ser meu discípulo, tome a sua cruz a cada dia e me siga” (Lc 9,23). Não vivemos num mundo que queremos, mas naquele que nos é imposto. Não fazemos tudo o que desejamos, mas aquilo que é possível e permitido. Somos chamados a viver alegremente mesmo com aquilo que nos incomoda, vencendo-se a si mesmo e integrando o ‘negativo’, de modo que ele seja superado. Nós seremos nós mesmos na mesma medida em que formos capazes de assumir nossa cruz. As chagas de São Francisco são as chagas de Cristo, e elas nos desafiam: ninguém pode conservar-se neutro, sem resposta diante da vida. Saudação do Ministro Provincial Prot. 091/2018 Brasília, 17 de setembro de 2018 Saudação do Ministro Provincial por ocasião da Festa da Impressão dos Sagrados Estigmas de Pai São Francisco “Ó São Francisco, estigmatizado do Monte Alverne, o mundo tem saudades de ti como imagem de Jesus Crucificado. Tem necessidade do teu coração aberto para Deus e para o homem, dos teus pés descalços e feridos, das tuas mãos traspassadas e implorantes.”. S. Joao Paulo II. Queridos confrades, pré-noviços, postulantes, Irmãs Clarissas e Fraternidades da OFS, amigos(as) de São Francisco, Paz e bem! No dia 17 de setembro de 1224, após a Festa da Santa Cruz, durante a Quaresma de São Miguel, o Seráfico Pai foi marcado com a Chagas do Filho de Deus, Nosso Senhor Jesus Cristo, como nos recorda São Boaventura: “Francisco era um fiel servidor de Cristo. Dois anos antes de sua morte, havendo iniciado um retiro de Quaresma em honra de São Miguel num monte muito alto chamado Alverne, sentiu com maior abundância do que nunca a suavidade da contemplação celeste... em seus extremos de amor, quis ser crucificado, orava certa manhã numa das partes do monte... quando ele viu descer do alto do céu, um serafim de seis asas flamejantes... Logo começaram a aparecer em suas mãos e pés as marcas dos cravos. Via-se a cabeça desses cravos na palma da mão e no dorso dos pés; a ponta saía do outro lado.” (LM 6) Juntamente com este “singular” testemunho de S. Boaventura, recordamos de nossa Casa Filial dos Estigmas do Pai Seráfico São Francisco de Goiânia. Aí, estão presentes nossos confrades, Frei Roberto Cândido, Frei Herton, Frei Carlos e Frei Francisco. HáA exatos dois anos da chegada de nossa família franciscana conventual em Goiânia, esta é a festa patronal desta fraternidade, que corajosamente leva adiante a evangelização do povo simples e pobre da periferia. Ali se revelam para nós frades menores conventuais, as chagas da humanidade ferida pela exclusão, pela tristeza e pelo abandono, e na Paróquia de N. S. da Libertação onde os frades servem a Igreja, as chagas de Jesus em Francisco, tornam-se consolo e segurança na fé, crescimento na fraternidade e partilha cristã. Por esta e outras tantas virtudes impressas por Jesus Cristo em São Francisco, os sagrados estigmas tornam-se para nós modelo e ápice de uma vida de penitência, de coragem e de dedicação ao Evangelho. Parabéns aos confrades de Goiânia.! Agradeço a Deus todo poderoso e a São Francisco, nosso Pai intercessor, por toda a nossa Ordem e Província, cada frade singularmente, cada noviço, pré-noviço, postulantes, Clarissas por nós assistidas e fraternidades da OFS. Que as Chagas do Seráfico Pai sejam para nós, caminho de chegada e enamoramento eterno por Jesus, doação que hoje só podemos exercer pelo serviço e pela vocação de irmãos menores. Essa é a continuação da vida de penitência que S. Francisco nos deixou. Conquistemos esse espaço no seio da Igreja e da sociedade! Frei Marcelo Veronez, OFMConv. Ministro Provincial Fontes: Frades Franciscanos, Franciscanos (aqui e aqui) e OFS. Faça abaixo o download do PDF da Saudação do Ministro Provincial em ocasião da Festa dos Estigmas do Seráfico Pai de 2018. -
Indicação do Capítulo Geral Ordinário de 2019
O Ministro Geral, Frei Marco Tasca (OFMConv.) anunciou ontem, 16, pela carta (de protocolo 772/18) a data de celebração do Capítulo Geral Ordinário. A reunião acontecerá no Sagrado Convento de Assis, na Itália, e será iniciada no sábado, 18 de maio de 2019, a partir das 16h30. O encerramento do Capítulo está previsto para a terça-feira, 18 de junho de 2019. Como anunciado anteriormente, o capítulo começará no Convento Sagrado e continuará a partir de 28 de maio, no Santuário do Amor Misericordioso Collevalenza, na comuna de Perúgia, também na Itália. As chegadas em Assis estão programadas até o meio dia de 18 de maio e as saídas agendadas para o dia 18 de junho do ano vindouro. Leia também sobre o 201º Capítulo Geral Extraordinário, celebrado entre julho e agosto deste ano. Clique aqui. Traduzido e adaptado de: OFMConv.net. -
Indonésia: Nova Paróquia na Custódia Conventual Franciscana da Província Imaculada Conceição da BVM
No dia 28 de outubro, o Bispo da Diocese de Same, na Indonésia, elevou uma Capela à Paróquia em ação de graças a São Maximiliano Kolbe. A igreja está sob a administração dos frades da Custódia Conventual Franciscana da Província Imaculada Conceição da BVM na Indonésia, que desde a chega da Missão, em 1988, têm atuado em quatro capelas (outstation) ao longo da Bacia do Nyumba Ya Mungu Dam. Duas das igrejas cresceram espiritual e materialmente ao ponto de serem elevadas ao nível de uma Paróquia. A nova Paróquia de São Maximiliano Kolbe será guardada por um pároco diocesano. Esta é a segunda igreja nascida da Paróquia da Divina Misericórdia, na região de Mwanga, que é guardada pelos frades Grzegorz Bykowski (OFMConv.) e Everest Valentine Mkenda (OFMConv.). Traduzido e adaptado de: OFMConv.net. Autor: Frei Benson Gideon Mapunda (OFMConv.), Secretário da Custódia. -
Inicia amanhã, 24, em Salvador, o Capítulo Nacional da Ordem Franciscana Secular
Acontecerá, de 24 a 26 de agosto, o Capítulo Nacional da Ordem Franciscana Secular (OFS) no Centro de Treinamento de Líderes (CTL) da Arquidiocese de São Salvador, na capital baiana. O encontro, que conta com a participação dos representantes dos Regionais da OFS, tem como objetivo a caminhada dos últimos três anos e eleger o novo Conselho para o triênio 2018-2021. O capítulo será iniciado amanhã, às 07h, com a celebração Presidida pelo Frei Liomar Pereira da Silva (OFMCap), o Ministro Provincial da Província Nossa Senhora da Piedade, que atua nos estados da Bahia e Sergipe e que são exatamente as unidades federativas que integram o Regional Nordeste B3 da OFS, os anfitriões do evento. Os irmãos e as irmãs do Nordeste B3 têm preparado, há mais de um ano, a infraestrutura da Assembleia Nacional Eletiva, internamente chamada de Capítulo Nacional Eletivo. Estarão presentes dois representantes do Conselho Internacional da OFS, um frade representante do Ministro Internacional e um Frade Assistente Internacional. Integrarão o capítulo cerca de oitenta membros da OFS que irão avaliar o relatório do Conselho cessante. Além disso, conforme afirma o Ministro Nacional, Vanderlei Suélio, o evento também será uma oportunidade “para discutir os caminhos e o protagonismo dos Franciscanos Seculares diante das dificuldades do Brasil e do mundo atual em conformidade com o que pede o Papa Francisco, para uma Igreja em saída e atenta à fraternidade local”, explicou ele. Ainda será momento de tratar dos preparativos da comemoração dos 800 anos da primeira Regra e Vida aprovada pela Igreja para a OFS. Serão eleitos nesse capítulo o Ministro Nacional, o Vice-Ministro, o Coordenador de Formação, o Tesoureiro, o Secretário, o Assessor Jurídico e os quatro Coordenadores de Área (já que o Brasil é divido em quatro áreas pelos franciscanos seculares devido às suas dimensões continentais). O Capítulo poderá eleger o Coordenador Nacional de Comunicação ou liberar para a posterior indicação do novo Conselho, juntamente com o Coordenador do Serviço de Enfermos e Idosos (SEI) e a Coordenação do Serviço de Justiça, Paz e Integridade da Criação. Ainda fazem parte do Conselho Nacional, os Assistente Espirituais, indicados pelos províncias de cada obediência dos frades da Primeira Ordem e da Terceira Ordem Regular (TOR). Fonte: OFS. -
Inicia hoje em Dublim, na Irlanda, o Encontro Mundial das Famílias 2018
Inicia hoje, 21, em Dublin, na Irlanda, o Encontro Mundial das Famílias 2018. O tema da 9ª edição do Encontro Mundial das Famílias está centrado na exortação apostólica pós-sinodal Amores Laetitia, do Papa Francisco, “O Evangelho da Família, alegria para o mundo”. A cerimônia de abertura acontecerá, simultaneamente, nas 26 dioceses irlandesas, a partir das 19 horas no horário local. O tema será aprofundado ao longo dos três dias de congresso por meio de palestras, debates, testemunhos, além de atividades para crianças e jovens. Cardeais, teólogos, religiosos e leigos estão encarregados de conduzir as atividades, que irá percorrer os mais diversos tópicos do documento papal, abordando desde a preparação para o matrimônio nas paróquias até a espiritualidade da família. Em Dublin, a celebração da Oração da Noite será no centro de convenções RDS, onde também acontecerá o Congresso Pastoral entre quarta e sexta-feira. A celebração tem caráter ecumênico e todas as igrejas cristãs do país foram convidadas a tocar os sinos para marcar o início das atividades. Foram três anos de preparação, desde que a cidade foi anunciada como sede do encontro durante missa presidida pelo Papa Francisco no encerramento da edição anterior, em Filadélfia, Estados Unidos. Depois de comissões serem formadas, reuniões e mais reuniões organizadas, milhares de voluntários recrutados e logística definida, a capital da Irlanda se torna por seis dias, a partir de hoje, o centro das atenções da Igreja Católica em todo o mundo. O encontro será encerrado no domingo, 26, com a participação do Papa Francisco. Na parte da manhã a oração do Angelus no Santuário de Knock e na parte da tarde o Santo Padre preside a Eucaristia de encerramento no Phoenix Park, onde são esperadas 500 mil pessoas. No final da celebração será anunciada a sede do próximo Encontro Mundial. Fonte: Vatican News. -
Inicia hoje, 27, o 85º Capítulo Geral da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos
De hoje, 27 de agosto, a 16 de setembro, será celebrado na Sede Internacional do Colégio São Lourenço de Bríndisi, em Roma, pela Ordem dos Frades Menores Capuchinhos (OFMCap), o 85º Capítulo Geral em que serão eleitos o novo Ministro Geral e os integrantes de seu conselho. Os 188 capitulares que representam todas as circunscrições da Ordem participarão. Também estarão presentes 48 oficiais e coadjutores, responsáveis por diversos serviços. Na primeira semana, está prevista na programação do Capítulo, a audição dos relatórios, em particular, sobre a saída do Ministro Geral, Frei Mauro Jöhri, que irá esclarecer aos participantes do encontro. Além disso, também será apresentado pelo Tesoureiro Geral a situação econômica da Ordem. A eleição do novo Ministro Geral está marcada para o dia 3 de setembro. Nos dias seguintes, o projeto da Ratio Formationis será objeto de reflexão e discussão pelos Capitulares, que será quando os Conselheiros Gerais serão eleitos. Também é esperado que em 08 de setembro seja realizada a tradicional Peregrinação dos Capitulares a Assis, que conta com uma audiência com o Papa Francisco no Vaticano em 14 de setembro. Os eventos do capítulo serão acompanhados pelo Escritório de Comunicação dos Capuchinhos, que noticiará o trabalho do Capítulo, passo a passo, com textos informativos, fotos e vídeos que podem ser acessados no site: www.capitulum2018.ofmcap.org ou usando o aplicativo OFMCap Order, compatível com as plataformas Android, Apple iOS e Windows. Logo do capítulo. Traduzido e adaptado de: OFMConv.net. -
Irmão e Irmã: o encontro de Francisco com uma mulher feita de amor
Agosto nos traz sempre de novo a figura de uma mulher de Assis, Clara, companheira de Francisco e que será relembrada, segundo o calendário franciscano, no dia 11 deste mês. Eis algumas reflexões sobre ele e ela e aquilo que eles continuam a nos dizer. Com toda certeza, Francisco e Clara, da cidade de Assis não podem ser separados. Os dois nasceram para um mundo novo a partir de uma comum inspiração: ambos arrebatados por Cristo pequeno, amoroso, bondade. Christian Bobin, fecundo escritor francês, poeta em cada linha que escreve, foi vigorosamente aplaudido com o seu “Le Très Bas”, uma ode de amor a Francisco de Assis. Traduzimos uma página da peça estelar de Bobin em que escreve sobre os laços que uniam Francisco e Clara. Em sua imitação ingênua e quase obcecada das Escrituras, Francisco de Assis não podia evitar este encontro com uma mulher feita de amor, sua irmã, seu dublê. Nada dizer a respeito dela senão que os dois se completam como duas colunas que sustentam os arcos de uma abóboda, passando de um para o outro todos os matizes do amor, todas as cores do sonho. A respeito dela pouco se pode acrescentar além do que se diz com essa simples palavra Clara. Seu nome revela o que ela é e o que dela emana: Clara. Clareira, caminho claro, clarividente, relâmpago, limpidez. Todas estas palavras impregnam seu nome, todas essas luzes dela proveem; mocinha de dezesseis anos que os pais se preocupam em dar-lhe casamento, mocinha igual aquelas que encontramos em tantas canções francesas, pássaro rebelde que não quer aprender a música que lhe ensinam, pardal que prefere saltitar pelos caminhos batidos pela chuva, do que se colocar sob as folhas de uma única árvore, de “alta linhagem”. Que queres fazer mais tarde? Muitas vezes fazemos esta pergunta a crianças que não sabem o que quer dizer “mais tarde”, que conhecem apenas o presente e no presente a presença maravilhosa do todo. Com quem você quer se casar mais tarde? pergunta-se àquela cuja beleza inquieta e preocupa. Que o casamento venha, pois, ser um coroamento de uma tal beleza. Mas aquele que ela deseja desposar não está presente e nem estará. Não está perto nem alhures. Está na alturas e no mais baixo, longe e perto… ele é e não é. Como nas histórias das antigas cantigas, a moça deixa a casa dos pais no meio da noite, passa por um porta camuflada, atravancada por pedaços de lenha, afasta galho por galho com suas mãos, sai correndo sob a noite estrelada até aquele havia projetado o rapto, o rei do coração, o príncipe da fuga, Francisco Assis. Eles amam do mesmo amor, são feitos para se entenderem, ébrios do mesmo vinho. Ela troca sua veste cintilante por uma indumentária de gente simples, feita de lã e ei-los anos a fio separados e juntos, ele prendendo nas redes de sua voz os pássaros do céus, os animais dos campos e os homens das cidades e ela atraindo para as redes de Deus moças cada vez mais numerosas, cada vez mais bonitas. Dois caçadores clandestinos. Dois nômades nas invisíveis propriedades de Deus. Separados como antigamente acontecia nas escolas. Os meninos de um lado e as meninas do outro. Ela, do lado das meninas; ele, do lado dos meninos. Separados nas aparências e nos lugares. Reunidos pelos intermináveis diálogos das almas, por esse encantamento de ter encontrado um interlocutor privilegiado, aquele ou aquela que compreende tudo, mesmo os silêncios, mesmo o que não se saberia dizer para si mesmo no silêncio, o irmão, a irmã sem os quais o tempo passado na terra não seria mais do que tempo, nada de outra coisa. A legenda que sempre diz a verdade para além das provas históricas, que está no sangue das almas, diz que um dia em que Francisco visitava Clara e suas irmãs em seu convento, irrompeu um incêndio, visto de vários lugares da redondeza. A população de Assis que acorreu para apagá-lo, não viu chama alguma, fogo nenhum, apenas Francisco e Clara em torno de uma frugalíssima refeição e uma imensa claridade entre os dois, que não arrefecia. Santa Clara e São Francisco, dois irmãos que decidiram seguir juntos a radicalidade do batismo. Ele morrerá antes dela. Isso não tem a menor importância. O amor desde sua vinda, desde seu primeiro frêmito, aboliu os antigos decretos do tempo, suprimiu as distinções de antes e de depois mantendo apenas o hoje eterno dos vivos, o hoje amoroso do amor. Fontes: Franciscanos via Christian Bobin, “Le Très-Bas”, Gallimard, p. 101-104. Autor: Frei Almir Guimarães. -
IV Congresso Vocacional do Brasil acontecerá em reflexão ao Sínodo dos Jovens
Acontecerá, na cidade de Aparecida (SP), entre os dias 05 a 08 de setembro do ano que vem, o IV Congresso Vocacional do Brasil. O evento tem como tema “Vocação e discernimento” e segue o lema “mostra-me, Senhor, os teus caminhos!” (Sl 25,4) e será realizado acompanhando as reflexões alavancadas pela temática da XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, o Sínodo dos Jovens. A abordagem do Congresso foi proposta pela Comissão para os Ministérios Ordenados e Vida Consagrada (CMOVC), em parceria com outras instituições, como a Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB Nacional) e o Instituto de Vida Pastoral (IPV). Ao conclamar o Sínodo sobre a Juventude, o Papa Francisco lançou um apelo à Pastoral Vocacional para que seja formadora de “guias especializados” que saibam acompanhar os jovens desta nova geração. Jovens marcados pelos desafios e belezas desta “mudança de época”. Para responder a esse apelo, será de fundamental importância que o tempo de preparação do IV Congresso Vocacional seja marcado por uma mudança profunda de mentalidade e ação nos animadores e animadoras vocacionais: passar do recrutamento de agentes sociais a verdadeiros discípulos de Jesus, mediante a pastoral do encontro com o Senhor. Sendo necessário o contínuo movimento de descida ao complexo chão da realidade, onde a “experiência de fé cristã se encontra hoje em uma espécie de estado generalizado de busca e recomeço”, como afirma o documento sobre a Iniciação Cristã em seu número 52. Descer à realidade para “ver e escutar” a pluralidade das juventudes no contexto atual e escutar o grito que nasce no coração dos jovens que não suportam as injustiças e não desejam inclinar-se à cultura do descarte, nem ceder à globalização da indiferença. Fonte: CRB Nacional. Autora original: Ir. Clotilde Prates de Azevedo (ap), Assessora Executiva CRB Nacional. -
Já estão programados em Juruá, o Novenário e a Solenidade de São Francisco
De 25 de setembro a 04 de outubro, será celebrado na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Juruá (AM), o Novenário e a Solenidade de São Francisco de Assis. A celebração terá como tema “Como São Francisco queremos viver nossa missão de batizados”. A novena será iniciada na terça-feira, 25, a partir das 18h com uma passeata partindo da Comunidade de São Francisco. As Santas Missas serão celebradas às 19h (com exceção do domingo, 30, que acontece a partir das 19h30) e, logo após, terá o Arraial que acontecerá todos os dias, com barraquinhas de comidas típicas e brincadeiras. No dia 03 de outubro, será dado o início ao trânsito de São Francisco. E no dia seguinte, o último da solenidade, será realizada a Bênção dos Animais às 09h, em que os fiéis e as fiéis poderão levar seus bichinhos de estimação para serem abençoados. Às 10h, será celebrada a Santa Missa na Comunidade São Francisco, acompanhada da realização de batismos. Mais tarde, às 18h, acontecerá a procissão que tem como ponto de partida a Igreja Matriz, com a celebração da Eucaristia em seguida. A solenidade será encerrada com o Arraial. Ajude a Missão: Fundo Missionário ou Missão Kolbe Banco do Brasil Agência: 0452-9 Conta Corrente: 35820-7 CNPJ: 02501906/0001-15 Leia mais sobre a Missão Amazônia aqui. -
Jornada Teológica 2018: um resumo de tudo o que aconteceu durante os três dias de estudo
Foi realizado entre os dias 17 e 19 deste mês no Auditório do Instituto São Boaventura (ISB), em Brasília, a Jornada Teológica 2018. O evento tem como público-alvo os religiosos, religiosas e outros interessados e interessadas em teologia. A conferencista desta edição foi o Dr. Pe. Johan Konings (S.J), especialista em exegese bíblica. Foram conferenciados dois temas em três dias de palestra. Na segunda-feira, 17, a Jornada foi iniciada logo pela manhã, quando o Dr. Pe. Johan introduziu os participantes e as participantes, dentre religiosos, leigos e leigas, à temática “O Evangelho Do Discípulo Amado”. Durante as suas explanações, Johan evidenciou como São João conhecia as escrituras, sempre relacionando os sinais de Jesus às antigas profecias. Ainda na segunda, por volta das 18h40, na Capela São Francisco de Assis, foi celebrada uma Santa Missa em ação de graças à Festa da Impressão das Chagas do Seráfico Pai. A Eucaristia foi presidida pelo Ministro Provincial, Frei Marcelo Veronez (OFMConv), sendo co-presidida pelos Freis Luís Felipe Marques (OFMConv), Rafael Normando (OFMConv) e Givaldo Batista (OFMConv). Em sua homilia, o provincial relembrou o significado da Santa Cruz (saiba mais aqui) como um símbolo de fraqueza, mas também de vitória nos estigmas do Pobrezinho de Assis (como havíamos noticiado aqui). Santa Missa celebrada pelo provincial no primeiro dia da Jornada. Continuando na terça-feira, 18, o Dr. Pe Johan propôs uma análise sobre que estava sendo meditado desde o dia anterior. Desta vez, o especialista em exegese bíblica buscou focar as discussões na interpretação do evangelista do que Jesus queria dizer em suas palavras e em seus atos, demonstrando como cada palavra de São João continha muitas mensagens recheadas de ricos significados. Assim, ele destacou como o discípulo amado deixou claro os sinais de que Jesus esteve sempre acompanhado de Deus em suas atitudes. À noite, todos e todas participaram de uma Santa Missa na Capela São Francisco de Assis. O Dr. Pe. Johan presidiu a Eucaristia e, em sua homilia, relacionou a sabedoria de São José de Copertino, o santo franciscano do dia (como havíamos publicado aqui), com a sabedoria de Jesus que, diferentemente dos sábios de sua época, não oprimia os leigos e, em humildade, se fez menor e falou do amor cristão, “meu julgo é suave, meu peso é leve. Exatamente o são porque são o peso do amor”, explicou. O último dia da Jornada, na quarta-feira, 18, aconteceu no período da noite, a partir das 19h30. Em sua última conferência, o Dr. Pe. Johan palestrou sobre o tema “O antigo que é novo”, ratificando que Jesus, segundo o evangelista São João, não trouxe novas leis que deslegitimassem o Judaísmo, mas buscou elucidar o mandamento maior em sua boa nova: amai ao próximo como a ti mesmo e a Deus sobre todas as coisas. Confira todas as fotos na galeria! Veja a entrevista com o palestrante logo abaixo! -
Jovens da Custódia Provincial São Boaventura, em São Luís, participaram de Retiro Espiritual
Na abertura do segundo semestre do ano formativo da Custódia Provincial de São Boaventura, em São Luís (MA), no dia 08 de agosto, os formandos puderam participar de um retiro espiritual na Casa de Retiros Imaculada. O encontro teve como tema “A fraternidade em Francisco de Assis" e foi coordenado pelo Frei Gleison Silva Conceição (OFMConv). O retiro teve momentos de partilha fraterna, oração, adoração eucarística, leitura de textos franciscanos, confissão e, finalmente, a celebração da Santa Missa. O coordenador do retiro teve a consciência clara da necessidade de realizarem momentos de intensa espiritualidade, coparticipação e vida fraterna, o que é de vital importância para a formação do candidato ao postulantado. A Palavra de Deus lida, meditada e estudada, pessoal e comunitariamente, sobretudo através da Lectio Divina e da devota celebração da Liturgia das Horas, deve nutrir a oração, a espiritualidade e a vida em grupo do futuro frade. Também é importante que nestas celebrações se cultive um profundo sentimento em relação ao sagrado. Na vida espiritual, ao mesmo tempo, o candidato deve adquirir a capacidade e o hábito de cultivar momentos de diálogo íntimo e pessoal com Deus, seguindo o exemplo de Jesus e sua relação filial com o Pai, de tal maneira que o aspirante possa, harmoniosamente, associar a oração litúrgica e comunitária com a vida de oração pessoal. Traduzido e adaptado de OFMConv.net. Autor origial: Frei Roberto Honorato Remédios, Animador Vocacional Custodial e Formador. Leia outras notícias sobre a Custódia São Boaventura clicando aqui. Siga a fanpage do Serviço de Animação Vocacional (SAV) da custódia no Facebook. -
Jovens do Brasil compartilham experiências efetivas no Sínodo 2018
Está sendo realizado no Vaticano, desde o dia 03 e até o dia 28 deste mês, a XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, o Sínodo 2018 que tem como tema “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”. Ao iniciar a terceira e conclusiva fase do Sínodo dos Jovens, direcionada à ação, também começam a ser alinhavadas as orientações concretas em vista de um trabalho mais efetivo em relação à juventude. Uma etapa que não é considerada fácil para os padres Sinodais devido às diferentes realidades dos jovens no mundo e às diversas maneiras de se trabalhar com eles. Dom Eduardo Pinheiro, Bispo de Jaboticabal (SP) e ex-presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB, que participa da Assembleia que começou no início de outubro, aborda a experiência brasileira nesta etapa do Sínodo, “No nosso país, enquanto trabalhamos com juventude, nós trazemos esse empenho e esforço para que a ela não seja uma opção somente afetiva, mas efetiva. São referenciais, documentos, experiências missionárias, falando da vocação e da evangelização da juventude; uma das grandes contribuições é de um jovem concretizado na sua realidade, na sua dor e no sofrimento que uma grande parte passa, no mundo todo, que não é só brasileira. Dificuldades da fome, do desemprego e, atualmente, a grande pressão social e cultural. E a Igreja do Brasil tem dado tentativa de respostas efetivas à juventude para repercutir nas dioceses, lá na base”, explicou o prelado. Dom Eduardo também afirma que, apesar do esforço da Igreja em falar aos tempos atuais através dos jovens, ela não sabe dar todas as respostas. Porém, a Igreja, acrescenta o bispo brasileiro, “já fez a opção pela juventude no seu coração e na maneira de perceber como é fundamental abraçar essa causa para que o Evangelho seja entendido na realidade atual e para o próprio dinamismo da Igreja que precisa se atualizar”, explicou ele. Fonte: Vatican News. -
Jovens e redes sociais: apenas 4% compartilham conteúdos católicos
Foram apresentados na Universidade Gregoriana os resultados do “Global social listening study”, um estudo sobre a relação entre os jovens, redes sociais e religião. Apenas 4% dos jovens compartilha nas redes os conteúdos sobre a fé católica. O Brasil é o país com o maior número de jovens, mais de 5 milhões, com interesse pela religião. “Começamos este estudo – conta Jesus Colina, diretor editorial do site Aleteia, para compreender como os jovens estão vivendo a religião nos dias de hoje. Mas para entendê-los, precisávamos de informações reais. E como os jovens estão com frequência nas redes sociais, recolhemos os dados justamente desta fonte: de seus perfis no Facebook e Instagram em todo o mundo”, explicou ele. As duas pesquisas foram realizadas pela rede de informações católicas Aleteia, em colaboração com a Universidade Saint Mary’s de Londres e a Universidade Ramon Llull de Barcelona. As informações da primeira pesquisa, “A fé dos jovens e seus influencers nas redes sociais”, foram coletadas em 2017. “Foram levados em consideração – explica Jesus Colina – os dados estatísticos e não as informações pessoais de cerca de 540 milhões de perfis no Facebook e Instagram de jovens entre 18 e 25 anos”, contou Jesus. "Os jovens – acrescenta ele – são provenientes de todas as partes do mundo, com exceção de Cuba, Venezuela, Bolívia, Irã, Sudão, Egito e Congo. Por falta de dados disponíveis”, completou Jesus. Os resultados foram encaminhados para os bispos, por ocasião do Sínodo dos Jovens, para que possam compreender melhor a realidade atual da juventude e, assim, elaborar um plano de trabalho de evangelização mais específico. Do estudo sobressai que apenas 4% dos jovens compartilha conteúdos relativos à fé católica nas redes sociais. Em geral, de fato, os jovens nas redes sociais procuram entretenimento e gêneros de consumo, para compartilhar interesses e serem reconhecidos pelos outros. Aqueles que estão interessados em religião geralmente têm um nível de estudos superior aos outros e interesses sociais e culturais. Brasil, primeiro lugar nas redes sociais Segundo o estudo, o Brasil é o país com o maior número de jovens: mais de 5 milhões com interesse pela religião. Em seguida, vêm as Filipinas com 2 milhões, a Índia com 1 milhão, os Estados Unidos e o Peru com 900 mil e a Itália com 700 mil. Os EUA surpreendem em aparecer nesta posição porque, embora tenham um número elevado em termos absolutos, apenas 2,5% dos jovens se interessam pela religião na internet. Também surpreende constatar o grande interesse do Vietnã (4% dos jovens), pois é um país comunista. Segundo Miriam Diez Bosh, professora na Universidade Ramon Llull de Barcelona, “considerando que quase a metade das redes sociais encontram-se em países com maioria cristã, elas tornam-se potencialmente o primeiro espaço que a Igreja pode entrar em contato com os jovens e por isso deve ser aproveitado”, afirmou ela. Papa o primeiro entre os interessados em religião Para entender os jovens, é preciso saber quem são seus influencers. Com isso pode-se entender quais sejam os valores aos quais eles dão importância. Entre os principais, estão os do mundo do espetáculo e entretenimento em geral. Porém, o Papa Francisco é o primeiro entre os jovens interessados pela religião. "Inútil pensar em superá-los, mas nos aproveitar destes, ou seja, influenciar os influencers, para que sejam porta-voz da realidade de fé e religião", afirma a professora Miriam Bosh. O estudo revela que o interesse dos jovens pelas redes sociais vai além dos limites geográficos e, geralmente, se concentram no entretenimento (música, televisão, videogames, esporte) e em grifes de bens de consumo. Este materialismo, combinado com a fragilidade das relações, mostra que a geração dos jovens de hoje, ao contrário da precedente, não tem pontos de referência na vida. “A vida dos jovens nas redes sociais – declarou Jesus Colina – parece mais uma barca a vela, que precisa encontrar ventos favoráveis para ir adiante, sem saber exatamente qual seja o seu destino”. Fonte: Vatican News. Foto: www.dnpj.pt -
Juventude da Milícia da Imaculada (JMI) realizou no último sábado (20) o Altos Papos sobre Namoro Santo
Foi realizado neste sábado (20), no Convento e Santuário Jardim da Imaculada, na Cidade Ocidental (GO), o Altos Papos da Juventude da Milícia da Imaculada (JMI) sobre Namoro Santo. O encontro foi um momento de reflexão e também uma roda de debates em que cerca de 50 participantes, entre jovens meninos e meninas, puderam conversar e tirar as suas dúvidas sobre como ter um relacionamento aos olhos de Deus. Iniciando às 18h, com a apresentação da Banda Missão Lugar Seguro, o Altos Papos foi organizado pelos coordenadores nacionais da JMI, Érica Maria, Lucas Pessoa e Sanches Macedo, sendo assessorados pelo Frei Marcos Veríssimo (OFMConv). O Frei Antônio dos Santos (OFMConv) e o jovem Sanches foram os apresentadores e mediadores do encontro. A psicóloga clínica Natália Lima apresentou uma conferência sobre a “Logoterapia”, segundo a fundamentação do psiquiatra Viktor Frankl. Já o Frei Maykon Anderson (OFMConv) falou sobre a “Teologia do Corpo” de São João Paulo II. Ambos os palestrantes trataram das temáticas a partir do ponto central do encontro. O presidente da Milícia da Imaculada (MI), Marcelo Meneses, também esteve presente e falou aos participantes os incentivando ao debate sobre o relacionamento santo. O encontro foi uma iniciativa do Assistente Regional Provincial da MI, o Frei Amilton Leandro (OFMConv). -
Língua portuguesa, pela prima vez, é língua oficial do Sínodo
Desde o dia 03 até o dia 28 deste mês, acontece no Vaticano a XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, também chamado de Sínodo dos Jovens já que esta faixa etária da população é tratada em sua temática, “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”. Uma assembleia longamente preparada com antecedência e em que os jovens e as jovens de todo o mundo foram escutadas mediante pesquisas e questionários online. Aconteceram também as reuniões deste público com o Santo Padre, ocasião em que manifestaram as suas inquietações, como contou Dom Zeferino Zeca Martins, Arcebispo do Huambo, em Angola, à equipe do Vatican News, “Língua portuguesa, pela prima vez, é língua oficial do Sínodo”. Também os jovens de Angola prepararam com interesse o Sínodo e desejam que a Igreja os ajude a construir famílias sólidas, onde os filhos recebem valores morais, culturais e espirituais. “Depois dos longos anos de guerra civil que se seguiu à independência, foi-se criando um vazio existencial. E agora pagamos uma cara fatura de tudo isto com a corrupção e outros contra-valores que foram vividos naqueles anos como algo normal”, ressalta o prelado angolano. Os jovens clamam agora para que este Sínodo tenha uma palavra também para eles, diz D. Zeferino, que manifesta a esperança de que as coisas possam melhorar pois a Angola e o Moçambique serão capazes de empreender outro caminho. Em Angola, após um triénio dedicado à família, vive-se agora o triénio 2018–2020 consagrado à juventude. Fontes: Canção Nova e Vatican News. -
Medellin 1968: quando a Igreja virou fonte
O ano de 1968 marcou a história da humanidade. Na Europa, acontecia a grande revolução cultural que mudou os padrões de vida do mundo ocidental e reforçou a importância das jovens gerações. No Brasil, viviam-se os tempos sombrios da ditadura militar e do Ato Institucional número 5. Para a Igreja, no entanto, o mesmo ano foi marco de um grande acontecimento: a II Conferência dos bispos de todo o continente em Medellín, Colômbia. Após o Concílio Vaticano II, que trouxe um sopro de abertura e renovação para toda a Igreja, a América Latina queria relê-lo e implantá-lo no seu contexto. E foi isso que fez em Medellín. Concebeu um novo horizonte em sua autocompreensão e em sua ação pastoral. Deixou de olhar para dentro de suas fronteiras e voltou sua atenção para a realidade na qual estava imersa e situada. Ao olhar em volta e mergulhar a atenção na realidade, os bispos viram uma desigualdade gritante entre ricos e pobres e uma opressão e violência institucionalizadas. Constataram que o maior continente cristão do mundo era igualmente aquele que abrigava o maior nível de injustiça. O clamor das vítimas desse estado de coisas se fazia ouvir e chegava ao coração dos pastores. Foi assim que a Conferência de Medellín se comprometeu a estabelecer novas prioridades para seu trabalho pastoral, guiada pelo binômio inseparável fé e justiça. Entre todos os fiéis que viviam no continente, a atenção privilegiada do trabalho pastoral deveria ser direcionada para os mais pobres. Uma opção preferencial deveria ser feita por eles. Uma vez estabelecida essa diretriz maior, outros compromissos foram estabelecidos. Para pensar a fé a partir de uma atenção privilegiada aos pobres, havia que criar um novo modo de fazer teologia. Nascia ali o embrião da que depois foi chamada de “Teologia da Libertação”. As teorias do desenvolvimento ganhavam força naquele período, mas a Igreja escolhia o termo “libertação” por acreditar ser mais profundo e acertado que o primeiro. A articulação das comunidades de uma Igreja que assim se concebia ia acontecendo nas bases. Pequenos grupos de pessoas se reuniam em torno da Palavra de Deus, aplicando-a para sua vida de cada dia. Esse movimento cresceu e se espalhou por todo o continente, trazendo ar fresco e vida nova para aqueles que encontravam no Evangelho sua maior esperança. Os bispos em Medellín acolheram com alegria essa “eclesiogênese” e se dispuseram a acompanhá-la com carinho. A pergunta lançada pelas conclusões da II Conferência era: o que significa ser cristão em um continente de pobres e oprimidos? Significou para muitos não apenas ajudar os pobres, mas partilhar com eles, em alguma medida, os efeitos dolorosos da injustiça e da opressão. Implicou fazer mudanças profundas em suas próprias vidas para serem fiéis a este propósito. Falar a língua das culturas indígenas e nativas, valorizando suas tradições, rituais e modos de culto. Integrar essas culturas como parte constitutiva do discurso e da prática eclesial. Hoje, 50 anos depois, importa celebrar esse grande acontecimento e continuar a pôr em prática tudo que com ele foi vivido e aprendido. Em Medellín, a Igreja latino-americana deixou de autocompreender-se como réplica da Europa. Em palavras do eminente e saudoso jesuíta brasileiro Henrique de Lima Vaz, era preciso deixar de ser uma Igreja-reflexo e passar a ser uma Igreja-fonte. E assim o disseram os bispos reunidos em 1968. A Igreja do continente assumia sua vocação e destino de ser fonte de um novo modelo eclesial. Em um mundo globalizado como o nosso hoje, as intuições proféticas de Medellín continuam válidas e inspiradoras. Para anunciar a alegria do Evangelho, é preciso encarnar-se nos contextos e culturas para conhecê-los a partir de dentro. No entanto, esse mesmo processo de encarnação obriga a sair para fora do já conhecido e dos limites interinstitucionais O pontificado do Papa Francisco confirma toda essa trajetória eclesial que festeja cinco décadas. A Igreja em saída por ele proposta é a confirmação das prioridades de Medellín e a garantia de que hoje é preciso continuar a pisar os caminhos ali abertos. Fonte: CRB Nacional. -
Mês vocacional: compreenda o que é a vocação
Desde 1981, quando, há 37 anos, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) instituiu agosto como o mês vocacional, toda a Igreja no Brasil se dedica a rezar por uma determinada vocação a cada domingo deste mês. Entretanto, muitas vezes esta palavra – vocação – pode ser ligada somente à vida religiosa e logo pensamos em padres, freiras e acabamos por nos esquecer que Deus chama a todos, sem exceção, à uma vocação. O significado da palavra vocação é bastante amplo e tem sua origem no verbo latino vocare, que significa “chamar ou chamamento”. No âmbito religioso, trata-se de um chamado que provém da boca Daquele que tudo criou pela força de sua Palavra: Deus. Portanto, compreender a vocação como um dom é reconhecer que, em todas as circunstâncias, Deus nos chama a viver e realizar o seu projeto de amor. Assim, podemos compreender que vocação é dizer “sim" a Deus, à missão pela qual ele chamou a cada um de nós. Fazemos isso pela fé, por descobrir o próprio lugar no mundo, na Igreja de hoje e no serviço aos irmãos. Para descobrir bem este projeto de Deus se faz necessário fazer um discernimento. Discernimento Vocacional Diante dos muitos caminhos vocacionais aos quais a vida cristã nos chama a percorrer, é importante que os jovens e as jovens católicas façam um discernimento para se compreender a sua missão. Tendo em vista que, no início da juventude nem sempre se tem clara esta opção, faz-se necessário conhecer as missões a serem trilhadas. A palavra discernimento significa “colocar à parte, dividir ou separar; é conhecer ou ver distintamente entre duas ou mais coisas”. É importante que o discernimento não seja feito sozinho, faz-se necessário deixar-se ajudar por um guia espiritual ou orientador vocacional, isto é: uma pessoa com mais experiência de vida e caminhada de fé. A partir do diálogo com essa pessoa, é possível perceber melhor na própria experiência de vida e de fé os sinais de Deus. Sinais estes que se revelam por meio de acontecimentos concretos do cotidiano, de situações sociais e eclesiais que levam a pessoa a dar uma resposta, colocando-se livremente à disposição de Deus para fazer algo que corresponda ao seu projeto. Algumas perguntas para ajudar no seu discernimento: o que desejo para minha vida; quais são as dúvidas mais constantes em relação à minha escolha vocacional; Vocações Não somente à vocação religiosa os católicos são chamados. Conheça a seguir as diferentes vocações: Vocação fundamental: chamado à vida A vocação à vida é o chamado que precede todos os demais. Deus, em seu infinito amor, modelou o homem e a mulher à sua imagem e semelhança, os chamou à vida, para que, na liberdade de filhos e filhas, fossem continuadores da sua criação. O ser humano, ao ter consciência de que toda a vida é dom de Deus, é chamado a ser corresponsável pela promoção da vida e a corresponder a esse convite desenvolvendo-se na relação consigo mesmo, com os outros, com o mundo e com o próprio Deus. Vocação cristã Pelo Batismo toda pessoa recebe, pela fé de seus pais e padrinhos, seu segundo chamado: o de ser cristão. À medida que a pessoa cresce e toma conhecimento da própria fé, aos poucos assume uma identidade que a caracteriza como seguidora do próprio Cristo. Consequentemente, a pessoa é chamada a aderir à missão de Jesus, para ser sinal do Reino e comunicação da Boa-Nova do Evangelho. Cada pessoa vive e realiza a vocação cristã na família, na sociedade e na comunidade eclesial à qual pertence. O Batismo é considerado fonte de todas as vocações, porque é a partir dele que o cristão viverá uma vocação específica que pode ser: a vocação à vida matrimonial, a vocação à vida religiosa consagrada, a vocação à vida sacerdotal e a vocação do cristão leigo. Vocação à vida matrimonial É a vocação do amor que se realiza na relação entre o homem e a mulher. No amor de Deus, o casal é chamado a edificar o amor conjugal para formarem uma família. Constituem, assim, uma íntima comunidade de vida para realizarem a missão da maternidade e da paternidade, onde o lar se torna uma pequena Igreja na qual se vive, partilha e transmite os valores humanos e cristãos. A família é o berço de todas as vocações. Vocação à vida consagrada A vida religiosa consagrada é uma vocação para homens e mulheres que se sentem chamados por Deus para viver a radicalidade de seu Batismo, dedicando toda a sua vida, seu tempo, suas forças e capacidades para o serviço aos irmãos, diante das mais variadas necessidades do ser humano, hoje. Vivendo em comunidade, têm como primeira regra a vivência do Evangelho, testemunhando o amor fraterno. Propõem-se a seguir Jesus Cristo, assumindo seu modo de viver casto, pobre e obediente, assumindo com liberdade este estilo de vida, para, assim, estarem disponíveis a realizar uma missão na Igreja e na sociedade atual, segundo um carisma específico. Vocação à vida sacerdotal A vocação à vida sacerdotal é voltada aos homens que sentem o chamado a serem continuadores da missão de Cristo, recebendo o sacramento da ordem, a fim de se colocarem totalmente a serviço do povo de Deus. A missão do sacerdote tem como inspiração a imagem de Jesus Bom Pastor que dá a vida por suas ovelhas para orientá-las, introduzi-las e animá-las na vida da fé e da comunidade. O padre também tem a missão de denunciar as injustiças, os falsos valores, para favorecer a vida nas suas mais diversas dimensões. Vocação do cristão leigo Todo cristão leigo casado ou solteiro vive e corresponde à sua vocação sendo sinal de Cristo e do seu Evangelho no meio do mundo. Podem desempenhar atividades diversas na Igreja e no mundo, sejam elas no âmbito da educação, da política, da comunicação social, do comércio, da arte etc. Independentemente da missão que vive e realiza, ele é também chamado a trilhar um caminho de desenvolvimento humano e de santificação pessoal no meio da família e da sociedade. Confira no vídeo os testemunhos daqueles que aceitaram o chamado de Deus. Saiba mais sobre o Mês Vocacional aqui e aqui. Fontes: CNBB, CRB Nacional, Deus Está No Ar e Irmãs Paulinas.