Franciscano

  • Acontecerá em Brasília, de 24 a 28 de setembro, o Encontro Sobre a Formação Missionária nos Seminários
    De 24 a 28 de setembro, em Brasília (DF), bispos, responsáveis pela formação presbiteral, coordenadores diocesanos de pastoral e membros dos Conselhos Missionários de Seminaristas poderão participar do Encontro Sobre a Formação Missionária nos Seminários, que será uma oportunidade para aprofundar a formação presbiteral à luz da missão. A missionariedade no processo de formação dos futuros padres é o eixo central do primeiro encontro que abordará as novas diretrizes para a formação dos presbíteros, aprovado na última Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O evento é promovido pela Comissão para a Ação Missionária da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em parceria com a Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da entidade, juntamente com a Organização dos Seminários e Institutos Filosófico-Teológicos do Brasil (Osib), o Centro Cultural Missionário (CCM) e as Pontifícias Obras Missionárias (POM). De acordo com o comunicado divulgado pelos presidentes das Comissões, a iniciativa procura responder a uma demanda de vários segmentos das Igrejas locais, em vista da formação de um presbitério que possa ajudar no processo de colocar as dioceses “em estado permanente de missão, na perspectiva da missão universal”, a partir das Diretrizes para a Formação dos Presbíteros da Igreja no Brasil, atualizadas na última Assembleia da CNBB. O encontro contará com assessoria de Dom Jaime Spengler, arcebispo de Porto Alegre (RS) e presidente da Comissão para os Ministérios Ordenados da CNBB, e de dom Leomar Antônio Brustolin, bispo auxiliar de Porto Alegre e membro da Comissão Pastoral para a Doutrina da Fé da CNBB. A metodologia escolhida para o evento consiste em duas sessões, de manhã, de exposições e debates. Duas sessões, à tarde, de oficinas, grupo de estudo, partilha de experiências missionárias, amarração e sínteses.   Fonte: CNBB.
  • Aconteceu em Brasília, o 14º Encontro Nacional Responsáveis Diocesanos de Juventude
    Durante o feriado prolongado, entre os dias 7 e 8 de setembro, foi realizado em Brasília, o 14º Encontro Nacional Responsáveis Diocesanos de Juventude, que reuniu religiosos, religiosas, leigos e leigas adultas que trabalham com jovens. Participaram do encontro cerca de 200 pessoas vindas de todo o país e que debateram sobre o tema “A mística e eclesiologia de Papa Francisco na Evangelização da Juventude a partir do Projeto IDE”.         O assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), monsenhor Antônio Catelan, conduziu as reflexões sobre a temática do encontro. Os bispos membros da Comissão para a Juventude da CNBB também participaram das discussões.   O Sínodo dos Bispos deste ano, que tem como tema “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”, também foi abordado durante o evento. Os participantes e as participantes trabalharam temas que nortearão os debates dos padres sinodais escolhidos pelo Papa e que estarão em Roma no próximo mês. A Comissão para a Juventude da CNBB preparou vários projetos para a juventude do Brasil acompanhar o Sínodo. A Comissão ainda apresentou os cursos na modalidade de Educação a Distância (EAD) de Acompanhamento, Assessoria, Liderança e Políticas Públicas. Já são 2000 pessoas inscritas. O calendário da Pastoral Juvenil para 2019 também foi partilhado. Também durante o encontro nacional de responsáveis diocesanos, foi lançado o livro “ENCONTROS – Grupos Juvenis” da editora Edições CNBB. A publicação trabalha as 8 linhas de ação do Documento 85 da CNBB.   Saiba mais informações do encontro em: CNBB. 
  • Aconteceu o VII Encontro Vocacional Específico do ano
    No último de semana, entre os dias 15 e 16, foi realizado no Seminário Maior de Pós-Noviciado São Francisco de Assis, em Brasília (DF), o VII Encontro Vocacional Franciscano. Na ocasião, os jovens vocacionados participaram de atividades formativas, recreativas e de momentos de reflexão elaborados pelo Serviço de Animação Vocacional (SAV) da Província. No sábado, o encontro teve como objetivo proporcionar aos participantes um contato mais profundo com os princípios da vocação franciscana. E, para isso, o promotor vocacional, Frei Luís Felipe (OFMConv), trabalhou em uma partilha sobre as melhores formas de corresponder ao chamado de Deus, lidando com as alegrias e dificuldade de nosso tempo. Já no domingo, as atividades preparadas destinaram-se a 19 jovens que tiveram a oportunidade de conhecer e se aprofundar na espiritualidade franciscana. Este contato se deu por meio das conferências “O Evangelho Como Forma de Vida” e a “Perfeita Alegria”, pelo contato em fraternidade com os frades, orações e refeições comunitárias ou pelos momentos de animação e lazer. Tudo foi direcionado a auxiliar os vocacionados no discernimento vocacional daqueles que ainda hoje se sentem tocados pelo ardor evangélico do Seráfico Pai.   E você jovem, já pensou em ser franciscano? Tire suas dúvidas clicando aqui, ou entre em contato com a Serviço de Animação Vocacional (SAV) da Província ligando no telefone 3347-6859 / 3340-0476 e pelas redes sociais (aqui) ou pelo e-mail: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você precisa do JavaScript habilitado para visualizá-lo.. Saiba como foram os outros Encontros Vocacionais de 2018: III Encontro, IV Encontro e V Encontro Vocacional. Conheça também a atuação do SAV em outras cidades clicando aqui.
  • Acordo histórico entre China e Vaticano
    No sábado, 22 de setembro, em Pequim, o Vaticano e a China selaram um acordo histórico para a nomeação de nomeados pelo regime chinês durante as últimas décadas e também para um estreitamento das relações com o intuito de uma maior colaboração bilateral. O acordo, assinado pelo subsecretário para as Relações Internacionais do Vaticano, Antoine Camilleri, e o vice-chanceler chinês, Wang Chao, é a maior aproximação diplomática de que o relacionamento havia sido rompido em 1951, quando Mao Tsé-tung expulsou o núncio apostólico e os missionários católicos da República Popular. Num primeiro momento, o acordo eclesial e não político, fim de apoiar o anúncio do Evangelho na China, consiste no reconhecimento pelo Papa de 7 dos 60 bispos ordenados sem Mandato Pontifício em mais de 6 décadas: S.E. Dom Giuseppe Guo Jincai, S.E. Dom Giuseppe Huang Bingzhang, S.E. Dom Paolo Lei Shiyin, S.E. Dom Giuseppe Liu Xinhong, S.E. Dom Giuseppe Ma Yinglin, S.E. Dom Giuseppe Yue Fusheng, S.E. Dom Vincenzo Zhan Silu e S.E. Dom Antonio Tu Shihua (O.F.M), falecido em 4 de janeiro de 2017 e, antes de morrer, havia expressado o desejo de se reconciliar com a Sé Apostólica. Desta forma, chega assim ao fim uma etapa em que duas Igrejas paralelas conviviam: a oficial (controlada da Associação Católica Patriótica) e a clandestina (pelo Vaticano). Pequim considerou até hoje uma ingerência que as nomeações viessem de Roma, e não reconhecia a autoridade do Papa como chefe da Igreja Católica. A Santa Sé, por sua vez, não aceitava que esses bispos fossem impostos pelo regime comunista, algo que não acontece em nenhum outro país. As duas Igrejas passarão agora a ser uma só, e a última palavra sobre os bispos, supõe-se, será do Pontífice. Entretanto, a decisão será tomada conjuntamente, seguindo propostas de Pequim. O acordo, cujo conteúdo não foi publicado, é provisório e será periodicamente revisado e aperfeiçoado, informou a Santa Sé em nota oficial.   Dar novo impulso à evangelização na China A este objetivo particular estão ligados outros de caráter pastoral geral: dar novo impulso ao compromisso de evangelização; ajudar os católicos no caminho da reconciliação e da progressiva normalização da sua vida de fé; contribuir, com a luz do Evangelho, para o bem do próprio país, de acordo com o princípio "plenamente católico e totalmente chinês". Outro aspecto importante é que as Partes concordaram sobre a importância de seguir o método de "composição amigável" na resolução de quaisquer divergências que surjam na interpretação e na aplicação do Acordo Provisório sobre a nomeação de Bispos. Para a Santa Sé, é fundamental que todos entendam e estejam convencidos de que o que foi feito é para o benefício de todos, é para o bem espiritual dos Católicos na China e para o bem do Povo Chinês.   Fontes: El País, Vatican News aqui, aqui e aqui.
  • As Pontifícias Obras Missionárias celebram hoje os 40 anos de sua atuação no Brasil
    Hoje, 20 de novembro, as Pontifícias Obras Missionárias (POM) completam 40 anos de sua atuação no Brasil. São Quatro décadas de muitas histórias e dedicação ao trabalho missionário. Ontem pela manhã, na sede da POM em Brasília, foi celebrado um momento para relembrar a história do Organismo Oficial da Igreja com a presença dos diretores nacionais, Pe. João Panazzolo, Pe. Camilo Pauletti e Pe. Maurício Jardim. Durante o encontro, foram lembrados os principais momentos que marcaram a trajetória das POM, bem como pessoas que foram importantes nessa história. As comemorações continuaram com a Celebração Eucarística de ação de graças, presidida pelo Cardeal Dom Sérgio da Rocha, Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Os convidados puderam confraternizar com almoço festivo. Em sua manifestação, Pe. Maurício Jardim, diretor nacional das POM, agradeceu o carinho de todos e convidou os colaboradores e secretários das Obras Pontifícias para poder cartar parabéns às POM. O ano de 2019 também será especial para as POM. Em outubro, a Igreja celebrará o Mês Missionário Extraordinário, proclamado pelo Papa Francisco, em honra ao centenário da carta Apostólica Maximum Illud do Papa Bento XV. O tema “Batizados e enviados: a Igreja de Cristo em missão no mundo”, foi escolhido por Francisco para reavivar a consciência batismal do Povo de Deus em relação à missão da Igreja. O papa indica quatro dimensões para viver, mais intensamente, o caminho de preparação e realização do Mês Missionário Extraordinário. Foto: POM/Divulgação   As quatro Obras Missionárias da Congregação para a Evangelização dos Povos As Pontifícias Obras Missionárias são organismos oficiais da Igreja Católica que trabalham para intensificar a animação, a formação e a cooperação missionária em todo o mundo. Para este serviço a Congregação para a Evangelização dos Povos se serve especialmente das quatro Obras Missionárias, a saber: Pontifícia Obra Missionária para a Propagação da Fé, fundada por Pauline Marie Jaricot em 1822, visa suscitar o compromisso pela evangelização universal em todo o povo de Deus e promover nas Igrejas locais, a ajuda tanto espiritual como material; Pontifícia Obra da Infância e Adolescência Missionária, fundada pelo Bispo de Nancy (França), Dom Carlos de Forbin-Janson em 1843, auxilia os educadores a despertar gradualmente a consciência missionária nas crianças e adolescentes, animando-as a partilhar a fé e os seus bens materiais com as crianças das regiões mais necessitadas; ajuda também promover as vocações missionárias desde a infância; Pontifícia Obra Missionária de São Pedro Apóstolo, fundada por Joana Bigard e sua mãe, Stephanie em 1889, visa sensibilizar o povo cristão acerca da importância do clero local nos territórios de missão, convidando-o a colaborar espiritual e materialmente na formação dos candidatos ao sacerdócio e à vida consagrada; Pontifícia União Missionária, fundada pelo Beato Padre Paolo Manna em 1916, visa a sensibilização missionária dos sacerdotes, dos seminaristas e da vida consagrada masculina e feminina. Esta Obra é como que a alma das outras Obras, porque ocupa-se especificamente com a formação missionária. No Brasil, as Pontifícias Obras Missionárias, foram criadas em 20 de novembro de 1978, na cidade de São Paulo, por iniciativa dos superiores provinciais das congregações: Missionários da Consolata, Missionários Combonianos, Missionários do Verbo Divino, Missionários Xaverianos, Missionárias da Imaculada e PIME (Pontifício Instituto das Missões ao Exterior).   Fontes: CNBB e POM.  
  • Assistente geral da FEMO visita os irmãos franciscanos conventuais do Cazaquistão
    Entre os dias 01 e 05 deste mês, o assistente geral da Federação do Oriente Médio e Europa Oriental (FEMO), Frei Jacek Ciupiński (OFMConv), visitou os frades que vivem e exercem o trabalho pastoral na cidade de Astana, capital do Cazaquistão. Na ocasião, os religiosos discutiram e apresentaram sua opinião sobre a possibilidade de construir um novo lar para os irmãos e suas atividades futuras. A mesma pergunta foi apresentada ao Ordinário de Astana pelo Arcebispo Tomasz Peta. Durante a visita, o Frei Jacek, juntamente com os dos irmãos conventuais da comunidade, das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo e os fiéis da paróquia celebraram o Trãnsito e a solenidade do Seráfico Pai São Francisco. Estiveram presentes, alguns integrantes da FEMO: frades vindos dos conventos existentes nas regiões da Bielorrússia, Bulgária, República Checa, Cazaquistão, Lituânia, Polónia, Rússia, Eslováquia, Ucrânia, Hungria e Uzbequistão.   Traduzido e adaptado de: OFMConv.net. Autor original: Frei Jacek Ciupiński, Assistente Geral da FEMO.
  • Até 23 de agosto, acontece o III Encontro da Igreja Católica na Amazônia Legal
    Desde a segunda-feira, 20, até amanhã, 23, os responsáveis por 56 dioceses e prelazias locais participam do III Encontro da Igreja Católica na Amazônia Legal, na Casa de Encontro Maromba, em Manaus (AM). O encontro tem como objetivo a partilha de experiências, a criação de metas em conjunto a partir da Amazônia brasileira e o aprofundamento de questões relacionadas ao Sínodo de 2019, cujo foco está na região. A atividade é organizada pela Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam) e Comissão Especial para a Amazônia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O encontro contou com a participação, na mesa de abertura, no dia 20, do cardeal Cláudio Hummes, arcebispo emérito de São Paulo, presidente da Repam da Comissão Especial para a Amazônia. Também participaram dom Sérgio Castriani, arcebispo de Manaus e dom Mário Antônio da Silva, bispo de Roraima e presidente do Regional Norte 1 da CNBB.   Sínodo para a Amazônia Convocado pelo Papa Francisco para ser realizado em outubro de 2019, o Sínodo para a Amazônia será o grande destaque do encontro. Ele será apresentado aos bispos pelos brasileiros membros do Conselho Pré-Sinodal, cardeal Cláudio Hummes, dom Neri Tondello, dom Roque Paloschi, dom Erwin Krautler e irmã Maria Irene Lopes. Também participam a equipe de especialistas que contribuíram na elaboração do Documento Preparatório: padres Justino Rezende e Paulo Suess, uma liderança do povo Tuyuka, a professora Márcia Oliveira e um representante do Peru, Peter Hughes.   Fonte: CNBB.
  • Atualizações sobre o 201º Capítulo Geral Extraordinário
    A Secretaria Geral do Capítulo divulgou as atualizações sobre os trabalhos que foram realizados nesta reta final do 201º Capítulo Geral Extraordinário, que será encerrado neste domingo, 26, em Nemi, Itália. Anteriormente, a secretaria já havia divulgado outros setes comunicados à imprensa, você pode conferi-los aqui e aqui. O Capítulo foi iniciado em 24 de julho e dele participam o Ministro Geral, Frei Marco Tasca, o provincial, Frei Marcelo Veronez, e muitos outros frades de todo o mundo para a “definição e aprovação do texto das constituições da Ordem dos Frades Menores Conventuais”, como havíamos falado aqui. Confira a seguir os comunicados:   9º Comunicado de Imprensa Divulgado em 22 de agosto de 2018 Foram encerrados os trabalhos no Capítulo VI, "A Governança da Ordem". O texto do Instrumentum laboris para o capítulo inteiro foi substancialmente aprovado com mudanças editoriais. Foram várias as alterações: o número que é do extraordinário poder do Ministro Geral e de seu Definitório em nomear um Ministro Provincial e o seu respectivo Definitório foi modificado a partir do título sobre escritório para o título que cobre o Capítulo Provincial; um parágrafo foi adicionado para tornar mais objetiva a autoridade da remoção de um Guardião; e o e os frades do capítulo optaram por um número mínimo de três frades em cada convento. Próximo da conclusão do Capítulo, estamos nos aproximando de 800 votos. 9º Comunicado de Imprensa Divulgado em 22 de agosto de 2018   8º Comunicado de Imprensa Divulgado em 20 de agosto de 2018 Os participantes completaram o trabalho no Capítulo V, "A Formação dos Frades". O texto do Instrumentum Laboris para o capítulo inteiro foi aceito com pequenas mudanças editoriais. O Capítulo Geral também aprovou uma resolução declarando o planejamento em curso para uma universidade das três famílias da Primeira Ordem Franciscana em Roma, o que encoraja a uma rápida conclusão deste projeto. Até o momento, foram votados mais de 600 itens, com o último capítulo restante sobre autoridade na Ordem.   Traduzido e adaptado de: OFMConv.net. Autor: Frei Timothy Kulbicki (OFMConv), Secretário Geral do Capítulo.
  • Bispos das Pastorais Sociais se reúnem em Brasília para debater o compromisso social do leigo a partir da Conferência de Medellín
    Entre os dias 30 e 31 de julho, se reuniram no no Centro Cultural de Brasília (CCB) em Brasília (DF), 16 bispos da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) que acompanham as pastorais sociais nacionalmente e nas regionais para um momento de formação, partilha e espiritualidade. O objetivo do encontro, segundo o assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Social Transformadora, frei Olavo Dotto foi proporcionar momentos de partilha entre os bispos sobre sua missão, enquanto animadores das Pastorais Sociais e Organismos vinculados à CNBB e, à luz do documento de Medellín, aprofundar a temática do compromisso social dos leigos e leigas. Os bispos debateram sobre o tema “Compromisso social dos leigos a partir de Medellín”, a segunda conferência geral do episcopado latino-americano, realizada em 1968, na Colômbia. O padre José Oscar Beozzo, historiador e membro do Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular (CESEEP) ajudou a retomar as contribuições desta conferência por meio de um panorama histórico. Segundo ele, esta conferência provocou na América Latina e, de modo muito particular no Brasil, a “criação de uma nova identidade da Igreja, levando a falar com propriedade de uma pastoral, teologia e de um rosto eclesial latino-americano e caribenho”, disse. O bispo-auxiliar de Brasília e secretário-geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, presente no encontro, reafirmou a importância de Medellín para ajudar a encontrar caminhos pastorais que auxiliem diante dos desafios sociais do presente. Na ocasião, Dom Leonardo comunicou que a CNBB publicará, pela primeira vez no Brasil, o documento completo de Medellín.   Bispos presentes: Dom Arnaldo Carvalheiro Neto, diocese de Itapeva (SP) e referencial da Caritas no Regional Sul 1. Dom André de Witte, diocese de Rui Barbosa (BA), referencial do regional Norte 3, presidente da Comissão Pastoral da Terra (CPT). Dom Canísio Klaus, diocese de Sinope (MT) Dom Eduardo Vieira, bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo (SP) e referencial para a Pastoral da Mulher Marginalizada e Campanha da Fraternidade, CEBs e Pastorais Sociais no Regional Sul 1. Dom Edson Oliveira, diocese de Eunápolis (BA), referencial da Pastoral dos Nomades. Dom Enemésio Lazzaris, diocese de Balsas (MA), presidente da Comissão Episcopal para o Enfrentamento ao Tráfico Humanio e referencial do regional Sul 5. Dom Francisco Cota de Oliveira, bispo auxiliar da Arquidiocese de Curitiba (PR), referencial para a Pastoral Carcerária regional Sul 2. Dom José Luiz Azcona, diocese de Marajó (PA), referencial do regional Norte 2 e da Comissão para Justiça e Paz. Dom José Valdeci, diocese de Brejo (MA) referencial para o Conselho Pastoral dos Pescadores e membro da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Social Transformadora. Dom Guilherme Werlang, diocese de Lages (SC), presidente da Comissão Episcopal Pastoral para Ação Social Transformadora. Dom Luiz Gonzaga Fecchio, diocese de Amparo (SP), referencial da da Pastoral do Menor Nacional. Dom Mario Marquez, diocese de Joaçaba (SC), referencial das Pastorais Sociais no regional Sul 4. Dom Moacir Aparecido de Freitas, diocese de Votuporanga (SP). Dom José Reginaldo Andrietta, diocese de Jales (SP), referencial da Pastoral Operária e Comissão Especial para o Ano do Laicato. Dom Roberto Ferreria Paz, da diocese de Campos (RJ) e referencial da Pastoral da Súdade Nacional. Dom Rodolfo Weber, arquidiocese de Passo Fundo (RS), membro da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Social Transformadora.   Fonte: CNBB. Autores: Coordenação da Pastoral Operária Nacional com a colaboração de Jardel Lopes.
  • Cardeais apresentaram briefing do Sínodo dos Jovens
    Ontem (25), na sala de imprensa da Santa Sé, o arcebispo de Perugia-Città dela Pieve e presidente da Conferência Episcopal Italiana (CEI), cardeal Gualtiero Bassetti, apresentou um briefing da XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos sobre o tema “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”. Em suas palavras, o cardeal afirmou que o Sínodo foi “uma policromia de cores e uma polifonia de línguas”, a presença dos jovens nos fez experimentar o vento de Pentecostes”. Durante o pronunciamento, o purpurado destacou a concretude dos jovens que expressaram durante a Assembleia os seus sentimentos de solidão, deixando claro que a juventude em todo o mundo precisa de alguém que aqueça os seus corações. “Não obstante “a cultura da fragmentação, onde relativismo parece envolver tudo, o mundo juvenil tem uma incrível sede de infinito. Esses dias no Vaticano, experimentamos a beleza do caminhar juntos”, disse ele. Também presente na Sala de Imprensa, estava o cardeal Arlindo Gomes Furtado, Bispo de Santiago, em Cabo Verde. Ele falou de um “mundo dividido”, onde os “cristãos são chamados a ser instrumentos de comunhão”. O cardeal cabo-verdiano manifestou satisfação pela experiência vivida no Vaticano, “um trabalhar e caminhar juntos que cada um deve cultivar também nas pequenas comunidades, como uma verdadeira família eclesial”, explicou ele.   Fonte: Vatican News.
  • Cáritas promove a Jornada Mundial dos Pobres com a Semana da Solidariedade
    Entre os dias 11 e 18 de novembro de 2018 a Igreja celebra a II Jornada Mundial dos Pobres (JMP) e, em comunhão com o Papa Francisco, a Cáritas Brasileira está promovendo a Semana da Solidariedade em todo o território nacional. O tema escolhido para este ano pelo Santa Padre foi inspirado no Salmo 34, “Este pobre grita e o Senhor o escuta” (Sl 34,7). Como parte da programação da JMP, a Cáritas Brasileira realiza a quinta edição do Prêmio Odair Firmino de Solidariedade com o tema “A cultura da paz para a superação da violência”, em consonância com a Campanha da Fraternidade 2018, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O Prêmio deste ano visa estimular as ações de pastorais, organizações sociais, associações, cooperativas, entidades e grupos comunitários que atuam no fortalecimento da solidariedade e da esperança na construção da cultura da paz. A Jornada é uma iniciativa liderada pelo Papa Francisco que teve início em 2017 com o objetivo de mobilizar comunidades e grupos para que realizem gestos concretos de acolhida e solidariedade com pessoas em situação de extrema pobreza. Juntamente de Francisco, a Cáritas convida todas as pessoas, grupos, comunidades, instituições e pessoas de boa vontade para que participem da JMP organizando momentos de encontros fraternos, celebrações ou mobilizações públicas. Em declaração ao Vatican News-Rádio Vaticano, o presidente da Cáritas Brasileira, Dom João José Costa, arcebispo de Aracaju (SE), afirma que, sem dúvida, é preciso escutar o grito de tantas pessoas que estão vivendo à margem da sociedade, “Que o Senhor nos dê um ouvido atento. Escutando este grito, que possamos responder conforme diz o salmista, que a nossa resposta concreta seja com gestos de solidariedade, de abraçar esta causa para a inclusão social”, afirmou o Bispo.   Fontes: Cáritas e Vatican News.
  • Celebração da Solenidade de São Francisco de Assis no Santuário dedicado ao Seráfico Pai
    Ontem (04), no Santuário São Francisco de Assis, em Brasília (DF), o dia foi dedicado à Festa do Padroeiro. Para fazer memória ao Patrono da Ecologia, foram recebidos na igreja os animais que seriam abençoados pelos Frades com a graça do Seráfico Pai Francisco que tanto amor teve pela criação. As Santas Missas Ação de Graças ao fundador da ordem foram celebradas às 07h, 08h, 10h, 12h15, 17h e, a principal delas, foi presidida pelo Frei Marcelo Veronez (OFMConv) às 19h. À noite, na principal Eucaristia, a nave do Santuário encontrava-se cheia, entre muitos e muitas fiéis que estavam acompanhados de seus animais de estimação. O provincial, Frei Marcelo, relembrou, em sua homilia, o evangelho do 25º domingo do tempo comum (23 de set), quando os discípulos questionaram ao Senhor quem é o maior entre eles e Jesus os respondeu, "Se alguém quiser ser o primeiro, deve ser o último de todos e o servo de todos" (Marcos 9: 30-37). Esclarecendo assim, o exemplo de minoridade de São Francisco que se dedicou a viver o Evangelho, “muitas vezes, queremos ser maiores que Deus, mas sem Ele, não somos nada”, disse o religioso. O frade buscou aprofundar em sua homilia o modelo de imitação de Cristo pelo Seráfico Pai, que abdicou-se do século para encontrar a Deus e, assim demonstrar uma perfeita espiritualidade cristã, onde “não há lugar para juízes e nem para a separação, mas há lugar para os advogados, as levezas e o acolhimento”, afirmou Frei Marcelo, que continuou “Essa era a doutrina de São Francisco: desapegar-se das vaidades humanas. Ele, assim como Jesus, teve uma vida de encontros (com a Santa Cruz de São Damião, com o leproso, com Santa Clara e com os primeiros frades). Um exemplo disso, foi o seu encontro com o Sultão egípcio Malik al-Kamil. Francisco não era um grande pregador, mas era um homem que buscava pela fraternidade”.   Veja também como foi o Trânsito de São Francisco aqui. Confira a Bênção dos Animais aqui. Conheça mais sobre São Francisco aqui. Leia sobre o significado de alguns momentos de sua vida na série Vocação Franciscana, clique aqui. 
  • Celebração dos 25 anos de Ordenação Sacerdotal com a realização de Projeto Solidário
    Durante a celebração dos 25 anos dos primeiros votos do Frei José Nasareno, foi realizado neste domingo, 19, em Candeias (BA), o SAE - Solidários na Alegria do Evangelho, um projeto de ação solidária motivada pelo Magistério do Papa Francisco. Para confraternizar em ação de graças aos primeiros votos do Frei Nasareno, estiveram presentes os frades, amigos, amigas, paroquianos e paroquianas do Convento-Santuário Nossa Senhora das Candeias. O dia também foi de orações pela Vida Consagrada, muitos jovens, casais e algumas religiosas que trabalham na Diocese de Camaçari, também participaram das ações solidárias. As celebrações foram iniciadas às 7h, com a Santa Missa no Santuário. Logo após, todos e todas saíram em caminhada pelas principais ruas da cidade e, de porta em porta, recolheram doações de roupas e alimentos que, posteriormente, seriam partilhados entre instituições que atendem crianças e famílias carentes.Terminando a procissão, os fiéis e as fiéis se encontraram na praça Irmã Dulce. No local, realizaram momentos de louvor, adoração, testemunhos e evangelização, além de homenagens ao a Beata Irmã Dulce encerrando com a benção final. “Esta já é a segunda edição do SAE, projeto que tem São Francisco como Padroeiro e tem como inspiração as ações de São Vicente e a Beata Irmã Dulce que desejaram mobilizar um grupo de fieis e amigos voluntários para realizar trabalhos solidários que atendessem às necessidades das pessoas pobres e necessitadas das comunidades”, explicou o aniversariante, Frei Nasareno.   SAE Criado em fevereiro deste ano, a ação tem como principal objetivo ajudar e propagar a palavra de Deus para pessoas carentes, seguindo os ensinamentos do Papa Francisco que nos pede uma Igreja solidária e misericordiosa que leva no serviço aos homens a alegria do Evangelho. O projeto traz o lema “Mãos que dão as mãos e ajudam na partilha do pão”. Segundo o frade, o projeto nasceu em comemoração aos seus 25 anos dos votos religiosos. “O SAE nasceu de um gesto de meu coração como franciscano por ocasião dos meus 25 anos de votos religiosos”, explicou.
  • Celebrações da Festa de S. Francisco nas Paróquias da Província
    Ontem, 04 de outubro, a Igreja celebrou o Nosso Pai Seráfico, São Francisco de Assis, o fundador da Ordem dos Frades Menores. Seu exemplo de seguimento do evangelho e na imitação de Cristo (veja aqui a sua biografia) são modelos de vida para todos os cristãos e cristãs. Seu legado perdura até hoje na Igreja e na minoridade das famílias franciscanas. Confira como foi a realização da solenidade nas igrejas franciscanas!   Brasília (DF): Santuário São Francisco de Assis (completa);   Ceilândia (DF): Paróquia São Marcos e São Lucas: Bênção aos Animais; Novena;   Cidade Ocidental: Santuário Jardim da Imaculada Missa de encerramento do novenário e Trânsito; Bênção aos Animais;   João Pessoa (PB): Paróquia Santo Antônio do Menino Deus (completa);   Juruá (AM): Paróquia Nossa Senhora de Fátima (completa)   Niquelândia (GO): Santuário São José Novena; Procissão e Louvor.   Valparaíso (GO): Paróquia São Francisco de Assis Santa Missa em ação de graças ao Seráfico Pai; Trânsito. Leia sobre o significado de alguns momentos de sua vida na série Vocação Franciscana, clique aqui.  Veja a Saudação do Ministro Provincial por ocasião da Festa de São Francisco de Assis aqui. 
  • Celebramos hoje, 22 de agosto, a festa de Nossa Senhora Rainha
    Hoje, celebramos a Memória de Nossa Senhora Rainha, mãe da Igreja. A festa também é conhecida como “Reinado de Maria” e foi instituída pelo Papa Pio XII, em 1954, ele coroou Nossa Senhora na Basílica de Santa Maria Maior, que fica em Roma, Itália. No dia 11 de Outubro de 1954, Pio XII promulgou também a Encíclica Ad Caeli Reginam (A Rainha do Céu). A carta é um tratado sobre a realeza e a dignidade de Maria. A princípio, a data da festa foi estabelecida para o dia 31 de maio, o mês de Maria. Agora, porém, a celebração acontece na oitava da Assunção, isto é, oito dias após a festa da Assunção de Nossa Senhora (que acontece no dia 15, saiba mais aqui). Assim, fica manifestada a íntima ligação entre a Assunção de Maria e sua coroação no céu. A celebração do Reinado de Nossa Senhora tem sua origem na festa de Cristo Rei do Universo, ou, festa do “Reinado de Cristo”. Como Jesus Cristo é Rei, sua mãe terrena, pura e imaculada, também é Rainha. Não se trata de um reino deste mundo, mas de um reinado eterno, universal, segundo a vontade de Deus. Paralela ao reconhecimento do Cristo Rei, encontramos a realeza da Virgem a qual foi assunta ao Céu. Mãe da Cabeça, dos membros do Corpo místico e Mãe da Igreja, Nossa Senhora é aquela que do Céu reina sobre as almas cristãs, a fim de que haja a salvação, “É impossível que se perca quem se dirige com confiança a Maria e a quem Ela acolher” (Santo Anselmo).   Encíclica O Papa Pio XII deixa claro na Encíclica Ad Caeli Reginam, que "os Teólogos da Igreja, extraindo sua doutrina" consultaram os escritos e sermões de vários Santos, bem como testemunhos da Tradição antiga. Em todos esses casos, lê-se na Encíclica, os santos e a Tradição "referem-se à Santíssima Mãe Virgem Rainha de todas as coisas criadas, Rainha do mundo, Senhora do universo".   Oração de Nossa Senhora Rainha Ó minha Senhora eminha Mãe, Rainhae Serva fiel do Senhor!A ti venho confiadamenteentregar todo omeu ser para que da fonte inesgotáveldo Amor me ensines a beber!Salve Rainha,Mãe de Misericórdia! Se te invocamos como Rainha é porqueantes foste Serva, em quem se realizoua vontade do Senhor!Bendita és Tu entre as mulheres, cujoBendito Fruto te elevouàs mais altas alturas do humano louvor.Santa Maria, Mãe de Deus!Caminha conosco na terra, Intercede eprotege os filhos teus.E faz-nos chegar um dia, por Jesus, contigo aos céus! Amém!   Fontes: Canção Nova e Cruz Terra Santa.
  • Celebrar quem viveu e morreu pela fé
    A vida se desenvolve na dinâmica da acolhida e da despedida. Quando nasce uma criança ela é acolhida por aqueles que a esperam. Ela entra no convívio da família e recebe o amor das pessoas. Essa acolhida vai se estendendo na Igreja através do Batismo, na vizinhança por meio das relações sociais, na escola, na sociedade em seus mais variados níveis. Enquanto vai se dando essa acolhida também acontecem despedidas. Filhos deixam os pais para estudar, trabalhar, ou viver uma vocação específica no matrimônio, na vida consagrada, ou no sacerdócio. Acolhida e despedida é uma dinâmica constante para quem vive. Quem participa de despedidas, para não sofrer muito, precisa dar liberdade para a pessoa partir e se alegrar com o seu futuro. A morte é uma despedida. Na morte temos que nos despedir da pessoa que amamos. Temos que deixá-la partir para um encontro definitivo com Deus. É preciso olhar para o futuro e não querer aprisionar a pessoa no passado, ou nas boas experiências que se viveu. Não há para a pessoa humana maior certeza de que um dia a morte chegará para ela. Quem está vivo pode ser surpreendido a qualquer momento pela notícia do falecimento de uma pessoa amada. As notícias modificam os nossos sentimentos. A notícia da morte nos causa um espanto. Em geral o sofrimento dos enlutados é sempre muito grande. Não se pode negar a dor de quem está no luto. Ela é sinal de vida. Somente os vivos sentem dor. Não se pode negar a dor da saudade nos que ficam. Existem pessoas que no dia da morte de um parente próximo se comportam como se não tivesse acontecido nada. Ficam como se estivessem anestesiadas. É preciso viver a perda. É preciso chorar, ou se emocionar. É preciso viver o momento das lágrimas. Quem não faz isso acaba retardando os sentimentos que vão se manifestar posteriormente como uma dor, mais grave, causada por uma emoção não vivenciada. Não dá para passar pelo luto sem sofrer, sem a dor, mas é possível iluminar essa travessia com a fé. É preciso nestas horas procurar avistar longe, olhar para o futuro que Deus reserva aos seus filhos. Deus, como pai, todos os dias assiste a morte de milhares de seus filhos, mas ele não sofre, pois para Ele a morte não é o fim. A morte é uma oportunidade para renovar nossa fé na vida eterna. Numa família quando algum membro recebe um prêmio todos se alegram. Na morte somos chamados a acolher a prêmio da vida plena oferecida por Deus. Olhando nesta dimensão se pode dizer que os enlutados precisam contemplar a alegria da salvação dada, como prêmio, aos que partem rumo ao encontro com Cristo na eternidade. A Igreja reserva um dia no ano para celebrar a vida dos fiéis falecidos. No dia 2 de novembro, os cemitérios se transformam. Velas são acesas. Flores são colocadas sobre os túmulos. Orações são feitas. É um dia especialmente para se refletir sobre o sentido da vida. Uma vida iluminada pela fé tem mais sentido. A visita aos cemitérios deve gerar em nós conversão e esperança de vida eterna. A vida sem Deus perde o sentido, termina no túmulo. Pela fé partimos deste mundo rumo à eternidade.   Compreenda mais sobre a Irmã Morte, clique aqui.  Fonte: CNBB Centro-Oeste. Autor: Dom Messias dos Reis Silveira, Bispo diocesano de Uruaçu e presidente do Regional Centro-Oeste da CNBB
  • Cerca de 10 mil fiéis participaram da VII Peregrinação de Fé e Luz
    Ontem (18), cerca de 10 mil pessoas caminharam juntas pelas ruas de Candeias (BA) para fazer pedidos renovar promessas, agradecer por graças alcançadas ou demonstrar o imenso amor à Virgem Maria na VII Peregrinação de Fé e Luz. O evento é promovido pela Diocese de Camaçari e, neste ano, teve como tema “Oh Virgem, dai-nos à luz que é Jesus para construirmos a paz”. Em mais de 100 anos de devoção a Nossa Senhora das Candeias, a cidade é um dos maiores centros do turismo religioso do Estado da Bahia, com visitação à Fonte dos Milagres. O céu nublado e o forte calor não atrapalharam os fiéis que percorreram cerca de seis quilômetros (6 km) pelas rodovias BAs 523 e 522 em direção ao Santuário de Nossa Senhora das Candeias. “Essa peregrinação não deixa de ser uma expressão daquilo que é a unidade da Igreja de Camaçari. O bispo, o clero e as comunidades das paróquias que compõem a Diocese que juntos fazem essa caminhada ao Santuário para expressar a sua fé e devoção”, ressaltou o pároco do Santuário, frei Jorge Luiz Soares (OFMConv.). A caminhada teve início por volta das 8h15, após a Santa Missa, celebrada em frente à Prefeitura Municipal de Candeias, que foi presidida por Dom João Carlos Petrini, o Bispo da Diocese de Camaçari. Com o tema dedicado à paz, Dom João pediu que os fiéis busquem promover a união pela luz de Cristo. “É aquilo que mais nos falta nas famílias, nos relacionamentos e nas cidades onde há violência, tiroteio e morte. Necessitamos dessa paz e que, somente por Jesus, que ela pode entrar em nosso coração, na nossa inteligência e se tornar uma paz na maneira de conviver e enfrentar os problemas do dia a dia”, ressaltou o bispo.   Logo após a celebração, bandas católicas em cima de um trio elétrico, animaram os fiéis durante o trajeto. Junto às músicas, os participantes da peregrinação também rezaram o terço de Nossa Senhora. A novidade deste ano foi a imagem de Nossa Senhora das Candeias que desfilou em carro aberto. “quando as vozes não conseguiam, nossos pés rezaram por nós nesta caminhada”, brincou o bispo. O encerramento ocorreu na Praça Nossa Senhora das Candeias, com a benção do Santíssimo Sacramento. Participando de todas as edições, o romeiro da Paróquia Cristo Ressuscitado, de Camaçari, Fugêncio Oliveira, aconselhou sempre pedir bênçãos e graças a Mãe de Deus. “É a sétima vez, firme e forte. Nós precisamos muito dessa Mãe pelo que nós estamos passando. Peço que as pessoas sigam esse caminho que sempre recebe benção. É tanta benção que nós recebemos que Deus coloca para a mãe cumprir para nós”, afirmou ele. Em agradecimento por graça alcançada, o romeiro da Paróquia Nossa Senhora da Boa Viagem, de Dias D’Ávila, Geraldo Conceição, veio pela primeira vez a Peregrinação Fé e Luz. “Foi a primeira vez. Não vou perder mais . Vim pedi e agradecer pelo meu filho que está trabalhando. Hoje meu filho trabalha junto comigo. É bom, gratificante. É uma viagem que gente faz e voltamos glorificado com o que vemos aqui”, expressou ele.   PEREGRINAÇÃO Pelo sétimo ano consecutivo, o evento reuniu todas as 24 paróquias da Diocese de Camaçari, dos municípios de Camaçari, Candeias, Dias D’ Ávila, Madre de Deus, São Francisco do Conde, São Sebastião do Passe, Simões Filho e Terra Nova. Nas últimas edições, o evento contou com a participação de aproximadamente 60 mil fiéis, sendo 10 mil (2012); 13 mil (2013), 15 mil (2014 e 2015) e 11 mil (2016 e 2017).   SANTUÁRIO Construído no final do século XVIII, o Santuário de Nossa Senhora das Candeias é um lugar de grande devoção a Virgem Maria. A Igreja Matriz de Nossa Senhora das Candeias foi elevada à condição de Santuário diocesano em fevereiro de 2014, reconhecida pelo Vaticano. Voltado para a Baía de Todos os Santos, o Santuário é um local de grande peregrinação de romeiros de todo o lugar do Brasil, que buscam curas e bênçãos através da água milagrosa da Fonte dos Milagres.   Fonte: Santuário de Candeias. Autores(as): Pascom do Santuário Nossa Senhora das Candeias.  Fotos: Pascom do Santuário Nossa Senhora das Candeias. 
  • Cerca de 500 crianças e adolescente participaram do Encontro Provincial de Acólitos - EPA 2018
    No último sábado (24), foi realizado no Convento e Santuário Jardim da Imaculada, na Cidade Ocidental (GO), o Encontro Provincial de Acólitos 2018 (EPA). Cerca de 500 jovens e crianças estiveram presentes nesta edição, que teve como tema “Quanto mais próximos do altar, mais estareis próximos a Jesus”, (afirmação do Papa Francisco durante o encontro com na peregrinação internacional de acólitos e coroinhas a Roma, veja aqui). Nem mesmo a chuva forte que caiu durante todo o dia, foi capaz de interromper ou desanimar a espiritualidade que contagiava os participantes e as participantes. No período da manhã, foram realizadas formações com o Frei Henrique Mendonça (OFMConv.) e com as Irmãs da Divina Misericórdia a respeito da identidade do serviço eclesial e também sobre a dinâmica vocacional que a envolve. Além disso, também aconteceram algumas gincanas, o sorteio de brindes, e ocasiões de recreação com brincadeiras e apresentações musicais para alegrar os jovens e as jovens. Houve também um momento mariano com o Frei Luís Ventura (OFMConv.) e Frei Ricardo Elvis (OFMConv.), que também coordenaram a animação do encontro.  Já na parte da tarde, após o almoço e um período de preparação, os organizadores voltaram as atenções da Dinâmica do EPA para um foco mais oracional: com adoração ao Santíssimo Sacramento e procissão, conduzidas pelo Frei Luís Felipe Marques (OFMConv.) e uma Santa Missa presidida pelo Frei Amilton Nascimento (OFMConv.). O EPA 2018 teve como tema “Quanto mais próximos do altar, mais estareis próximos a Jesus”   Na ocasião, pairou no ar um surpreendente silêncio reflexivo e devocional dos acólitos que, recolheram-se em profunda espiritualidade de serviço ao altar, contrastando com toda a energia e movimentação que havia acontecido mais cedo. O encontro foi também uma oportunidade valiosa de fraternidade e comunhão, sobretudo entre os próprios acólitos, oriundos das paróquias de nossa Província. Por volta das 18h, os jovens e crianças retornaram a suas paróquias. Toda a programação do Encontro foi organizada pelo Serviço de Animação Vocacional (SAV) de nossa província.    SAV E você jovem, já pensou em ser franciscano? Tire suas dúvidas clicando aqui, ou entre em contato com a Serviço de Animação Vocacional (SAV) da Província ligando no telefone 3347-6859 / 3340-0476 e pelas redes sociais (aqui) ou pelo e-mail: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você precisa do JavaScript habilitado para visualizá-lo.. Saiba como foram os Encontros Vocacionais de 2018: III Encontro, IV Encontro, V Encontro Vocacional, VII Encontro Vocacional e VIII Encontro Vocacional. Conheça também a atuação do SAV em outras cidades clicando aqui. Fotos: SAV
  • Chegou a hora dos Leigos? Onde? Para quem?
    A Igreja Católica lançou no Brasil o Ano do Laicato, que ocorrerá ao longo do ano litúrgico de 2018. Pode ser mais uma oportunidade de retomar o papel do laicato na Igreja “em saída”, como lembram certas falas e documentos. Volta-se, novamente, a falar do protagonismo dos leigos, dentro do modelo de Igreja pedido pelo Vaticano II. Soltam-se muitas frases de efeito e reflexões sobre este protagonismo laical. Aponta-se o mundo secular e suas culturas como o campo específico do laicato. Um ano voltado para o papel do laicato pode ser um momento de avanço pastoral. Os leigos são “o sal da terra e a luz do mundo” (Mt 5,13.14). Mas seria bom também que os leigos e leigas fossem o sal da paróquia e luz da Igreja. O Ano do Laicato bem pode ser um momento propício de os leigos e leigas questionarem o clericalismo que ainda trava a ação pastoral da Igreja. Na sua Carta ao cardeal Marc Ouellet, de março de 2016, o Papa Francisco lembra que “olhar para o Santo Povo fiel de Deus e sentirmo-nos parte integrante dele, posiciona-nos na vida e, portanto, nos temas que tratamos de maneira diversa. Isto ajuda-nos a não cair em reflexões que podem, por si só, ser muito úteis, mas que acabam por homologar a vida de nosso povo ou por teorizar de tal modo que a especulação acaba por matar a ação. Olhar continuamente para o povo de Deus salva-nos de certos nominalismos declarativos (slogans) que são frases bonitas, mas não conseguem apoiar a vida de nossas comunidades. Por exemplo, recordo a famosa frase ‘Chegou a hora dos leigos!’… mas parece que o relógio parou!”. O que se espera de um Ano do Laicato é que o relógio seja colocado de novo em movimento. O rumo dado à caminhada da Igreja a partir do Vaticano II, ou seja, a eclesiologia proposta por este Concílio, coloca o laicato como o sujeito da evangelização. Tal proposta se choca com a eclesiologia tridentina, que colocava o clero como principal agente da evangelização. Para que o protagonismo dos leigos possa avançar, a Igreja deve enfrentar o clericalismo. Voltando à carta de Francisco: “Não podemos refletir sobre o tema do laicato ignorando uma das maiores deformações que a América Latina deve enfrentar – e para a qual peço que dirijais uma atenção particular – o clericalismo.” Na carta, Francisco retoma todo o esforço de denúncia deste desvio feito no Documento de Aparecida. No entanto, a palavra “clericalismo” foi censurada e eliminada do Documento (por exemplo, em DAp 100 b). Não há dúvida de que o Ano do Laicato pode ser uma boa oportunidade de denunciar e trabalhar a mentalidade clericalista presente ainda em grande parte do laicato latino-americano. O mesmo vale para a formação do clero, ainda presa ao modelo tridentino de formar “fora do mundo”, num regime de internato. Para o Vaticano II, os fiéis leigos são “cristãos que estão incorporados a Cristo pelo batismo, que formam o povo de Deus e participam das funções de Cristo: sacerdote, profeta e rei. Realizam, segundo sua condição, a missão de todo o povo cristão na Igreja e no mundo” (LG 31; cf. DAp 209). Portanto, na eclesiologia do Vaticano II, o Santo Povo fiel de Deus, leigos e leigas, deve viver as dimensões messiânicas inerentes ao sacramento do batismo. É preciso recuperar a consciência de que, pelo batismo, todos somos sacerdotes e sacerdotisas, profetas e profetisas, reis e rainhas. E exercer estas funções “na Igreja e no mundo”. Exercemos nosso sacerdócio batismal formando a assembleia celebrativa. Esta congregação dos batizados e batizadas torna-se sacramento da presença de Deus. Como disse Jesus: “Onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome, eu estarei no meio deles” (Mt 18,20). É a assembleia celebrativa, congregada em nome da Trindade Santa, que pode dizer com toda força e convicção “O Senhor está no meio de nós!”. Nesta assembleia somos todos e todas concelebrantes. Pelo batismo somos “consagrados para ser edifício espiritual e sacerdócio santo” (LG 10). Exercemos nossa profecia batismal no serviço da Palavra de Deus. Leigos e leigas, no seguimento missionário de Jesus, têm a Palavra de Deus como fonte de sua espiritualidade. Esta Palavra é a alma da ação evangelizadora. Conhecer a Palavra é anunciar a Palavra. Desconhecer a Palavra é desconhecer o próprio Cristo. Nossa dimensão profética batismal nos leva a apresentar o Pão da Palavra, sendo necessária a interpretação adequada dos textos bíblicos presentes na liturgia, na catequese e nas várias frentes pastorais. Todo cristão batizado é agente da pastoral bíblica tendo em vista a animação bíblica de toda a pastoral (cf. DAp 248). O batismo nos torna reis e rainhas. Um grande perigo é reduzir esta dimensão batismal régia à vivência da caridade. Todos temos que viver a caridade a partir das três dimensões messiânicas do batismo. A dimensão batismal régia nos torna a todos, leigos e leigas, co-responsáveis pela condução do povo de Deus, pela manutenção do patrimônio da Igreja e pela organização eclesial. Exercemos esta função régia ocupando cargos na administração ou na coordenação das comunidades, paróquias ou dioceses. É inegável que houve substanciais avanços no protagonismo dos leigos dentro da vida eclesial. A formação teológica deixou de ser monopólio clerical, surgiram os ministérios, novas formas de organização e as responsabilidades pastorais. Também é certo que qualquer surto de reclericalização acontece em detrimento das conquistas leigas na vida da Igreja. Busca-se anular a participação dos leigos, calando-os e diminuindo-lhes os espaços de comunhão e participação. Como lembra Francisco em sua citada carta: “O clericalismo leva a uma homologação do laicato, tratando-o como um ‘mandatário’ limita as diversas iniciativas e esforços e, ousaria dizer, as audácias necessárias para poder anunciar a Boa Nova do Evangelho em todos os âmbitos da atividade social e, sobretudo, política. O clericalismo, longe de dar impulso aos diversos contributos e propostas, apaga pouco a pouco o fogo profético do qual a Igreja está chamada a dar testemunho no coração de seus povos”. Viver o Ano do Laicato significa enfrentar o desafio do clericalismo. Não adianta “empurrar” os leigos para as ações missionárias fora do ambiente eclesial enquanto o leigo for considerado “cidadão de segunda categoria” dentro da Igreja. Leigo comprometido não pode ser aquele ou aquela que trabalha obediente e calado nas obras da Igreja. Como lembra Aparecida: A construção da cidadania, no sentido mais amplo, e a construção da eclesialidade nos leigos, são um só e único movimento (DAp 215). Leigos e leigas para o mundo, tudo bem! Mas leigos e leigas para a vida da Igreja também!   Fonte: Franciscanos.
  • Clara de Assis e de um mundo sem fronteiras
    Clara de Assis não é uma sombra de Francisco de Assis, mas é a sua própria luz. Marca de uma presença e uma personalidade forte que construiu no século XIII uma revolução a partir do Evangelho e nos ensina que Evangelizar é tornar nova a humanidade. É uma mulher de personalidade, muito decidida e corajosa. Mulher de silêncio, contemplação, oração, ação e carinho. Suavidade sem agressividade. Beleza sem alarde. Pobreza com riqueza de amor. Humildade com serviço. Amor enclausurado na liberdade de entregar-se ao Amado. Clara de Assis foi uma mulher muito equilibrada em meio às tensões de seu tempo. Diz Frei José Carlos Pedroso, OFMCap: “Seus aspectos lunares femininos, jogam fortemente com seus aspectos solares masculinos. E suas atitudes demonstram que tinha muita consciência disso. Sabia onde queria chegar e sempre chegou onde queria, sem se afobar e nem destruir nada. Sabia enfrentar os maiores problemas, desmontando-os; valorizava as pequenas coisas sem se perder nelas. Foi bebendo aos pouquinhos a água mais limpa das torrentes que encontrou”. Clara de Assis encontrou o Amor do Esposo Jesus, encontrou o Evangelho vivente Francisco de Assis, encontrou a oração e meditação, encontrou o silêncio que fala de um modo transparente, encontrou a fraternidade amorosa do mosteiro, encontrou modos de gentileza e firmeza. Dos muros de Assis tornou-se um baluarte do modo francisclariano de viver derrubando os muros que atravancam a vida. Clara de Assis, a partir de seu escondimento, viveu entre visões e intuições, entre amor a Deus e a todas as criaturas. Padroeira dos que se ajoelham e contemplam e padroeira da televisão. Clara de Assis e de um mundo sem fronteiras.   Confira outros artigos do Frei Vitório sobre Santa Clara de Assis: O Amor é a única riqueza necessária das primeiras clarissas e Clara de Assis e seus passos rumo à Grande Opção: A decisão espiritual é sempre uma iluminação.   Fonte: Carisma Franciscano. Autor: Frei Vitorio Mazzuco (OFM).