franciscanos conventuais

  • "A boa política está a serviço da paz", tema do Dia Mundial da Paz 2019
    Foi divulgado hoje (06), o tema da mensagem do 52ª Dia Mundial da Paz, que será celebrado em 1° de janeiro de 2019, que será “A boa política está a serviço da paz”. Em nota publicada pela Sala de Imprensa da Santa Sé, tem-se destacado “A responsabilidade política pertence a cada cidadão, em particular a quem recebeu o mandato de proteger e governar. Esta missão consiste em salvaguardar o direito e incentivar o diálogo entre os atores da sociedade, entre gerações e culturas”. É ressaltado também no texto, “Não há paz sem confiança recíproca e a confiança tem como primeira condição o respeito pela palavra dada. O compromisso político, uma das mais altas expressões da caridade, traz a preocupação pelo futuro da vida e do planeta, dos jovens e das crianças, em sua sede de realização. (...) quando o homem é respeitado em seus direitos, como recordava São João XXIII na Encíclica Pacem in terris (1963), germina nele o sentido do dever de respeitar os direitos dos outros”. Concluindo a nota, “Os direitos e deveres do ser humano aumentam a consciência de pertencer a uma mesma comunidade, com os outros e com Deus. Portanto, somos chamados a levar e anunciar a paz como a boa nova de um futuro em que todo ser vivo será considerado em sua dignidade e seus direitos”.   Dia Mundial da Paz O Dia Mundial da Paz foi instituído em 1967 pelo Papa Paulo VI com o objetivo de "levar os homens a corresponderem, com o auxílio também da reflexão racional e das ciências humanas, à sua vocação de construtores responsáveis da sociedade terrena". O primeiro tema do Dia Mundial da Paz, celebrado em 1968, foi justamente "O Dia Mundial da Paz". Na época, acontecia a Guerra do Vietnã, então, a mensagem do pontífice expressava seu desejo de que esta iniciativa ganhasse adesões ao redor do mundo com “caráter sincero e forte de uma humanidade consciente e liberta dos seus tristes e fatais conflitos bélicos, que quer dar à história do mundo um devir mais feliz, ordenado e civil”. Confira a mensagem na íntegra clicando aqui.   Fonte: Vatican News.
  • “A aproximação ao povo é essencial”, afirma Dom Elias Manning
    No Congresso dos Frades Menores Conventuais foram eleitos novos membros para o Conselho da Federação   “Sermos irmãos do povo, termos humildade, nos aproximar, sermos amigos” é o apelo feito pelo bispo emérito de Valença (RJ), dom Elias Manning, durante o Congresso dos Frades Menores Conventuais da América Latina, que seguirá até o dia 17 de julho.  Religiosos e sacerdotes, acompanhados de leigos, refletem juntos sobre a história e o presente da vida dos conventuais no continente latino-americano.    A respeito dos tempos atuais, dom Elias Manning reforçou a atitude que os frades devem ter. “A aproximação ao povo é essencial. Lembro-me de sairmos nas ruas para falar com as pessoas. Elas sentem saudade disso e nós temos algo de diferente para dar. Isso porque temos algo que Francisco nos passou e que Deus nos deu: a Evangelii Gaudium, do papa Francisco, tem dicas muito boas para evangelizar hoje”, enfatizou.   História No encontro,  Frei Roberto Tomichá resgatou personagens importantes dos séculos XVII e XVIII por meio de cartas, registros de arte e documentos, a fim de recuperar memórias da Ordem. Já um dos primeiros assistentes gerais da Ordem na América Latina, frei Miguel Angél M. Lopez, falou sobre as fundações latino-americanas e províncias, bem como sobre a identidade franciscana hoje. Ele ressaltou a proximidade do papa Francisco com o carisma dos religiosos.   Eleição O Congresso dos Frades Menores Conventuais também trouxe como novidades os novos membros eleitos para o Conselho da Federação. O frei Jhon Jairo Molina é agora o novo presidente do Conselho, além de continuar como provincial da Custódia da Colômbia. Frei Gilson Miguel Nunes foi eleito vice-presidente. Ele também já é responsável pela Província de São Francisco de Assis. Por fim, foram escolhidos o frei Maurizio Bridio, da delegação do Chile, para ser secretário, e, para Conselheiro, frei Aldo Cuccáro, da província da Argentina. “Esta eleição, no contexto dos 70 anos da Ordem na América Latina, sendo o Brasil o primeiro lugar onde aportaram os nossos frades, sem dúvida, coloca diante de nós os grandes desafios que a Ordem enfrenta no mundo, na América Latina e no Brasil, que é o de animar esta presença missionária em consonância com os apelos que nos vem do Evangelho e também das indicações que o papa Francisco tem nos dado, de ser uma Igreja em saída, portanto, uma Ordem em saída, uma Ordem atenta aos sinais dos tempos”, afirmou o frei Gilson Miguel Nunes.
  • 03 de agosto: 70 anos de franciscanismo de Dom Frei Agostinho
    Celebramos hoje, 03 de agosto, os 70 anos de entrada na Ordem de Dom Frei Agostinho e os 60 anos de sua ordenação presbiteral. O incansável Cavaleiro da Imaculada nos proporcionou diversos frutos em toda a sua vida e obra, deixando sua influência presente até os dias atuais tanto na Milícia da Imaculada quanto na Missão Amazônia. Falecido em 20 de novembro de 2011, na cidade de Juruá (AM), ele continuou até o fim de seus dias trabalhando na missão da região que tanto amou. Dom Frei Agostinho foi o o primeiro missionário da fundação que hoje é a atual Província São Maximiliano Kolbe do Brasil - dos Franciscanos Conventuais e também foi o 1º Bispo de Luziânia (GO). Nascido em 29 de novembro de 1930, o Cavaleiro da Imaculada era polonês, natural da região de Podwojponie e veio para o Brasil em 1974. Era doutor em teologia sistemática e dedicou a vida ao trabalho missionário. “Ao longo de sua vida, Dom Agostinho adotou o Brasil como sua pátria, como lugar de sua doação até o fim”, disse o provincial Frei Marcelo em nota divulgada no site (leia aqui) na ocasião da morte do Bispo Emérito de Luziânia.   Homenagens Em 20 de março deste ano, o Frei Flávio Freitas, que, juntamente de outros frades, continua o trabalho iniciado pelo Cavaleiro da Imaculada na Amazônia, demonstrou seus sentimentos por tão grande memória de Frei Agostinho e relembrou alguns momentos desde quando se conheceram. Confira a carta a seguir: Carta de Frei Flávio Freitas em homenagem a Dom Frei Agostinho.   No mesmo dia, na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Juruá, foi celebrada a Santa Missa em homenagem aos sete anos de seu falecimento. Após a solenidade, foi inaugurado o museu com as memórias do Cavaleiro da Imaculada que contém objetos, fotos e outras memórias do 1º Bispo de Luziânia. Saiba mais clicando aqui.  
  • 04 de julho: Santos e Santas Franciscanas do Dia - Santa Isabel de Portugal
    Santa Isabel nasceu na Espanha, em 1271. Entre seus antepassados estão muitos santos, reis e imperadores. Era filha de Pedro II, rei de Aragão, que, no entanto, era um jovem príncipe quando ela nasceu. Sem querer ocupar-se com a educação da filha, o monarca determinou que fosse cuidada pelo avô, Tiago I, que se convertera ao cristianismo e levava uma vida voltada para a fé. Sorte da pequena futura rainha, que recebeu, então, uma formação perfeita e digna no seguimento de Cristo. Casou-se com o herdeiro do trono de Portugal, dom Dinis, o que significou para Isabel uma coroa de rainha e uma cruz de martírio, que carregou com humildade e galhardia nos anos seguintes de sua vida. Possuía uma forte e doce personalidade, sendo muito inteligente, culta e diplomata. As aventuras extraconjugais do rei eram incontáveis, tão conhecidas e comentadas que humilhavam profundamente a bondosa rainha perante o mundo inteiro. Criou os filhos, inclusive os do rei fora do casamento, dentro dos sinceros preceitos cristãos. Sua atuação nas disputas internas das cortes de Portugal e Espanha, nos idos dos séculos XIII e XIV, está contida na história dessas cortes como a única voz a pregar a concórdia e conseguir a pacificação entre tantos egos desejosos de poder. Ao mesmo tempo, ajudava amenizar as desgraças do povo pobre e as dores dos enfermos abandonados, com a caridade da sua esmola e sua piedade cristã. Ergueu o Mosteiro de Santa Clara de Coimbra para as jovens piedosas da corte, O mosteiro cisterciense de Almoste e o santuário do Espírito Santo em Alenquer. Também fundou, em Santarém, o Hospital dos Inocentes, para crianças cujas mães, por algum motivo, desejavam abandonar. Com suas posses sustentava asilos e creches, hospitais para velhos e doentes, tratando pessoalmente dos leprosos. Sem dúvida foi um perfeito símbolo de paz, do seu tempo. Quando o marido morreu, em 1335, Isabel recolheu-se no mosteiro das clarissas de Coimbra, onde ingressou na Ordem Terceira Franciscana. Antes, porém, abdicou de seu título de nobreza, indo depositar a coroa real no altar de São Tiago de Compostela. Doou toda a sua imensa fortuna pessoal para as suas obras de caridade. Viveu o resto da vida em pobreza voluntária, na oração, piedade e mortificação, atendendo os pobres e doentes, marginalizados. A rainha Isabel de Portugal morreu, em Estremoz, no dia 4 de julho de 1336. Venerada como santa, foi sepultada no Mosteiro de Coimbra e canonizada pelo papa Urbano VIII em 1665. Santa Isabel de Portugal foi declarada padroeira deste país, sendo invocada pelos portugueses como “a rainha santa da concórdia e da paz”.   Fonte: Franciscanos
  • 04 de outubro: dia do Nosso Pai Seráfico, São Francisco de Assis
    Hoje, 04 de outubro, a Igreja celebra o Nosso Pai Seráfico, São Francisco de Assis, o fundador da Ordem dos Frades Menores. Francisco nasceu em Assis, na Itália, no ano de 1182, sendo filho de um rico comerciante, Pedro Bernardone e de Dona Pica. Foi batizado em Santa Maria Maior (antiga catedral de São Rufino), inicialmente, com o nome de João (Giovanni), mas seu pai mudou de ideia devido às viagens comerciais que fazia à França. Era um jovem alegre que gostava da vida boêmia em que participava de muitas festas e banquetes, sendo muito popular entre os jovens de sua cidade. Desejava a glória da nobreza e, para isso, deveria participar das guerras que eram comuns nas lutas de poder de sua época. Bernardone desejava que o filho enobrece a família trazendo pra casa o heroísmo conquistado nas batalhas. No entanto, na primeira batalha caiu prisioneiro. No cárcere insalubre, ficou por cerca de um ano. Ao retornar, até continuou a curtir a vida de festas que levava antes, mas dessa vez, a diversão não durou muito. Devido as condições às quais fora exposto na prisão, ficou doente. Enfermo, o jovem refletiu sobre o significado de sua vida e, quando melhorou, não era mais o mesmo Francisco: as diversões do século que antes lhe preenchiam o coração, agora eram sinônimo de uma felicidade frívola, vazia e efêmera. Deus buscou atentá-lo ao significado de sua vida e missão na Terra assim. Mesmo assim, o jovem de Assis ainda ansiava pela glória das guerras. E, mais uma vez decidiu se aventurar.   O chamado Antes de partir, Francisco doou a sua cara armadura preparada pelo seu pai a um companheiro mais pobre que também participaria da batalha. Durante a viagem, adoeceu mais uma vez. Com febre, pensou ter ouvido a voz de Deus a falar com ele: – Francisco, o que é mais importante, servir ao Senhor ou servir ao servo?  – Servir ao Senhor, é claro – respondeu.  – Então, por que te alistas nas fileiras do servo?  – Senhor, o que quereis que eu faça?  – Volta a Assis – lhe diz a voz – e ali te será dito. Retornou mais uma vez à sua cidade, desafiando o desdém dos vizinhos e a fúria de seu pai. Inquieto com o chamado de Deus, passou a dedicar-se à oração. Peregrinou por muitos lugares em busca de respostas. Em uma viagem à Roma, em 1205, indignou-se com a baixa quantia de ofertas na tumba do Apóstolo São Pedro e deixou um punhado de moedas, contrastando com a pequena quantidade deixada por outras pessoas. Ainda na capital italiana, teve a sua primeira experiência de pobreza: sensibilizado com a situação de um mendigo, trocou suas nobres vestes com ele e trajou as suas roupas sujas e esfarrapadas.   Todos já estavam preocupados com ele. Havia enlouquecido o filho do comerciante? Frequentava cada vez mais a velha Capela de São Damião, que ficava no campo. Num certo dia, na estrada de Assis que levava até à igreja, ele deparou-se com um leproso, um ser que lhe causava grande e indescritível nojo. Entretanto, dessa vez era diferente. Francisco estava diferente. Como se estivesse movido por força maior, desceu do cavalo e pôs um saco de moedas nas mãos sangrentas daquele pobre. E, num gesto de compaixão, beijou-o. Sobre esta ocasião, ele disse “O que antes me era amargo, mudou-se então em doçura da alma e do corpo. A partir desse momento, pude afastar-me do mundo e entregar-me a Deus”.   A Renúncia Certo dia, rezando aos pés do crucificado na Capela de São Damião, ouve uma voz saindo direto do crucifixo “Francisco, vai e reconstrói a minha Igreja que está em ruínas”. Não entendendo o real significado deste chamado, foi à sua casa, pegou alguns pertences e os vendeu por um preço muito abaixo do que valiam. Foi ao sacerdote da capela e se ofereceu para reconstruir com as próprias mãos o local, que estava malconservado. Seu pai ficou irado com esta atitude. Há algum tempo ele já vinha dando desfalques na loja de Bernardone, pegando mercadorias e doando aos necessitados, mas agora era pior, ele estava envergonhando toda a sua família. Irado, Pedro Bernardone busca o jovem à força, castiga-o fisicamente e o prende num cubículo em baixo da escada de sua casa, acorrentado pelos pés. Mas sua mãe, Dona Pica, em compaixão para com o filho, soltou-o. Liberto, ele passou a se dedicar à mendicância de dinheiro e pedras para a reconstrução da capela, enquanto se escondia de seu pai. Sem mais alternativas, Bernardone recorreu ao Bispo de Assis em julgamento contra o filho. A audiência aconteceu na praça comunal da cidade, local em que seu pai lhe deu as alternativas de ou voltar com ele ou abdicar de sua herança e devolvesse tudo que havia recebido dele. Para a surpresa de todos, Francisco disse “As roupas que levo pertencem também a meu pai, tenho que devolvê-las". Assim, ele começou a tirar os seus trajes. Um a um e, estando nu, disse “Até agora tu tens sido meu pai na terra, mas agora poderei dizer: ‘Pai nosso, que estais nos céus”. O Bispo, admirado com o feito, o acolheu em seu manto.   A Missão Cada vez mais distante dos familiares e amigos, o Pobrezinho de Assis agora realizava trabalho pastorais e atuava na reconstrução de igrejas da região. À essa altura, questionava a si mesmo “O que mais Deus haveria de querer para mim?”, já que ainda não tinha tido completamente as respostas as quais buscava antes de receber o primeiro chamado do Senhor. Já na restauração da última capela de sua localidade, a sua tão cara Porciúncula, a Igrejinha de Santa Maria dos Anjos, ouviu o Evangelho na Santa Missa “sem túnicas, sem bastão, sem sandálias, sem provisões, sem dinheiro no bolso …” (Lc 9,3). Essa palavra tocou de tal forma o jovem de Assis que, finalmente, ascendeu-se nele a luz do seu chamado, “É isso que quero! É isso que desejo de todo o coração!” e, pouco depois, passou a vivenciar a sua obra: o seguimento puro do evangelho. Seu modo de vida passou a intrigar a muitos. Um destes foi Bernardo de Quintaval, o primeiro irmão. Bernardo, havia questionado ao Povorelo se poderia acompanha-lo em sua obra. Para responder, Francisco recorreu ao Evangelho. À caminho da Santa Missa acompanhado de Bernardo e Pedro de Catânia, ele abriu a Bíblia e recebeu as seguintes respostas: “Se queres ser perfeito, vende o que tens e dá-o aos pobres. Depois vem e segue-me” (Mt 19,21). “Não leveis nada pelo caminho, nem bastão, nem alforge, nem uma segunda túnica…” (Lc 9,3). “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz cada dia e siga-me” (Mt 16,24). Então, decidiu São Francisco, “Isto é o que devemos fazer e é o que farão todos quantos quiserem vir conosco”. Este foi o início da Fraternidade dos Irmãos Menores, em 24 de fevereiro de 1208.   Fraternidade Aos poucos muitos foram se juntando a eles e, em 1209, estes mendicantes foram à Roma, pedir a aprovação de seu modo de vida. Inocêncio III admirado com Francisco, não só aprovou a ordem, como o reconheceu como o homem de um sonho que teve em que este segurava as colunas da Igreja de Latrão (a mãe de todas as igrejas), que estava em ruínas. Em 1212, entre os dias de 18 e 19 de março, na noite de domingos de Ramos, a nobre Clara di Favarone foge de casa e é recebida na Porciúncula. Santa Clara torna-se a primeira mulher a ser recebida na Ordem. A Ordem crescia cada vez mais, principalmente após a entrada de Santa Clara e suas companheiras e o seguimento de muitos cristãos leigos que, mesmo já tendo se casado, estavam admirados com o movimento franciscano. Em 1219, Francisco vai ao acampamento do sultão do Egito, Melek-el-Kamel e tem uma importante conversa com ele. Um dos pontos que mais impressionavam a todos no movimento, não era somente à minoridade ou o seguimento radical do evangelho, mas a fraternidade universal do franciscanismo. O Pai Seráfico via em todas as criaturas e na criação, vestígios do próprio criador. Se Deus os fez, estes eram maravilhosos! E por todos Francisco tinha amor igualmente.   Últimos momentos Em 1224, no período de 15 de agosto a 29 de setembro, Francisco, com Frei Leão e Frei Rufino, passa no Alverne, preparando-se com uma quaresma de oração e jejum para a festa de São Miguel Arcanjo. Em setembro, tem a visão do Serafim alado e recebe os estigmas. Seu estado de saúde piora muito após este ano. Era final de agosto, em 1226, pede para ser levado à Porciúncula. Chegado à planície, lança sua bênção sobre Assis. Nos últimos dias de vida, dita o Testamento, autotestemunho de incalculável valor para a vida e os propósitos de homem tão singular. No dia 3 de outubro, à tarde, Francisco, morreu cantando “mortem suscepit”. No domingo seguinte, 4 de outubro, é sepultado na igreja de São Jorge, na cidade de Assis, mas o cortejo fúnebre passou antes pelo mosteiro das Clarissas. No dia 16 de julho de 1228, Francisco foi canonizado.   Entenda mais sobre o Pai Seráfico Francisco deixou muitos aprendizados em sua vida de imitação de Cristo. Todas as suas admirações, para com o Evangelho, para com a fraternidade, para com a criação, tinham muitos significados. Para compreender melhor sobre o Pai Seráfico, leia os textos:             Francisco e a devoção à Maria;             Francisco e Santa Clara;             Amor à Santa Cruz;             Impressão das Chagas;             Minoridade;             Cântico Irmão Sol;             Trânsito de São Francisco. Publicamos também alguns artigos na série “Vocação Franciscana”, em que falamos sobre os muitos significados da vida de Francisco nos seguintes momentos: O Chamado e a Escuta, a Cruz de São Damião e a Reconstrução da Igreja. Para cada texto há um vídeo sobre a explanação de um frade do ponto de vista religioso sobre a temática. Clique aqui e acesse a série.  Confira a playlist dos vídeos no nosso canal no YouTube: .  Fontes: Canção Nova, Cruz Terra Santa e Franciscanos. 
  • 04 de setembro: Santa Rosa de Viterbo - Santos e Santas Franciscanas do Dia
    Ela nasceu no ano de 1234, filha de João e Catarina, cristãos fervorosos. Nesse período, o imperador e a Igreja estavam em confronto. Além disso, duas famílias disputavam o governo da cidade de Viterbo, na Itália. A família de Rosa possuía uma boa propriedade na cidade vizinha, Santa Maria de Poggio, onde viviam com o conforto da agricultura. Envolta por antigas tradições e sem dados oficiais que comprovem os fatos narrados, a vida de Rosa foi breve e incomum. Como sua mãe, Catarina, trabalhava com as Irmãs Clarissas do mosteiro da cidade, Rosa recebeu a influência da espiritualidade franciscana ainda muito pequena. Com sete anos, Rosa pegou uma forte doença que acabou sendo um meio para sua vida de consagração, pois Nossa Senhora apareceu a ela, restituindo sua saúde e chamando-a à uma total entrega de vida e, assim, aos doze anos ingressou na Ordem Terceira de São Francisco. No ano de 1247 a cidade de Viterbo, fiel ao Papa, caiu nas mãos do imperador Frederico II, que negava a autoridade do pontífice e o poder do Sacerdote de perdoar os pecados e consagrar. Rosa então teve outra visão, desta vez com Cristo que estava com o coração em chamas. Ela não se conteve, saiu pelas ruas pregando com um crucifixo nas mãos. A notícia correu toda cidade, muitos foram estimulados na fé. Com suas palavras, confundia até os mais preparados. Por isto, representava uma ameaça para as autoridades locais. Em 1250, o prefeito a condenou ao exílio. Rosa e seus pais foram morar em Soriano onde sua fama já havia chegado. Na noite de 5 de dezembro 1251, ela recebeu a visita de um anjo, que lhe revelou que o imperador Frederico II, uma semana depois, morreria. O que de fato aconteceu. Com isto, o poder dos rebeldes ao pontificado enfraqueceu e Rosa pode retornar a Viterbo. Toda a região voltou a viver em paz. No dia 6 de março de 1252, sem agonia, ela morreu. No mesmo ano, o Papa Inocêncio IV, mandou instaurar o processo para a canonização de Rosa. Cinco anos depois, o mesmo pontífice mandou exumar o corpo, e para a surpresa de todos, ele foi encontrado intacto. Rosa foi transladada para o convento das Irmãs Clarissas que nesta cerimônia passou a se chamar, convento de Santa Rosa. Depois, a Santa só foi “canonizada” pelo povo, porque curiosamente o processo nunca foi promulgado. A canonização de Rosa ficou assim, nunca foi oficializada. Mas também nunca foi negada pelo Papa e pela Igreja. Santa Rosa de Viterbo, desde o momento de sua morte, foi “canonizada” pelo povo. Em setembro de 1929, o Papa Pio XI, declarou Santa Rosa de Viterbo a padroeira da Juventude Feminina da Ação Católica Italiana. No Brasil, ela é A Padroeira dos Jovens Franciscanos Seculares. Santa Rosa de Viterbo é festejada no dia de sua morte, mas também pode ser comemorada no dia 4 de setembro, dia do seu translado para o mosteiro de Clarissas de Santa Rosa, em sua cidade natal.   Fonte: Canção Nova e Franciscanos. 
  • 06 de agosto: há 40 anos falecia Paulo VI, recordado por Francisco no Angelus deste domingo (05)
    Neste mesmo dia há quarenta anos atrás, falecia Paulo VI em Castel Gandolfo, na festa litúrgica da Transfiguração do Senhor. Um Papa cujo pontificado ficou muito ligado ao continente africano e, “numa sociedade que se delineou secularizada e hostil, soube conduzir com sabedoria visionária e às vezes na solidão, o leme do barco de Pedro, sem perder a alegria e a confiança no Senhor”, como afirmou o Papa Francisco em 19 de outubro de 2014, quando beatificou Giovanni Battista Montini. Novamente, no Angelus deste domingo, Francisco o recordou, rezando para que do céu interceda pela Igreja que tanto amou e pela paz no mundo. O Pontífice da Humanae Vitae será Santo em 14 de outubro deste ano. "Esta vida mortal é, apesar de suas dificuldades, seus obscuros mistérios, seu sofrimento e sua fragilidade inevitável, um fato belíssimo, um prodígio sempre original", lê-se nas meditações do Papa Montini, em que falava de um acontecimento - a "vida do homem" - digna de ser "cantada em alegria". O postulador da causa de canonização do Papa Montini, o redentorista Padre Antonio Marrazzo, conversou com equipe do Vatican News, a comunicação oficial da Santa Sé. "A mensagem de humanidade de Paulo VI encontramos no “Pensamento da morte” e também no testamento: ali há uma síntese de como o Papa Montini entendia o homem e, em particular, o homem à imagem de Deus", explicou ao Vatican News o padre redentorista Antonio Marrazzo, postulador da Causa de Canonização do Papa Paulo VI. Confira a entrevista completa aqui.   Humanae Vitae Uma quarta-feira em pleno verão, com a multidão de fiéis e um calor que não vem da meteorologia. Paulo VI está em Castel Gandolfo e preside a Audiência geral na Sala do Palácio Pontifício. A sua primeira frase estimula o fermento. “Hoje as nossas palavras – anuncia – abordarão um tema obrigado acerca da Encíclica, intitulada Humanae vitae…”. Talvez seja o momento que o Papa mais esperava, há dias. O momento de falar diretamente aos fiéis e de falar com o coração aberto de um tema que por muitos anos, e até uma semana antes, o absorveu no esforço de completar um dos documentos mais delicados e complexos do seu Pontificado e da Igreja contemporânea. Leia mais detalhes aqui sobre a encíclica que se tornou um dos legados do Papa Montini e da Igreja nos tempos atuais. O documento de Paulo VI completou 50 anos em 25 de julho deste ano.   África O pontificado de Paulo VI teve grande ligação com o continente africano não só pela sua viagem a Kampala em 1969, pela canonização dos Mártires do Uganda, pela sua carta “Africae Terrarum” em que valoriza, com discernimento,  a cultura do continente e o convida a ser missionário de si mesmo,  mas também por ter recebido em audiência a 1 de Julho de 1970 os líderes da luta pela independência das então colónias portuguesas em África: Amílcar Cabral (Guiné-Bissau /Cabo Verde), Agostinho Neto (Angola) e Marcelino dos Santos (Moçambique). Uma audiência histórica que foi evocada precisamente no dia 1 de Julho deste ano, na Sala Marconi da Rádio Vaticano, onde foi apresentado o livro “Itinerários de Amílcar Cabral”, uma coletânea de postais que Cabral enviava das suas viagens diplomáticas à esposa Ana Maria Cabral e que ela deu agora à estampa com o intento de transmitir o ideal de A. Cabral aos jovens de hoje. Saiba mais clicando aqui.
  • 07 de novembro: Bem-Aventurada Maria Crucifixa Satéllico - Santos e Santas Franciscanas do Dia
    Maria Crucifixa Satéllico nasceu em 31 de dezembro de 1706 na cidade de Veneza, na Itália. Inicialmente, foi batizada com o nome de Isabel. Professou a Regra de Santa Clara no ano de 1726 no Mosteiro de Ostra Vetere, que fica na região de Marcas, também na Itália. Lá, viveu o recolhimento com Cristo em Deus, amando ao Senhor com o coração indiviso e participando com seráfico ardor do mistério da Cruz. Ela foi uma guia para com as suas co-irmãs, iluminada pela palavra e pelo exemplo no caminho da perfeição, sobretudo, nos últimos três anos em que esteve à frente do mosteiro como abadessa. Sendo sustentada pela Graça Divina, rechaçou vitoriosamente as tentações e as ciladas do inimigo. Foi agraciada por Deus com o dom da contemplação mística. A virgem da Ordem II morreu no dia 08 de novembro de 1745. Foi beatificada pelo Papa João Paulo II em 10 de outubro e 1993.
  • 08 de agosto: Santos e Santas Franciscanas do Dia - Santo Pai Domingos
    O Fundador da Ordem Dominicana nasceu em Caleruega, Castela, no ano de 1170. Pertencia a uma ilustre e nobre família, muito católica e rica: seus pais eram Félix de Gusmão e Joana d'Aza e seus irmãos, Antonio e Manes. O primeiro tornou-se sacerdote e morreu com odor de santidade. O segundo, junto com a mãe, foi beatificado pela Igreja. Nesse berço exemplar, o pequeno Domingos trilhou o mesmo caminho de servir a Deus. Até mesmo o seu nome foi escolhido para homenagear são Domingos de Silos, já que sua mãe, antes dele nascer, fez uma novena no Santuário do Santo Abade. E, como conta a tradição, no sétimo dia ele lhe teria aparecido para anunciar que seu futuro filho seria um santo para a Igreja Católica. Domingos dedicou-se aos estudos, tornando-se uma pessoa muito culta. Mas nunca deixou a caridade de lado. Aos vinte e quatro anos, sentindo o chamado, recebeu a ordenação sacerdotal. Foi enviado para a diocese de Osma, onde se distinguiu pela competência e inteligência. Logo foi convidado para auxiliar o rei Afonso VII nos trabalhos diplomáticos do seu governo e também para representar a Santa Sé, em algumas de suas difíceis missões. O papa Inocêncio III enviou-o para o sul da França, junto com Diego de Aceber, seu companheiro, a fim de combater os católicos reencarnacionistas. Entretanto, com a morte repentina de seu amigo, Domingos teve de enfrentar a missão francesa sozinho. E o fez com muita eficiência, usando apenas o seu exemplo de vida e a pregação da verdadeira Palavra de Deus. Em 1207, em Santa Maria de Prouille, Domingos fundou o primeiro mosteiro da Ordem Segunda, das monjas, destinado às jovens que, devido à carestia, estavam condenadas à vida do pecado. Os biógrafos narram que foi na igreja desse convento que Nossa Senhora apareceu para Domingos e disse-lhe para difundir a devoção do rosário, como princípio da conversão dos hereges e para a salvação dos fiéis. Por isso os dominicanos são tidos como os guardiões do rosário, cujo culto difundem no mundo cristão através dos tempos. A santidade de Domingos ganhava cada vez mais fama, atraindo as pessoas que desejavam seguir o seu modelo de apostolado. Foi assim que surgiu o pequeno grupo chamado "Irmãos Pregadores", do qual fazia parte o seu irmão de sangue, o bem-aventurado Manes. Em 1215, a partir dessa irmandade, Domingos decidiu fundar uma Ordem, oferecendo uma nova proposta de evangelização cristã e vida apostólica. Ela foi apresentada ao papa Inocêncio III, que, no mesmo ano, durante o IV Concílio de Latrão, concedeu a primeira aprovação. No ano seguinte, seu sucessor, o papa Honório III, emitiu a aprovação definitiva, dando-lhe o nome de Ordem dos Frades Predicadores, ou Dominicanos. Eles passaram a ser conhecidos como homens sábios, pobres e austeros, tendo como características essenciais a ciência, a piedade e a pregação. Em 1217, para atrair a juventude acadêmica para dentro do clero, o fundador determinou que as Casas da Ordem fossem criadas nas principais cidades universitárias da Europa, que na época eram Bolonha e Paris. Ele se fixou na de Bolonha, na Itália, onde se dedicou ao esplêndido desenvolvimento da sua obra, presidindo, entre 1220 e 1221 os dois primeiros capítulos gerais, destinados à redação final da "carta magna" da Ordem. No dia 8 de agosto de 1221, com apenas 51 anos de idade, ele morreu. Foi canonizado pelo papa Gregório IX, que lhe dedicava especial estima e amizade, em 1234. São Domingos de Gusmão foi sepultado na catedral de Bolonha e é venerado, no dia de sua morte, como Padroeiro Perpétuo e Defensor dessa cidade.   Leia mais sobre outros Santos e Santas Franciscanas clicando aqui. Via: Paróquias Francisco.  
  • 08 de novembro: Bem-Aventurado João Duns Scotus – Santos e Santas Franciscanas do Dia
    Ele nasceu por volta de 1265 na cidade de Duns, na Escócia. Desde cedo ele tinha grande apreço pelo carisma franciscano, sendo recebido na Ordem ainda jovem. Foi ordenado presbítero em 17 de março de 1291. Graduando-se na Universidade de Sorbonne, em Paris, foi professor nas universidades de Cambridge, Oxford, Paris e, finalmente, em Colônia. Verdadeiro filho do Povorello de Assis, investigou com grande sutileza a divina Revelação, produzindo muitas obras filosóficas e teológicas de grande relevância. Com notável vigor, anunciou o mistério do Verbo Encarnado e foi incansável defensor da Imaculada Conceição da Virgem Maria e da autoridade do Romano Pontífice. Em 23 de junho de 1303, por se ter recusado a subscrever o libelo de Filipe IV, o belo, Rei da França, contra o Papa Bonifácio VIII, foi expulso de Paris, indo para Colônia. Lá, em 8 de novembro de 1308, foi colhido por morte prematura, no auge de sua atividade magisterial. A grande fama de santidade de que o insigne teólogo se viu cercado na vida, por causa de suas excepcionais virtudes cristãs, bem cedo lhe mereceu não só no âmbito da Ordem seráfica, mas também em Colônia, na Alemanha, onde está sepultado; e em Nola, na Itália, um culto Público que o Papa João Paulo II confirmou em 6 de julho de 1991.  Scotus viveu em um contexto desafiador e, ao mesmo tempo, extremamente fecundo. O século XIII, no qual também viveram Tomás de Aquino e Boaventura, tem como marcas principais duas trajetórias filosófico-teológicas bem definidas: agostiniano-boaventuriana e aristotélico-tomista. E uma única matriz polêmica a provocá-las e animá-las: o ingresso das obras de Aristóteles na universidade de Paris. Nesse contexto, Scotus assume uma postura crítica face aos pressupostos e às principais posições defendidas por ambas as escolas, revelando-se como um pensador original. Destaca-se pela fina precisão em bem discernir, o que lhe possibilitou dissipar inúmeras confusões e esmerar-se na especulação acerca das questões filosóficas e dos mistérios da fé. O “Doutor sutil” se caracteriza, ainda, por um raciocínio singular capaz de, num cerrado diálogo com seus interlocutores, desconstruir seus argumentos e forjar conceitos e linguagem novos cada vez mais precisos e inclusivos. Com Scotus, talvez o pensamento cristão tenha atingido o mais alto vértice da especulação.   Duns Scotus teologicamente Duns Scotus, antes de tudo, meditou sobre o mistério da Encarnação e, ao contrário de muitos pensadores cristãos da época, sustentou que o Filho de Deus teria se feito homem ainda que a humanidade não tivesse pecado. Ele afirma, na Reportata Parisiensa “Pensar que Deus teria renunciado a esta obra se Adão não tivesse pecado seria totalmente irracional. Digo, portanto, que a queda não foi a causa da predestinação de Cristo, e que, ainda que ninguém tivesse caído, nem o anjo, nem o homem, nesta hipótese Cristo teria estado ainda predestinado da mesma forma” (in III Sent., d. 7, 4). Este pensamento, talvez um pouco surpreendente, nasce porque, para Duns Scotus, a Encarnação do Filho de Deus, projetada desde a eternidade por parte de Deus Pai em seu plano de amor, é cumprimento da criação e torna possível a toda criatura, em Cristo e por meio d’Ele, ser cumulada de graça e dar louvor e glória a Deus na eternidade. Duns Scotus, ainda consciente de que, na realidade, por causa do pecado original, Cristo nos redimiu com sua Paixão, Morte e Ressurreição, reafirma que a Encarnação é a maior e mais bela obra de toda a história da salvação e que esta não está condicionada por nenhum fato contingente, mas é a ideia original de Deus de unir finalmente todo o criado consigo mesmo na pessoa e na carne do Filho. Fiel discípulo de São Francisco, Duns Scotus amava contemplar e pregar o mistério da Paixão salvífica de Cristo, expressão do amor imenso de Deus, que comunica com grandíssima generosidade fora de si os raios da sua bondade e do seu amor (cf. Tractatus de primo principio, c. 4). E este amor não se revela somente no calvário, mas também na Santíssima Eucaristia, da qual Duns Scotus era devotíssimo e que via como o sacramento da presença real de Jesus e como o sacramento da unidade e da comunhão que nos induz a amar-nos uns aos outros e a amar a Deus como o Sumo Bem comum (cf. Reportata Parisiensia, in IV Sent., d. 8, q. 1, n. 3).   Duns Scotuss e a Imaculada Não somente o papel de Cristo na história da salvação, mas também o de Maria é objeto da reflexão do Doctor subtilis. Na época de Duns Scotus, a maior parte dos teólogos opunha uma objeção, que parecia insuperável, à doutrina segundo a qual Maria Santíssima esteve isenta do pecado original desde o primeiro instante da sua concepção: de fato, a universalidade da Redenção levada a cabo por Cristo, à primeira vista, poderia parecer comprometida por uma afirmação semelhante, como se Maria não tivesse tido necessidade de Cristo e da sua redenção.   Por isso, os teólogos se opunham a esta tese. Duns Scotus, então, para fazer compreender esta preservação do pecado original, desenvolveu um argumento que foi depois adotado também pelo Papa Pio IX em 1854, quando definiu solenemente o dogma da Imaculada Conceição de Maria. E este argumento é o da “redenção preventiva”, segundo a qual a Imaculada Conceição representa a obra de arte da Redenção realizada em Cristo, porque precisamente o poder do seu amor e da sua mediação obteve que a Mãe fosse preservada do pecado original. Portanto, Maria está totalmente redimida por Cristo, mas já antes da sua concepção. Os franciscanos, seus irmãos, acolheram e difundiram com entusiasmo esta doutrina, e os demais teólogos – frequentemente com juramento solene – se comprometeram a defendê-la e aperfeiçoá-la. A este respeito, gostaria de evidenciar um dado que me parece importante. Teólogos de valor, como Duns Scotus sobre a doutrina da Imaculada Conceição, enriqueceram com sua contribuição específica de pensamento o que o Povo de Deus já acreditava espontaneamente sobre a Beatíssima Virgem, e manifestava nos atos de piedade, nas expressões da arte e, em geral, na vida cristã. Assim, a fé, tanto na Imaculada Conceição como na Assunção corporal de Nossa Senhora já estava presente no Povo de Deus, enquanto a teologia não havia encontrado ainda a chave para interpretá-la na totalidade da doutrina da fé.   Conheça outros Santos e Santas Franciscanas clicando aqui.  O Frei José Nasareno (OFMConv.) relembrou o beato no Programa "Uma palavra de Fé e Luz", veja aqui.  Fonte: Franciscanos aqui e aqui.
  • 10 de outubro: São Daniel e Seus Companheiros - Santos e Santas Franciscanas do Dia
    Os frades franciscanos doaram à Igreja grandes santos. Hoje, celebramos a memória de sete missionários que dispensaram todos seus esforços para a evangelização do Norte da África e foram brutalmente martirizados. Em 1227, sete membros da ordem, vindos da Itália e liderados por Daniel, chegaram à Espanha, expressando ao superior geral, Irmão Elias, o desejo de evangelizar os muçulmanos na cidade de Marrocos. Era um ato verdadeiramente corajoso, porque as autoridades marroquinas haviam proibido qualquer forma de propaganda da fé cristã. Mas, ao mesmo tempo, era um período de grande entusiasmo missionário nas jovens ordens franciscanas, fortalecidas pela memória de são Francisco, que morrera no ano anterior. O chefe do grupo era Daniel, nascido em Belvedere, na Calábria, que também ocupava o cargo de ministro provincial da Ordem naquela região; os outros se chamavam Samuel, Ângelo, Donulo, Leão, Nicolas e Hugolino. Após uma breve permanência na Espanha, transferiram-se para a cidade de Ceuta, no Marrocos. Nas estradas e ruas da cidade, falando em latim e em italiano, anunciaram Cristo. As autoridades mandaram que fossem capturados. Levados à presença do Sultão, foram classificados como loucos, devendo permanecer na prisão. Depois de sete dias, todos eles voltaram à presença do Sultão que se esforçou de todas as maneiras para que negassem a religião cristã. Mas não conseguiu. Então condenou à morte os sete franciscanos que se mantiveram firmes no cristianismo. No dia 10 de outubro, foram decapitados em praça pública e seus corpos destroçados. Todavia os comerciantes cristãos ocidentais recuperaram os pobres restos, que sepultaram nos cemitérios dos subúrbios de Ceuta. Em seguida, os ossos foram transferidos para a Espanha. Hoje, as relíquias são conservadas em diversas igrejas de várias cidades da Espanha, de Portugal e da Itália. O papa Leão X, em 1516, canonizou como santos Daniel e cada um dos seis companheiros.   Fontes: Catequese Católica e Franciscanos.
  • 13 de novembro: São Diogo de Alcalá - Santos e Santas Franciscanas do Dia
    Diogo de Alcalá nasceu em uma família humilde por volta do ano de 1400, em São Nicolau do Porto em Andaluzia, na Espanha. O jovem, desde cedo autodidata da ascese cristã¹, viveu como monge eremita às margens do povoado natal, em penitência e oração. Alimentava-se somente com os produtos da pequena horta que cultivava e vestia-se com as roupas velhas que o povo lhe dava em troca de trabalhos artesanais. Como sempre acontece, quem mais dá, mais recebe. Assim o jovem acabou por atrair a si muitos doadores. Possuidor de dons místicos e inteligência infusa, sua piedade e bondade eram tão reconhecidas que logo ganhou fama de santidade. Para fugir dela, resolveu ingressar como noviço de irmão leigo no Convento dos frades franciscanos de Arizafe, próximo a Córdoba. Lá, fez o noviciado como irmão leigo e, em 1441, foi enviado como missionário às ilhas Canárias. Naquelas felizes ilhas submersas pelo sol, Frei Diogo aí trabalhou alegremente e, cinco anos depois, a obediência lhe impôs aceitar o cargo de guardião, isto é, de superior, não obstante ser simples irmão leigo. Era o tempo das colonizações espanholas e, o zelo do Frei Diogo para com os nativos incomodava bastante os colonizadores que mantinham os indígenas na condição de escravos. Os colonizadores tornaram-lhe a vida tão difícil que teve de voltar à Espanha em 1449. No ano seguinte peregrinou à Roma para assistir à canonização de são Bernardino de Sena. Lá, foi hóspede do convento de Aracoeli e encontrou a população abandonada à mercê de uma trágica epidemia. Trabalhou como ninguém na assistência aos doentes, não só material como espiritualmente, pois seus dons místicos fizeram com que curasse muitos deles com orações e o simples toque das mãos. No entanto, foi retido em Roma por grave epidemia e teve de retornar à Espanha. De volta ao seu país natal, continuou desenvolvendo os mesmos encargos de porteiro e cozinheiro em vários conventos, o último deles foi o de Alcalá de Henares, perto de Madri, onde concluiu santamente sua vida terrena a 12 de novembro de 1463. Foi canonizado pelo papa Xisto V em 1588. Tornou-se um dos cultos de maior devoção da cristandade, que perpetua a sua memória pelo seu nome emprestado aos seus rios, baías e a várias cidades, além de ser padroeiro de muitas outras também. O exemplo mais famoso é a rica cidade de San Diego, no estado da Califórnia, América do Norte. A festa de são Diogo de Alcalá é celebrada no dia 13 de novembro. São Diogo (Diego) é ainda um dos santos mais populares da Espanha e da América Latina. Sendo representado no humilde hábito de irmão leigo franciscano, com batina de saco, cordão e chaves para indicar suas funções de porteiro e cozinheiro do convento. Sua expressão é a humildade personificada do mais puro seguidor do pobrezinho de Assis: São Francisco.   ²: A ascese cristã é um conjunto de práticas austeras, comportamentos disciplinados e evitações morais prescritos aos fiéis, tendo em vista a realização de desígnios divinos e leis sagradas. Entenda mais clicando aqui.   Fontes: Derradeiras Graças e Fraternidade Franciscana São Boaventura. 
  • 13 de outubro: São Serafim de Montegranaro - Santos e Santas Franciscanas do Dia
    Serafim nasceu em 1540, em Montegranaro, nas Marcas, Itália. Foram seus pais Jerónimo Rapagnano e Teodora Giovannuzzi. Eram de humilde condição e cristãos fervorosos. Dada a pobreza da sua família, trabalhou, durante algum tempo, como criado na casa de um lavrador, que lhe encomendou a guarda dos seus rebanhos. Como sucedeu com outros irmãos franciscanos seus contemporâneos, São Pascoal Bailão e São Félix de Cantalício, na solidão dos campos, sendo analfabeto, aprendeu a ler o grande livro da natureza e a levantar o espírito para Deus. Quando tinha 18 anos, bateu à porta do Convento dos Capuchinhos de Tolentino. Depois de algumas dificuldades, foi recebido na Ordem como religioso e fez o noviciado em Jesi. Percorreu quase todos os conventos das Marcas, porque, apesar da sua boa vontade e a maior diligência que punha no cumprimento de tudo o que lhe confiavam, não conseguia agradar nem aos superiores nem aos irmãos da fraternidade, que não lhe poupavam repreensões e castigos. Porém, mostrava sempre uma extraordinária bondade, pobreza, humildade, pureza e mortificação. Exerceu os ofícios de porteiro e esmoler, em contato com os mais variados grupos de pessoas. Encontrava sempre a palavra oportuna e demonstrava fina delicadeza de sentimentos no sentido de conduzir as almas para Deus. A exemplo de São Francisco, amou a natureza, que lhe falava ao coração e o elevava para Deus. Em muitos casos da sua vida, parece-nos reviver algumas páginas mais características dos “Fioretti” de São Francisco. Em 1590, estabeleceu-se definitivamente em Áscoli Piceno. A cidade o amou de tal maneira que, em 1602, tendo-se difundido a notícia de que iria ser transferido, as autoridades escreveram aos superiores pedindo sua permanência. Verdadeiro mensageiro da paz e do bem, exercia enorme influxo em todos os grupos de pessoas e a sua palavra conseguia serenar situações verdadeiramente alarmantes e extinguir ódios acirrados, promover o amor fervoroso pela virtude, suavizar os costumes, levando assim à prática a reforma, no espírito do Concílio de Trento Viveu em oração, humildade, penitência, trabalho e, sobretudo paciência, pois não lhe faltaram constantes repreensões. Deus se encarregou de o ajudar, suprindo-o nas suas capacidades, na cozinha, na portaria, na horta, no ofício de esmoler, com milagres, leitura dos corações e com o dom de confortar a todos. Estava sempre contente por amar a Deus, conhecendo e estudando os seus dois livros: o crucifixo e o rosário. Tinha 64 anos de idade e sua fama de santidade se espalhava por toda a região de Áscoli. Pediu o Viático quando ninguém imaginava que estivesse próxima sua morte. Faleceu aos 12 de Outubro de 1604. Depois de ter expirado, com a maior simplicidade, o povo logo começou a chamá-lo de santo. Essa voz chegou aos ouvidos do Papa Paulo V, que autorizou a acender uma lâmpada junto da sua sepultura. Foi canonizado por Clemente XIII, a 16 de Julho de 1767.   Via: Franciscanos.
  • 13 jun: Santos e Santas Franciscanas - Santo Antônio de Pádua, erudito, cristocêntrico e a serviço dos pobres
    Nascido em 1195 na cidade de Lisboa, em Portugal, Santo Antônio de Pádua (ou de Lisboa) é um dos santos mais conhecidos da Igreja. Filho de Martinho de Bulhões e Teresa Taveira, ambos de famílias ricas e muito religiosas, Antônio recebeu, ainda na pia batismal, o nome de Fernando. Aos 15 anos, se dirigiu ao Convento dos cônegos de Santo Agostinho, nas proximidades de Lisboa. Ficou por lá dois anos e alguns meses e, como recebia muitas visitas de parentes, resolveu então pedir a transferência para o mosteiro de Santa Cruz, de Coimbra. Com isso entrou em contato com frades franciscanos, hóspedes neste convento. Estes frades acabaram sendo martirizados em Marrocos e seus restos mortais vieram para Coimbra, onde então morava o Rei de Portugal. Fernando pôde assim contemplar os corpos daqueles mártires e isto o tocou de tal forma, que decidiu se tornar franciscano. Foi para o Convento de Olivais e lá adotou o nome de Antônio. Seu desejo era pregar o Evangelho em terra de missões. Após o curto noviciado, foi para Marrocos, onde acabou adoecendo e, resignado, teve que voltar para Portugal. Em 1221, se daria o Capítulo da Ordem Franciscana. Na assembleia, compareceram cerca de três mil frades e foi lá que Antônio esteve pela primeira vez com São Francisco, em Assis. Ainda mal conhecido dos franciscanos foi trabalhar num pequeno eremitério em Portugal. Nele permaneceu numa vida de oração por nove meses. Houve, na cidade de Forli, ordenações sacerdotais e pediram a Antônio para fazer o sermão de improviso. Todos ficaram deslumbrados. Era o início de sua missão de pregador no sul da França e na Itália. Até hoje seus sermões são lidos e estudados. Foi em Montpellier que se deu o fato que fez de Santo Antônio ser invocado como o protetor das causas perdidas: um noviço que resolvera sair da Ordem Franciscana levou consigo o livro de salmos com comentários escritos por Antônio. Este noviço acabou sendo roubado e passou então a orar para que o ladrão lhe devolvesse o livro. Arrependido, o ladrão voltou e devolveu o livro. A partir daí, Antônio começou a ter na França a fama de taumaturgo, martelo dos hereges, terror dos demônios, trombeta do Evangelho. Só uma alma que reza pode realizar progressos na vida espiritual: este foi o objeto privilegiado da pregação de Santo Antônio. Ele conhecia bem os defeitos da natureza humana, a tendência a cair no pecado; por isso, exortava continuamente a combater a inclinação à cobiça, ao orgulho, à impureza e incentivava a praticar as virtudes da pobreza e da generosidade, da humildade e da obediência, da castidade e da pureza. No começo do século XIII, no contexto do renascimento das cidades e do florescimento do comércio, crescia o número de pessoas insensíveis às necessidades dos pobres. Por este motivo, Antônio convidou os fiéis muitas vezes a pensar na verdadeira riqueza, a do coração, que, tornando-os bons e misericordiosos, leva-os a acumular tesouros para o céu. “Ó ricos – exorta – tornai-vos amigos (…); os pobres, acolhei-os em vossas casas: serão depois eles que os acolherão nos eternos tabernáculos, onde está a beleza da paz, a confiança da segurança e a opulenta quietude da saciedade eterna” (Ibid.). Veio trabalhar na Itália, pregando por toda a parte. Em 1227, se deteve pela primeira vez em Pádua, cidade à qual ficaria indelevelmente ligado e onde, após mais quatro anos de incansáveis pregações em terras italianas, viria a ser enterrado, tendo morrido a 13 de junho. Tão grande era a fama de seus prodígios que, onze meses depois de sua morte, foi canonizado pelo papa Gregório IX. Em 1263, quando seu corpo foi exumado, sua língua estava intacta e, até hoje, numa redoma é venerada por paduenses e milhares de outros peregrinos vindo de diferentes lugares do mundo. A fama de casamenteiro veio após uma jovem, à sua intercessão, ter conseguido um ótimo casamento. Em 1946, o papa Pio XII proclamou Santo Antônio, Confessor e Doutor da Igreja. Os devotos deste santo devem imitar sua fé, sua piedade, sua humildade, sua dileção aos pobres e seu imenso amor à evangelização. Grande a devoção de Santo Antônio a Jesus Infante e cumpre repetir sempre: Menino Jesus por nós encarnado, livrai-nos da mancha de todo pecado. Como Santo Antônio foi sepultado numa terça-feira este dia da semana lhe é consagrado. Uma senhora de Toulon na França, por ter alcançado uma grande graça por intercessão de Santo Antônio, resolveu distribuir pães aos pobres em sua homenagem, daí surgiu a benção do pão de Santo Antônio, lembrando a caridade que se deve ter para com os mais necessitados. Este pão tem restituído a saúde a muitos doentes. Santo, realmente, extraordinário que merece todos os louvores. Que ele leve sempre seus devotos a um grande amor a Jesus, nosso único Salvador!   Santo Antônio e o Franciscanismo Santo Antônio contribuiu de maneira significativa para o desenvolvimento da espiritualidade franciscana, com seus fortes traços de inteligência, equilíbrio, zelo apostólico e, principalmente, fervor místico. Antônio, na escola de Francisco, sempre coloca Cristo no centro da vida e do pensamento, da ação e da pregação. Este é outro traço típico da teologia franciscana: o cristocentrismo. Alegremente, ela contempla e convida a contemplar os mistérios da humanidade do Senhor, particularmente o do Natal, que suscitam sentimentos de amor e gratidão pela bondade divina.
  • 14 de novembro: São Nicolau de Tavelic e seus Companheiros - Santos e Santas Franciscanas do Dia
    Os frades foram sacerdotes e mártires da Primeira Ordem. Canonizados por Paulo VI no dia 21 de junho de 1970. Por se recusarem a negar a sua fé, foram, de imediato, condenados à morte e, no dia 14 de novembro de 1391, foram assassinados, despedaçados e queimados.   Nicolau É o primeiro croata canonizado, uma figura extraordinária no ambiente do seu tempo. Nasceu por volta de 1340 em uma cidade da Dalmácia, e quando era ainda adolescente ingressou na ordem dos frades menores. Depois de ordenado sacerdote foi enviado como missionário para a Bósnia, onde durante 12 anos se dedicou totalmente à conversão dos bogomilos, juntamente com Deodato de Rodez. Em 1384, dirigiram-se ambos à Palestina, onde se associaram a outros dois confrades, Pedro de Narbona e Estevão de Cúneo, todos eles futuros mártires de Cristo. Entretanto fixaram-se em Jerusalém, no convento de São Salvador, em oração e estudo. Depois de muito meditar sobre o assunto, Nicolau p, Nicolau projetou uma missão muito ousada. Missão com que já sonhada anteriormente por São Francisco, movido pelo Espírito Santo, pelo zelo da fé e pelo desejo de martírio. Tratava-se de anunciar publicamente em Jerusalém, aos chefes dos mulçumanos, a pessoa e a doutrina de Cristo. Deodato Nasceu em uma cidade francesa que nos textos originais latinos é designada por Ruticinium, identificada com a cidade atualmente chamada Rodez, sede episcopal, a uns 600 quilômetros a sul de Paris. Fez-se frade menor quando ainda era moço, e foi ordenado sacerdote na província franciscana da Aquitânia. Por volta de 1373 o vigário geral P. Bartolomeu do Alverne fizera um apelo com o fim de recrutar religiosos para uma particular expedição missionária à Bósnia. Uma bula de Gregório XI publicada nessa altura apresentava boas perspectivas para o progresso da fé nessas zonas infestadas pela heresia dos bogomilos, seita herética de fortes tendências maniqueístas, cujos principais representantes uniam aos erros dogmáticos uma rígida austeridade de vida. Deodato de Rodez foi parar a esse campo de atividade para secundar o desejo do vigário geral da ordem e do Papa Gregório XI, e pelos mesmos motivos e nas mesmas circunstâncias foi também Nicolau Talevic. Do encontro entre os dois santos, nasceu uma profunda amizade, que os amparou durante quase 12 anos no meio de enormes dificuldades e canseiras, comparáveis às dos grandes missionários da Igreja. Há um relato pormenorizado dessa heroica expedição apostólica da Bósnia, bem como do martírio ocorrido posteriormente. Em 1384 foram ambos para a Palestina, onde se encontraram com outros dois confrades já mencionados, com quem viriam a compartilhar as atividades apostólicas e a palma do martírio.   Pedro de Narbona Da província franciscana da Provença, durante vários anos aderiu à reforma iniciada em 1368 na Úmbria e tendente a uma mais perfeita observância da regra de São Francisco. Em pouco tempo essa onda reformista se espalhou por toda a Úmbria e pelas Marcas, a ponto de em 1373 já contar com uma dezena de eremitérios. Tratava-se de um movimento de fervor que procurava renovar o elã inicial da vida franciscana, em especial no ideal da pobreza e na prática da piedade. O fato de Pedro de Narbona ter vindo do sul da França para os eremitérios da Úmbria mostra bem o seu fervor religioso e esclarece bem tanto a sua vida anterior como a sua permanência em Jerusalém.   Estevão Natural de Cúneo, no Piemonte, fez-se frade menor em Génova, na província franciscana da Ligúria. Durante 8 anos trabalhou ativamente na Córsega, como membro do vigariato franciscano dessa ilha. Pode-se dizer que terá feito aí um bom noviciado apostólico. Depois passou como missionário para a Terra Santa, onde a 14 de novembro de 1391 selou com o martírio a pregação do evangelho, demonstrando que o islamismo não é a religião verdadeira, e que Cristo, e não Maomé, é o enviado de Deus para salvar a humanidade. No dia 11 de novembro de 1391, após intensa preparação, os quatro missionários puseram em prática o projeto delineado. Saíram juntos do convento, levando cada um deles um papel dobrado ao meio, com uma página interior escrita em latim e outra em árabe. Dirigiam-se à mesquita, mas os árabes não os deixaram entrar, e perguntaram-lhe o que queriam. Eles responderam que queriam falar com o Cadi, pois tinham a dizer-lhe coisas muito úteis para a salvação. Responderam os mulçumanos que o Cadi não estava na mesquita, mas lhe indicariam onde era a casa dele. Quando chegaram na presença dele, abriram os papéis e leram os escritos, explicando-os e apresentando as suas razões, mais ou menos nesses termos: “Senhor Cadi, e senhores todos aqui presentes, pedimos-vos que escuteis as nossas palavras e lhes presteis a máxima atenção, porque tudo quanto vamos dizer é muito importante para vós; é justo e verdadeiro, isento de qualquer embuste, e útil para aqueles que o queiram pôr em prática”. E começaram a fazer uma exposição da mensagem do evangelho de Cristo, o único Salvador, demonstrando ao mesmo tempo a falsidade da lei de Maomé. Reuniu-se grande multidão de mulçumanos, que numa primeira reação se mostraram espantados, depois irritados, e finalmente furiosos. Nunca tinham ouvido semelhantes afirmações contra o Corão nem contra o Islã. Ao ouvir este discurso inflamado, o Cadi dirigiu-se aos quatro religiosos perguntando-lhes: “Isso que estais por aí a dizer, dizei-lo com pleno conhecimento e liberdade, ou resulta de um momento de exaltação fanática, sem controlo da razão? Foi por ventura o papa ou algum rei da cristandade que vos mandou cometer semelhante loucura?”. Os religiosos responderam imediatamente: “Viemos aqui simplesmente enviados por Deus. E vós, se vos recusais a acreditar em Cristo e a receber o batismo, não tereis a vida eterna”.   Fonte: Paróquia Senhor Bom Jesus.
  • 14 de setembro: Festa de Exaltação da Santa Cruz
    Hoje, 14 de setembro, a Igreja celebra a festa de Exaltação da Santa Cruz, o símbolo revelador da vitória de Jesus Cristo sobre o pecado, a morte e o demônio. A data remonta aos primórdios da cristandade já que a morte do Senhor sobre a Cruz é o ponto culminante da Redenção da humanidade. Cristo, encarnado na Sua realidade concreta humano-divina, se submete voluntariamente à humilde condição de escravo (a cruz era o tormento reservado para os escravos) e o suplício infame transformou-se em glória perene. Neste dia, nos reunimos com todos os santos, para exaltar a Santa Cruz, que é fonte de santidade e personificação do esplendor de Cristo. Durante a Santa Missa celebrada nesta manhã na Capela da Casa Santa Marta, em Roma, o Papa Francisco destacou que contemplar a Cruz, sinal do cristão, é contemplar um sinal de derrota, mas também um sinal de vitória, “Na cruz fracassa tudo aquilo que Jesus havia realizado na vida e acaba toda a esperança das pessoas que o seguiam. Não tenhamos medo de contemplar a cruz como um momento de derrota, de fracasso", disse o pontífice destacando que a cruz nos ensina a não temer as derrotas, pois com ela temos a vitória. Os apóstolos resumiam sua pregação no Cristo crucificado e ressuscitado dos mortos, de quem provêm a justificação e a salvação de cada um. São Paulo dizia que Cristo cancelou “o documento escrito contra nós, cujas prescrições nos condenavam. Aboliu-o definitivamente, ao encravá-lo na Cruz” (Cl 2,14). É por isso que cantamos na celebração da adoração da Santa Cruz na Sexta-Feira Santa: “Eis o lenho da cruz, do qual pendeu a salvação do mundo: Vinde! Adoremos!” Esta festividade está ligada à dedicação de duas importantes basílicas, construídas em Jerusalém por ordem de Constantino, filho de Santa Helena. Uma, construída sobre o Monte do Gólgota e outra, no lugar em que Cristo Jesus foi sepultado e ressuscitado pelo poder de Deus. A dedicação destas duas basílicas aconteceu no ano 335, quando a Santa Cruz foi exaltada ou apresentada aos fiéis. Encontrada por Santa Helena, foi roubada pelos persas e resgatada pelo imperador Heráclio.   Clique aqui e leia também os artigos da série "A Cruz na Mística Franciscana", do site Franciscanos.  Fontes: Canção Nova, Cléofas e Vatican News.
  • 17 de novembro: Santa Isabel da Hungria - Santos e Santas Franciscanas do Dia
    Isabel era filha de André, rei da Hungria, e nasceu num tempo em que os acordos das nações eram selados com o casamento. No caso de Isabel, ela fora prometida a Luís IV (duque hereditário da Turíngia) em matrimônio, um pouco depois de seu nascimento em 1207. Santa Isabel foi morar na corte do futuro esposo e lá começou a sofrer veladas perseguições por parte da sogra que, invejando o amor do filho para com a santa, passou a caluniá-la como esbanjadora, já que tinha grande caridade para com os pobres. Mulher de oração e generosa em meio aos sofrimentos, Isabel sempre era em tudo socorrida por Deus. Quando já casada e com três filhos, perdeu o marido numa guerra e foi expulsa da corte pelo tio de seu falecido esposo, agora encarregado da regência. Aconteceu que Isabel teve que se abrigar num curral de porcos com os filhos, até ser socorrida como pobre pelos franciscanos de Eisenach, uma vez que até mesmo os mendigos e enfermos ajudados por ela insultavam-na, por temerem desagradar o regente. Ajudada por um tio que era Bispo de Bamberga, Isabel logo foi chamada para voltar à corte, e seus direitos, como os de seus filhos, foram reconhecidos, isto porque os companheiros de cruzada do falecido rei tinham voltado com a missão de dar proteção à Isabel, pois nisto consistiu o último pedido de Luís IV. Santa Isabel não quis retornar para Hungria; renunciou aos títulos, além de entrar na Ordem Terceira de São Francisco. Fundou um convento de franciscanas em 1229 e pôs-se a servir os doentes e enfermos até morrer, em 1231, com apenas 24 anos num hospital construído com seus bens.   Fonte: Canção Nova.
  • 18 de novembro: Bem-aventurada Salomé de Cracóvia - Santos e Santas Franciscanas do Dia
    Salomé, filha família real do príncipe Lescon V, e irmã de Boleslau, o Casto, esposo de Santa Cunegundes (Kinga). Nasceu em Cracóvia na Polônia em 1211. Com apenas três anos foi dada em casamento a Colomano, rei da Hungria e príncipe da Halícia, com o qual viveu em perfeita virgindade. Era irmã de Santa Isabel da Turíngia, por quem foi enviada à corte do rei André II, para ser educada conforme os princípios de família e da região, em vista do casamento. Quando se casaram ela e seu esposo Colomano de comum acordo fizeram o voto de castidade. O piedoso casal crescia na prática da penitência e piedade. Ela entrou na Ordem Terceira Franciscana e recebeu o hábito da penitência. Muitas de suas amigas quiseram segui-la. O palácio parecia um convento. Quando seu esposo se fez Rei da Halícia, ambos deviam ser coroados reis. Salomé preferiu uma coroa de penitência. O rei Colomano foi morto na batalha contra os tártaros em 1255. Salomé, após a morte do esposo resolveu consagrar-se a Deus e empregou seus numerosos bens em benefício dos pobres e na construção de igrejas. Em 1245 entrou no Mosteiro de Clarissas por ela fundado em Zawichost; aí se distinguiu por sua grande obediência e humildade. Um ano após seu ingresso o Mosteiro foi ferozmente devastado pelos tártaros, que martirizaram todas as irmãs: sessenta monjas clarissas, tendo à sua frente a abadessa, Irmã Inês Yastrzebska. O convento foi depois transferido para Skala, para livrar-se das investidas dos tártaros, passando a denominar-se de Mosteiro de Santa Maria das Estrelas. Finalmente foi transferido para Cracóvia em 1245. Salomé continuou sua vida de Clarissa em Cracóvia por vinte e oito anos, brilhando como espelho de virtudes para suas irmãs. Foi eleita abadessa numa época bastante difícil. Faleceu aos sessenta e sete anos, durante uma Missa como havia predito. Admoestou antes suas Irmãs à prática da caridade e fiel observância da Regra de Santa Clara. Era o dia 17 de novembro de 1268, e havia sido favorecida com uma aparição da Virgem com o Menino Jesus. No momento de sua morte uma estrela brilhante foi vista sair de seus lábios. Sete meses depois seu corpo foi encontrado intacto e perfumado. Foi sepultada junto ao seu esposo na Igreja dos Franciscanos em Cracóvia. Seu culto foi aprovado por Clemente X em 17 de maio de 1672. Salomé, ao lado de Santa Inês de Praga, é a grande propagadora da Ordem de Santa Clara nas Províncias eslavas, tchecas e polonesas.   Fonte: Caminhos do Senhor e Heroínas da Cristandade.
  • 18 de setembro: São José de Copertino - Santos e Santas Franciscanas
    São José de Copertino (ou Cupertino, como é conhecido por muitos no Brasil) é o Padroeiro dos Estudantes em Apuros e nasceu em 17 de junho de 1603, no vilarejo de Cupertino, em Nápoles, Itália. Ele era filho de uma família pobre e cheia de dificuldades. Nas vésperas de seu nascimento, sua família foi despejada por causa das dívidas de seu pai. No despejo, a família perdeu até os poucos móveis que tinha. Por isso, José nasceu num estábulo, na pobreza, assemelhando-se a Jesus. Sua vida, porém, seria marcada pela dificuldade e pela superação através da graça de Deus. Já naquela época, a desigualdade social promovia a miséria, insegurança e sofrimento, impedindo que filhos de famílias pobres estudassem e desenvolvessem sua cultura e inteligência. Mas, apesar de iletrado, o menino foi criado no rigor dos ensinamentos de Cristo, pois sua família era muito religiosa. Assim foi a infância de José. Os únicos talentos por ele manifestados foram de ordem espiritual: o da oração e o da caridade para com os mais necessitados, que sofriam as aflições da pobreza, como ele. Quando José completou dezessete anos, estava determinado a tornar-se frade. Mas até os capuchinhos, que o haviam aceitado como irmão leigo, fizeram-no devolver o hábito por causa da sua grande confusão mental. O que o deixou muito triste, mas, mesmo assim, ele não desistiu. Finalmente, foi aceito no Convento de Grotella, pelos Frades Menores, que o acolheram e lhe deram uma tarefa simples: cuidar de uma mula. Mesmo renegado, estava determinado a ser sacerdote. Foi então que as graças divinas começaram a intervir em sua vida. Apesar da dificuldade que tinha em estudar, milagrosamente saía-se muito bem nas provas para tornar-se sacerdote. Desde então, começaram a aparecer sinais de predileção divina e fenômenos que atestavam sua santidade interior, presenciados pela comunidade de fiéis e irmãos da Ordem. Eram manifestações extraordinárias, como, por exemplo, curas totalmente milagrosas de doentes de todos os tipos de enfermidades. Além disso, em êxtases de oração, ele caminhava pela igreja sem colocar os pés no chão e, sem tomar nenhum cuidado com o corpo, exalava um fino e delicado odor. Por tudo isso, já era venerado em vida como santo. Outro fato relevante na vida de José de Copertino é que, apesar de quase não ter nenhum estudo teológico, tinha o dom da ciência e era consultado por teólogos a respeito de questões delicadas. Espantosamente, tinha sempre respostas sábias e claras. Com isso, José conquistou a glória máxima e, mesmo sendo considerado o frade mais ignorante de toda a Ordem franciscana, sua fama de bom cristão, seu comportamento peculiar e seus milagres chegaram a Roma. O papa Urbano VIII convocou-o e o recebeu com as honras de que era merecedor. Talvez esse tenha sido um dos dias mais felizes na vida de José de Copertino. Em 1628, foi ordenado sacerdote. José de Copertino mergulhou tão profundamente nas coisas de Deus que acabou se tornando um conselheiro de padres, bispos, cardeais, chefes de Estado e religiosos em geral. Todos o procuravam. E ele os atendia com paciência, humildade e sabedoria, indicando-lhes a luz de que necessitavam. José de Copertino morreu aos sessenta anos de idade, no dia 18 de setembro de 1663, no Convento de Osímo, Itália. O local, que se tornara um ponto de peregrinação com ele ainda vivo, tornou-se, imediatamente, um santuário a ele dedicado. Festejado liturgicamente no dia de sua morte, este singular frade franciscano é considerado pelos estudiosos como “o santo mais simpático da hagiografia católica”. Os frequentes êxtases espirituais, que lhe permitiam “voar” (literalmente) pela igreja, fizeram de são José de Copertino o padroeiro dos aviadores e paraquedistas. Também, devido à sua determinação diante das numerosas dificuldades encontradas nos estudos e exames de seleção, é considerado o santo padroeiro dos estudantes que se encontram nessa condição, anualmente.   Fontes: Cruz Terra Santa e Franciscanos.
  • 19 de agosto: Santos e Santas Franciscanas do Dia - São Luís de Tolosa
    Embora seja de descendência francesa, Luís de Anjou nasceu no ano de 1274 na Itália. De vida atribulada, era o mais velho entre os quatorze irmãos. Sua mãe era Maria, sobrinha de santa Isabel da Hungria e irmã de três príncipes que também chegaram a ser reis e santos: Estêvão, Ladislau e Henrique. Seu pai era Carlos II de Anjou, rei de Nápoles, Sicília, Jerusalém e Hungria, e filho do papa Inocêncio II. Em 1284, começou a crise da Casa Real de Anjou, na Itália meridional. O pai de Luís tornou-se prisioneiro dos reis de Aragão da Espanha após uma batalha naval e sua liberdade foi concedida, depois de três anos, mediante troca de reféns. O rei espanhol Afonso III, exigiu que esses reféns fossem os três sucessores diretos do rei Carlos II: Luís, Roberto e Raimundo. Lá, os garotos passaram sete anos presos em Barcelona e Tarragona, na Catalunha, em presídios dos castelos. As condições eram bastante duras para eles e, provavelmente, foi lá que Luís pegou a tuberculose que acabou matando-o poucos anos mais tarde. Luís, por ser o mais velho, foi o mais maltratado dos irmãos, pagando pelo rancor que o rei de Aragão nutria pela política do papa e do rei de Anjou. Motivo que o levou a quebrar todos os acordos firmados antes da troca dos reféns. Luís aceitou a longa prisão com abnegação e paciência, pois já estava acostumado com a vida de penitência. Desde pequeno, ele não dormia na sua cama real, preferindo o chão duro e frio. Assim, aquele período no cárcere só cristalizou a santidade do jovem príncipe. Era tratado cruelmente e deixado junto com os leprosos, os quais cuidava com zelo e carinho, não temia o contágio. Esse seu período de cativeiro foi acompanhado pelos frades da Ordem de São Francisco, principalmente pelo Frei Jacques Deuze que, posteriormente, foi eleito papa. O Frei Jacques presenciou e registrou as curas prodigiosas feitas por intercessão de Luís. Também acompanhou o jovem príncipe quando ele adoeceu gravemente, testemunhando a sua milagrosa cura e a decisão de tornar-se um simples frade franciscano. Finalmente, a paz voltou entre as famílias reais de Aragão e Anjou. Em janeiro de 1296, os três príncipes foram libertados e assim que chegaram à Nápoles, Luís renunciou ao trono real em favor do seu irmão Roberto. Ingressou na vida religiosa no Convento de Ara Coeli, dos franciscanos, em Roma. Em maio do mesmo ano, voltou para Nápoles, onde recebeu as sagradas ordens. Foi chamado pelo papa Celestino V, que o queria bispo da diocese de Toulouse, na França, que estava vaga. Luís, devendo obediência, aceitou. Porém, sendo um frade franciscano, dispensou a luxuosa residência episcopal, preferindo a pobreza dos conventos da irmandade. Muito enfraquecido, acabou consumido pela tuberculose. Apesar disso, foi à Roma assistir à canonização de Luiz IX, rei da França, seu tio-avô. A fadiga da viagem agravou a doença e ele acabou morrendo, no dia 19 de agosto de 1297, aos vinte e três anos de idade. O bispo Luís de Toulouse foi proclamado santo em 1317 pelo papa João XXII, frei Jacques Douze, que presenciou sua penitência e suas curas milagrosas durante o cativeiro. As famílias da realeza de Anjou e de Aragão, unidas, presenciaram a cerimônia.   Via: Franciscanos.