Notícias

Província

Província

Segunda, 14 Dezembro 2020 21:39

Ordenação Diaconal

No último sábado (12), a Província São Maximiliano Kolbe teve a alegria de celebrar a ordenação diaconal de Frei Luis Henrique de Oliveira Ventura (OFMConv) e Frei Jorge Elias Oliveira Machado (OFMConv). A ordenação aconteceu na Paróquia São Maximiliano Maria Kolbe, em Águas Lindas (GO), pela imposição das mãos de Vossa Excelência Reverendíssima, Dom Jaime Spegler, Arcebispo Metropolitano de Porto Alegre.

Frei Jorge Elias foi designado ao trabalho pastoral na Paróquia São Marcos e São Lucas, na Ceilândia (GO). Já o Frei Luís Ventura passará a residir em João Pessoa (PB), na Paróquia Santo Antônio do Menino Deus.

Que Deus e a Virgem Santíssima abençoem e cubram de graças nossos confrades em seu ministério do diaconato!

Foi celebrada na última sexta-feira (27), no Santuário São Francisco de Assis, a Santa Missa em ação de graças à conclusão do ano letivo e formação dos alunos do Instituto São Boaventura (ISB). 
A Santa Missa foi celebrada pelo Vigário Provincial, Frei Flávio Freitas (OFMConv.) e concelebrada pelo Reitor do ISB Frei Emanuel Afonso (OFMConv), pelo Frei José Lanoil (OFMConv.), que é formador da etapa da filosofia, e pelo frei Frei Fernando Araújo (OFMConv), que é vigário na Cidade Ocidental.

 

O Instituto São Boaventura, pertencente à Província São Maximiliano Kolbe do Brasil e é afiliado à Pontifícia Faculdade São Boaventura de Roma. O Instituto realizou mais uma vez a formatura de seus alunos dos cursos de filosofia e teologia. Mesmo vivendo este tempo de emergência sanitária, o ISB não se furtou através de seus colaboradores, professores e frades responsáveis em insistir, criando meios e formas para dar continuidade a formação dos nosso estudantes, e com isso concluiu com sucesso mais um ano formativo.


A Missa foi animada pelo Coral do ISB, sob a regência do Frei Mayko Ataliba, professor de música do Instituto e vice formador da filosofia.


Após a Missa, no auditório do ISB, procedeu-se com a cerimônia de colação de grau, neste ano tendo como paraninfos o Professor Marco Aurélio da filosofia e Frei Jailson Cordeiro (OFMConv.) da teologia. E assim, logo após a cerimônia de colação de grau, todos foram convidados a um coquetel servido no refeitório do ISB, sempre observando as normas protocolares em vigor.

 

Desejamos aos nossos, agora formados, alunos da filosofia e teologia, sucesso na busca pelo aprofundamento do pensamento filosófico e teológico, vivido no Espírito de serviço ao inteiro Povo de Deus, como bem nos recorda Papa Francisco (cf. Veritatis Gaudium, nº 3).

 

Por: Frei Emanuel Afonso (OFMConv)


No último dia 29 de Novembro de 2020, aconteceu no Seminário São Francisco de Assis, a renovação dos votos religiosos dos frades professos e a admissão aos ministérios menores do leitorato e acolitato.

Nesta celebração destaca-se a vida do seminário, mas de uma forma especial a vocação de cada frade professo que renova seu propósito de viver os votos de pobreza, obediência e castidade. Seguindo esse propósito vocacional e respondendo aos desígnio de Deus recebe os ministérios menores para que tornando mais íntimos a mesa da palavra e a mesa eucarística sejam luz e sal da terra!

Como frades compreendemos que a vocação é um chamado de amor de Deus, mas é necessário responder a esse chamado de Deus.

Como Francisco o frade professo responde a Deus através da formação e passando pelas diversas etapas formativa- cada etapa formativa está cheia de desafios, exigências. O formando é capacitado com dons, valores para responder a essas exigências.

O leitorato e acolitato tem em vista , em geral, a ordenação sacerdotal daqueles que pensam na vida sacerdotal. Pois, desde os primeiros séculos da Igreja eram chamados “ordens menores” juntamente com o subdiaconato, tonsura, ostiariato e exorcistato.

Mas, em 1972, o papa Paulo VI em seu Motu proprio Ministeria Quædam - reavaliou essas designações e passou de ordem para ministérios menores

LEITORATO
O leitor é instituído no serviço da mesa da Palavra, onde de forma oficial proclama as leituras das celebrações (exceto o evangelho); a ele também é conferida a missão de organizar a catequese e orientar o povo e sua participação na assembleia.

ACOLITATO
O acólito é instituído no serviço da mesa da Eucaristia, auxiliando o diácono e servindo o sacerdote; auxilia como ministros extraordinários da comunhão, podendo fazer a purificação do cálice, podendo expor o santíssimo e distribuir a Eucaristia.
Nesse propósito desejamos aos confrades que avancem nesse processo de vocação, possam com coragem responder ao amor de Deus da melhor forma possível!

Conheça o Colégio Santo Antônio

Há 20 anos, a instituição de ensino referência na Cidade Ocidental e entorno.

Colégio Santo Antônio (CSA) se localiza na Cidade Ocidental (GO) e atua da educação infantil ao ensino médio com atividades extras de informática, balé, jiu jitsu e karatê.  O CSA é uma instituição administrada pela União Franciscana de Educação e Cultura (UFRATER), um organismo vinculado à Província São Maximiliano Kolbe que tem como objetivo atuar como motivadora e formadora de engajados e conscientes cidadãos segundo os valores da paz e do bem.

MATRÍCULAS ABERTAS!

Colégio Santo Antônio

SQ 13 - Quadra 05 - Área Especial
72880-534 Cidade Ocidental

Saiba como chegar, clique aqui

Sexta, 13 Novembro 2020 20:13

Organização Social Jovens de Ouro

Esporte, cultura e família

Nosso objetivo é promover a orientação social e educacional de crianças e adolescentes entre 06 e 17 anos, e assim beneficiando também suas famílias, oferecendo atividades que possam desenvolver e despertar neles o interesse em buscar uma melhor qualidade de vida e oferecendo-lhes um futuro melhor, fazendo acompanhamento escolar, formações extra campo, atividades esportivas, acompanhamento psicossocial e entre outras atividades que iram beneficia-los no período do contra turno escolar.
Atualmente estão inscritos no projeto 60 crianças e adolescentes mais ou menos 30 famílias beneficiadas, porém quando a sede estiver finalizada pretendemos atender aproximadamente 200 alunos.

Em novembro de 2018 demos início a construção da nossa sede que ainda falta muito para ficar pronta, recentemente tivemos a alegria de concluir a construção do campo de futebol society com grama sintética com o apoio da MZF(Alemanha) e do Embaixador do Bem da Anglo American
Além do campo nossa sede vai oferecer uma pista de corrida, quadra poliesportiva, quadra de areia, vestiários, salas de atendimento e secretaria.
Hoje temos o apoio da Paróquia e Santuário São José na pessoa do nosso presidente Frei Herton Alcântara, contamos também com o apoio da STMIL montagem industrial na pessoa de sua proprietária Idalice José de Melo que ajuda no pagamento dos estudantes de educação física e também temos o apoio dos nossos "Amigos do Projeto" que são pessoas que se identificam com o projeto e fazem sua doação mensal no valor que quiserem.
A Organização Social Jovens de Ouro é uma iniciativa dos frades franciscanos Conventuais da Província São Maximiliano M. KOLBE e têm como missão, além do que já foi citado, dá um passo a frente contra todo tipo de violência e exploração infantil e juvenil buscando por meio de diversas práticas esportivas colaborar com a seguranca e os direitos dos nossos alunos beneficiados.
Fr.Jailton

Quinta, 12 Novembro 2020 13:28

Encontro do Quinquênio 2020

Aconteceu entre os dias 09 e 11 de novembro de 2020, no Eremitério e Casa de Descanso São Miguel Arcanjo, o  "Encontro do Quinquênio". O encontro reuniu os frades de nossa Província São Maximiliano Kolbe, que estão no quinto ano de sacerdócio ou dos votos solenes.

Essa edição aconteceu com a presença de 14 frades. Durante o encontro, eles refletiram sobre a Maturidade e Liberdade, com Dr. André Cardoso (psicólogo); A identidade Franciscana no Mundo Secularizado, com Fr. Clezio (Provincial - OFMCap.) e sobre A Realidade Provincial, com Fr. Gilberto de Jesus (Provincial - OFMConv.).

O encontro teve momentos fraternos e de descontração e ainda momentos de espiritualidade e formação. Houve celebração da Santa Missa durante todos os dias do encontro.

Agradecemos e parabenizamos a participação de  todos os jovens confrades! O organização ficou por conto do Fr. Herton Alcântara (OFMConv.), pároco e Guardião do Convento São José de Niquelândia. Contamos também com a participação no acompanhamento do Fr. José Lanoil (OFMConv.), presidente da Comissão de Formação Inicial da Província São Maximiliano Kolbe.

Terça, 03 Novembro 2020 20:55

Frei Bonifácio Stefaniuk (OFMconv)

Neste domingo, primeiro de novembro de 2020, faleceu em Niepokalanów, na Polônia, o Frei Bonifácio Stefaniuk (OFMconv), após contrair Covid 19.

Por quase vinte anos Frei Bonifácio fez parte da comunidade Jardim da Imaculada no Brasil, na qualidade de irmão religioso. Desempenhou diversas funções no Santuário, entre elas de modo particular a função de marceneiro. Durante muito tempo era comum os peregrinos serem atendidos por Frei Bonifácio na Lojinha do Santuário.

No ano de 2001, Frei Bonifácio retornou a província da Imaculada Conceição na Polônia, no convento de Niepokalanów (Jardim da Imaculada na Polônia). Nos últimos anos trabalhou na confecção das medalhas milagrosas destinadas aos consagrados da milícia da Imaculada. Parafraseando Frei Luiz M. Faccenda: “Terminada a sua vida terrena, Frei Bonifácio não deixou de “trabalhar”, mas, como era comum afirmar, enquanto estava na terra tinha que segurar a mão de Maria para pedir a sua ajuda, agora que está no céu pode trabalhar com as duas mãos, portanto é nosso grande intercessor junto a Deus”.

 

Frei Bonifácio Stefaniuk (OFMconv), nascido em 16/04/1929 e falecido em 01/11/2020.

Dai-lhe, Senhor, o repouso eterno e brilhe para ele a Vossa luz! Amém.

Você já ouviu falar na Coroa Franciscana? Conheça mais sobre essa devoção franciscana e aprenda a rezar.

Bela devoção mariana que se desenvolveu no seio da Ordem Franciscana é a Coroa Franciscana das Sete Alegrias da Santíssima Virgem.

Em 1442, no tempo de São Bernardino de Siena, se difundiu a notícia de uma aparição da Virgem a um noviço franciscano. Este, desde pequeno, tinha o costume de oferecer à bem-aventurada Virgem uma coroa de rosas. Quando ingressou entre os Irmãos Menores, sua maior dor foi a de não poder seguir oferecendo à Santíssima Virgem esta oferenda de flores. Sua angústia chegou a tal ponto que decidiu abandonar a Ordem Seráfica. A Virgem apareceu para consolá-lo e lhe indicou outra oferenda diária que lhe seria mais agradável. Sugeriu-lhe recitar a cada dia sete dezenas de Ave Marias intercaladas com a meditação de sete mistérios gozosos que ela viveu em sua existência. Desta maneira teve origem a coroa franciscana, Rosário das sete alegrias.

São Bernardino de Sena foi um dos primeiros a praticar e difundir esta devoção, que para ele era fonte de grandes favores. Um dia enquanto recitava esta coroa apareceu-lhe a Santíssima Virgem e com inefável doçura lhe disse que gostava muito desta devoção e o recompensava com milagres para converter os pecadores: “Te prometo fazer-te partícipe de minha felicidade no paraíso”. A coroa franciscana medita os sete gozos de Maria: a anunciação, a visita a Santa Isabel, o nascimento de Jesus em Belém, a adoração dos Magos, a apresentação de Jesus no templo e a manifestação de sua divindade entre os doutores do templo, a ressurreição de Jesus e sua aparição à Virgem, a vinda do Espírito Santo, a Assunção de Maria em corpo e alma ao céu, e a coroação de Maria como rainha do céu e da terra, medianeira de graças, mãe da Igreja e soberana do Universo.

Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”, Ed. Porziuncola

Oferecimento
Ó piedosíssima Virgem Maria, purificai nossos lábios e nossos corações, para que possamos, dignamente, recitar a coroa de vossas alegrias. Nós vo-la oferecemos, para gloriar-vos, para implorar vosso auxílio, pelas necessidades da Igreja e de nosso País para satisfazer em tudo, a justiça divina. Nós nos unimos a todas as intenções do Sagrado Coração de Jesus e do vosso Coração Imaculado.

– Creio – Pai-Nosso – Duas Ave-Marias

A primeira Alegria de Maria: a Anunciação pelo Anjo Gabriel


Saudamos-te como o Anjo Gabriel, “Ave Maria, cheia de graça o Senhor está contigo…”. E logo te disse: “… Conceberás em teu seio e darás a luz um filho a quem porás o nome Jesus”, seguida da tua aceitação: “Eis aqui a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo vossa palavra”. Assim nos mostraste o caminho a seguir: Aceitar a nossa vida como Deus nos apresenta cada dia, vivendo com amor tanto as alegrias como as dificuldades. Como o fez São Francisco quando aceita docilmente sua missão, respondendo com todo seu ser ao chamamento de Jesus. 1 Pai-nosso, 10 ave-marias e 1 glória ao pai (sem a jaculatória: “Ó meu Jesus…”)

A Segunda Alegria de Maria: a Visita a sua prima Isabel


Recordamos contigo quando em Judá, foste à casa de Zacarias e saudaste Isabel. Ela, ao ouvir-te, ficou cheia do Espírito Santo, e o menino saltou no seu ventre. Recebemos-te como o fez Santa Isabel: “Bendita sois vós, entre todas as mulheres e bendito é o fruto de vosso ventre Jesus”. Rogamos-te que venhas sempre a visitar-nos, para nos trazeres Jesus e o seu Santo Espírito. Como Francisco quem te nomeou Advogada da família Franciscana e assim realizar vossa missão de tutora, vos pedimos rogai por nós. 1 Pai-nosso, 10 ave-marias e 1 glória ao pai (sem a jaculatória: “Ó meu Jesus…”)

A Terceira Alegria de Maria: o Nascimento de Jesus em Belém

Contigo Maria e com São José, alegramo-nos por este presente que nos destes, nesta noite de paz e amor. Com os anjos e pastores digamos: “glória a Deus nas alturas e na terra paz aos homens de boa vontade”. E como Francisco, revivamos a maravilhosa cena do nascimento de Jesus, enchamos nosso coração de alegria e amor, repartindo a todos. 1 Pai-nosso, 10 ave-marias e 1 glória ao pai (sem a jaculatória: “Ó meu Jesus…”)

A Quarta Alegria de Maria: a Adoração dos Reis Magos

Vemos com alegria que três sábios acreditam, e com humildade adoram ao Menino Deus, oferecendo-lhe ouro, incenso e mirra, como homenagem e reconhecimento ao Rei, ao Deus e ao homem. Nós, junto aos reis, queremos adorar ao vosso Filho Divino, e render-lhe homenagem com nossas orações, como Francisco, queremos estar alegres, jubilosos e adorar a Deus que se fez carne e habitou entre nós!”. 1 Pai-nosso, 10 ave-marias e 1 glória ao pai (sem a jaculatória: “Ó meu Jesus…”)

 

 

Quinta Alegria de Maria: Maria e José encontram Jesus no templo

Que alegria sentimos contigo ao encontrar a Jesus e poder abraça-lo, como vós o encontraste no Templo! Queremos repetir como São Francisco, que regozijado dizia: “é isto mesmo que eu buscava, é isto o que deseja meu Coração “. Maria, quando nos sentirmos perdidos, longe de Jesus, ajudai-nos a encontra-lo dentro de nós e em toda a criação, como o refletia Francisco no Cântico a Criaturas. 1 Pai-nosso, 10 ave-marias e 1 glória ao pai (sem a jaculatória: “Ó meu Jesus…”)

A Sexta Alegria de Maria: Maria vê a Jesus Ressuscitado

Contigo Maria, nos alegramos por Cristo ressuscitado, luz: “que ilumina a todo homem que vem a este mundo”. Ele é o caminho, a verdade e a vida. Como Francisco queremos enchernos de amor por vosso Filho e sempre dizer: “Senhor meu e Deus meu”. “Meu Deus e meu tudo!” 1 Pai-nosso, 10 ave-marias e 1 glória ao pai (sem a jaculatória: “Ó meu Jesus…”)

 

Sétima Alegria de Maria: a Assunção de Maria e sua Coroação

Que alegria sentimos contigo Maria, porque elevada ao céu estás junto a vosso filho amado, sois Co-redentora, intercessora e auxiliadora nossa. Tu, humilde mortal, agora Rainha de céus e terra, mostras-nos, o caminho e vos dizemos: “Oh, Maria, Mãe minha, eu vos dou meu Coração “. Como Francisco, esperamos receber a coroa da Vida. 1 Pai-nosso, 10 ave-marias e 1 glória ao pai (sem a jaculatória: “Ó meu Jesus…”)

Oração Final
Lembrai-vos, ó puríssima Virgem Maria, que nunca se ouviu dizer que algum daqueles que tenha recorrido à Vossa proteção, implorado a Vossa assistência e reclamado o Vosso socorro, fosse por Vós desamparado. Animado eu, pois, de igual confiança, a Vós, Virgem entre todas singular, como a Mãe recorro, de Vós me valho, e, gemendo sob o peso dos meus pecados, me prostro aos Vossos pés. Não desprezeis as minhas súplicas, ó Mãe do Filho de Deus humanado, mas dignai- Vos de as ouvir propícia e de me alcançar o que Vos rogo. Amém.

 

Fonte: Província Franciscana Nossa Senhora da Assunção, via: CFFB

Quarta, 28 Outubro 2020 20:46

Francisco de Assis e a Irmã Morte

Por Frei Vitório Mazzuco

Tema estranho quando olhamos a partir dos limites de nossa compreensão e aceitação. Mas é natural em se tratando de Francisco de Assis, que preparou o momento de sua passagem deste mundo para a eternidade. Reuniu os Irmãos, recebeu os doces e a presença de sua amiga Jocoba de Settesoli, compôs um hino às Criaturas para ser cantado naquela hora, arrumou um despojado leito na terra nua. Por amar intensamente a vida, não teve medo da morte. Morreu no outono de 1226 em meio às metamorfoses da estação, o amadurecimento das folhas, o cair para o chão, renascer em todos os galhos e florescer; esconder nos confinados canteiros do inverno e renascer na Eterna Primavera.

Francisco venceu-se e, no vencer-se, destruiu seus medos, sobretudo o medo da morte. Porque reconstruiu o Reino, se sentiu seguro nele para sempre. Abraçar a morte fez parte de seu ser livre. Sêneca, na carta a Lucilius, escrevia: “Quem faz assim pratica a liberdade do pensamento, pois quem aprendeu a morrer, desaprendeu ser escravo”. Francisco não se prendeu a nada, foi livre para o regresso ao Paraíso. Ao fazer de sua morte uma celebração tirou o trágico do instante. Viveu a vida moldando cada dia o eterno. Para ele, cada segundo da vida continha toda a vida em sua plenitude, por isso não sabia do último dia. Disse que todos devem recomeçar; fazer a sua parte.

Desejou o Espírito do Senhor e o seu santo modo de operar. Fez disso a expressão de sua vontade. Compilou uma anotação de todas as maravilhas que viu na vida. Cantou um cântico de luz na sombra da morte. Sabia que ia chegar ao céu e ser imediatamente reconhecido por todos os sofridos leprosos que chegaram antes, e pelo Filho do Homem, que ia identificar e contemplar nele a mesma tatuagem da Paixão, as marcas do Amor, fundidas num grande e acolhedor abraço!


Pequena meditação para o Dia dos Finados

Por Frei Almir Guimarães

Novembro, mês dos agapantos brancos e azuis, com esses enormes pescoços baloiçando em nossos jardins ao sabor dos ventos. Novembro, mês em que nos recordamos daqueles que nos precederam na aventura de viver e que nos ajudaram a construir nosso semblante interior. Mês de saudade e de esperança.

♦ Rezamos pelos mortos. O que está por detrás desta prece? Qual o seu pano de fundo? Esses que se foram… será que os amamos? Será que guardamos mágoas de alguns deles? Vida, morte, sepultura. Diante da morte: incompreensão, revolta, paz. Quando rezamos pelos mortos essa teia de sentimentos nos invade: a lembrança do que se foram nos envolve, estão perto, pedimos que o Senhor os liberte de toda sorte de escuridão e que eles sejam estrelas brilhando no firmamento.

♦ Em nossa oração pelos mortos não se trata de compor frases, se mostrar semblante cavernoso, de usar palavras que ninguém entende. Rezamos a partir de nossa fragilidade. Somos seres vulneráveis e simples, feridos e cheios de expectativas, voltamos para um além de nós mesmos que esperamos ou que nos espera. Cada vez que levamos ao cemitério um ser que amamos é nossa morte que se desenha no horizonte.

♦ A oração pelos que partiram não nos poupa de viver e de pensar em nossa própria finitude, em nossa própria morte. Pensamos nela com serenidade. Esperamos, não se sabe como, estar em companhia daqueles que nos precederam. Será preciso olhá-la sem pavor, face a face. Essa meditação parece mais densa quando levamos o corpo de um ente querido ao cemitério. Será preciso preparar-se da melhor forma para o gran finale.

♦ A oração pelos mortos nos ensina que os laços de amor subsistem após a morte. A oração incita o nosso coração a continuar a amar para além do visível e do imediato. Tudo se torna dilacerante quando a morte ocorre em situações dramáticas. Mais fortemente rezamos pelos que se foram.

♦ Este que se foi está ainda perto. Falamos a Deus a seu respeito, mesmo se num primeiro momento nossa oração é tecida de revolta e molhada de lágrimas, circulando num mar de incompreensão. Se rezamos pelos mortos é porque temos a certeza de que Deus “pode ainda fazer alguma coisa”. “Vim para que tenham a vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10).

♦ Há uma reciprocidade entre nós e os que se foram. Pedimos por eles e eles pedem por nós. Os laços que fomos tecendo em vida com eles foram sendo ampliados, purificados, enobrecidos por Aquele que está na origem de todo amor e de toda ternura. Destarte a grande família humana encontra-se mais intensamente unida para além dos limites habituais de espaço e de tempo. A Ressurreição de Cristo dilatou os limites de nossos horizontes para que não houvesse mais distância entre os daqui e os de lá. Há uma única família de vivos e mortos. Péguy: “Não se trata de chegar junto a Deus uns sem os outros. Será preciso ir juntos para a cada do Pai”.

♦ Junto ao túmulo de nossos entes queridos, na liturgia solene, no silêncio de nosso quarto pedimos que nossos entes queridos estejam na glória e sejam nossos intercessores. Bela esta prece de um Ritual dos Finados: “Senhor, tu nos revelaste que junto de ti os mortos vivem para sempre. Os que santificaste finalmente vivem na felicidade. Os olhos de teu servo… se fecharam definitivamente para a luz do dia e se quisermos reencontrar seu sorriso precisamos, de nossa parte, fechar os nossos olhos. Dá a teu servo…. o que todos desejamos, tu que nos criaste por amor para que pudéssemos conhecer teu rosto. Por Cristo Nosso Senhor. Amém”.

 

Fonte: Província Franciscana Nossa Senhora da Assunção, via: CFFB

Segunda, 05 Outubro 2020 19:40

Solenidade de São Francisco de Assis

             No último domingo, 4 de outubro, aconteceu no Santuário São Francisco de Assis, a Santa Missa solene em comemoração ao dia de nosso Seráfico Pai.

             A celebração foi iniciada com a saudação do Frei João Benedito (OFMConv.), pároco do santuário. Ele deu as boas vindas a todos os formandos e formadores presentes, bem como ao celebrante e Ministro Provincial, Frei Gilberto de Jesus (OFMConv.). Na sequência, ele saudou também ao governo provincial que se fez presente e a todas e todos os fiéis que ali estavam.

            Durante a homilia, Frei Gilberto de Jesus ressaltou a importância da vida do Pobrezinho de Assis. O homem que existiu, para testemunhar com a sua vida, a mudança que o amor de Deus pode operar na vida do ser humano, se assim o permitir. Em suas palavras, o frade pontuou que São Francisco foi o homem que abriu mão dos privilégios da vida burguesa que seu pai, rico comerciante de tecidos caros, o proporcionara. Explicou ainda que, após a guerra entre Assis e a Perugia, Francisco padeceu enfermo e que foi essa experiência de quase morte que o aproximou do amor de Deus.

            Numa celebração totalmente voltada ao nosso Pai Seráfico, não poderia deixar de ser mencionados os três pontos visíveis pelos quais Deus o tornou sensível. O frade os pontuou da seguinte forma: “Em primeiro lugar, Francisco tornou-se sensível à criação. Passou a ver a beleza da natureza; em segundo lugar, tornou-se sensível aos enfermos. Fora dos muros de Assis haviam inúmeros leprosos e outros doentes. Francisco passou a cuidar deles; em terceiro lugar, tornou-se sensível aos pobres. Antes, acostumado com a vida burguesa e luxuosa, passou a olhar para quem não tinha o mínimo necessário para viver”.

            Durante o momento do ofertório, além do pão, a água e o vinho, também foram ofertados ao altar o hábito franciscano e o cíngulo. Ofertou-se também a Cruz de São Damião em uma procissão simbólica da entrada até o altar. Um casal também ofereceu ao altar óleo, com o qual ascendeu-se a vela votiva a São Francisco no decorrer da celebração.

            Nesse clima celebrativo, em honra ao Pobrezinho de Assis – e ainda cumprindo todas as recomendações da OMS de distanciamento social – finalizamos uma linda festa, cantando os parabéns pelo aniversário natalício do Ministro Provincial – que aconteceu no último dia 30 de setembro – e celebrando a presença de nossos seminaristas, que serão o futuro da nossa Província.

Artigos

Ver todos os artigos
© 2018 Ordem dos Frades Menores. Todos os direitos reservados

 
Fale conosco
curia@franciscano.org.br